9 de novembro de 2010

Como perder um clássico para totós

Como toda a gente sabe, o FC Porto no passado Domingo venceu o SL Benfica por 5-0. O que causa algum espanto é apenas a diferença no marcador, porque a equipa orientada por Jorge Jesus já estava condenada à derrota há muito tempo.

Os dirigentes e o treinador do SL Benfica, ao mexer no orgulho dos jogadores e adeptos do FC Porto, compraram uma guerra que não tinham a mínima hípotese de ganhar.

Isto por vários motivos, mas o mais forte de todos é o mais simples: O Benfica não tem equipa para ganhar ao FC Porto. Depois vêm os extras que os responsáveis encarnados, quase sempre pela voz do seu presidente, foram dando aos jogadores do FC Porto como motivação extra.

Durante toda a pré-época e as primeiras jornadas da liga toda a estrutura do Benfica - desde o presidente aos representantes do clube nos programas de opinião da TV, passando pelos simples jornalistas -, anunciava para todo o mundo que o título era para renovar, que era este o plantel mais caro de sempre e que não havia nenhuma equipa do mundo a jogar como eles.

Se eu fosse jogador do FC Porto a primeira coisa que eu ia pensar era do género «este ano é que vai dar vício f**** estes gajos». E a julgar pelas palavras do Miguel Lopes, o sentimento do palntel do FC Porto era esse por altura da Supertaça. Aguém se lembra do resultado? 2-0 para nós e um banho de bola que não deixou o Benfica de rastos porque ainda havia muitas desculpas para gastar.

O coro de desculpas teve a sua apoteose com o famoso comunicado do SLB após a derrota em Guimarães. Nesse dia o Benfica deu por terminada a sua luta pelo título e começou, à terceira jornada (!), a campanha de desvalorização da Liga, e por tabela da equipa melhor colocada para a vencer, o FC Porto.

Já toda a gente conhece o sistema que funciona na cabeça do Sr. Vieira: Se é nosso, é bom. Se é dos outros, não presta.

Chegando ao dia anterior ao jogo começa o espetáculo. Centenas de elementos da polícia protegem a comitiva encarnada até ao hotel. A paranóia chega ao ponto de cortar estradas, num dia de trabalho para a grande parte das pessoas, e de fazer um helicóptero acompanhar o autocarro durante a sua viagem. Arrisco a dizer que o Papa Bento XVI não teve metade da protecção.

Depois de Luís Felipe Vieira ter avisado que se o autocarro fosse atacado haveria uma grande surpresa, a polícia fez-lhe uma enorme desfeita ao impedir que isso acontecesse e obrigou a sua equipa a ir a jogo.

Num ambiente completamente hostil para os visitantes aconteceu o previsível: O seu treinador acobardou-se e colocou uma equipa defensiva e preocupou-se apenas em tentar anular o jogo dos Dragões. Isto no papel, porque na realidade o Benfica nem defendeu nem atacou,
limitou-se a ver o FC Porto jogar.


O guarda-redes Roberto foi o mais pressionado pelos adeptos portistas. Desde o início do jogo que lhe foram exibidos cartazes na sua língua materna na tentativa de o afectar psicologicamente. De lamentar apenas o facto de meia dúzia de «nabos» terem decidido atirar-lhe com bolas de golfe. Um dos momentos épicos que o Dragão viveu foi mesmo a provocação de génio que lhe foi dirigida. O mundo ficou perplexo ao ver uma galinha dentro da baliza do Benfica! Um momento único e espetacular!
Veja o vídeo desse momento:


Depois disto ficou à vista de todos que os portistas não queriam só a vitória, queriam a humilhação do Benfica! Queriam que o Jorge Jesus engolisse as palavras que proferiu na época passada depois do FC Porto ter sido eliminado da Liga dos Campeões. Não só as engoliu como ainda foi para flash-interview dizer que o FC Porto ganhou apenas por causa do Hulk - sim, aquele mesmo que caiu na Emboscada da Luz e que não fazia a miníma diferença na prestação da equipa portista nos jogos -, desvalorizando assim o festival que a sua equipa levou no relvado do Dragão. Já o seu presidente não esperou pelo fim do jogo, a meio da segunda parte abandonou o seu lugar no estádio e absteve-se de ver o resto do jogo. Para além de mentiroso é também cobarde...

Durante os noventa minutos a equipa de azul-e-branco, qual rolo compressor, cilindrou por completo uns tipos que equipavam de vermelho. Um FC Porto exuberante que nem toda a preocupação defensiva do mestre da táctica conseguiu parar. De destacar as exibições de Hulk e Belluschi que abriram a defesa do Benfica vezes se conta. Sapunaru e Guarín, muitas vezes criticados pelos portistas, estiveram irrepreensíveis e Falcao voltou aos golos para a Liga Portuguesa. Todos os outros estiveram a grande nível e deram um grande contributo nesta vitória histórica.


Quanto à equipa do Benfica... Bem, estes já ficaram contentes em pontapear algumas bolas para os adeptos do FC Porto depois delas já estarem fora das quatro linhas. Isso diz tudo sobre a noite que passaram.

Uma última palavra para a verdadeira Legião Azul-e-Branca que esteve no Dragão: FANTÁSTICO!





Um apoio incondicional desde a chegada do autocarro até ao fim do jogo. Assim torna-se mais fácil ganhar os jogos.