22 de junho de 2011

E tu, o que farias no seu lugar?

O homem que durante esta época nos fez sentir orgulho por dezenas de vezes, pelos mais variados motivos, deixou de ser o nosso treinador.

Ao contrário de muitos portistas (quase todos), não consigo mostrar ingratidão para com Villas-Boas. Há muito tempo que, apesar das frequentes juras de amor aos clubes dos mais variados intervenientes, o futebol é um negócio. Aquilo que em tempos era apenas um jogo agora é uma indústria. O que era um passatempo é agora uma profissão.

Durante o tempo que representou o nosso clube (meu, teu e dele), Villas-Boas foi um profissional fantástico. Talvez o treinador que mais agradou a todos os portistas. E não, não me estou a esquecer de Mourinho. E, como profissional que é, acabou por receber uma proposta de trabalho de uma empresa (leia-se clube) que pagava muito mais. Cinco vezes mais, diz-se.

O Chelsea mostrou-se disponível a pagar a cláusula de rescisão que o ligava ao FC Porto. Os 15000000€ deixaram de repente de ser um entrave à sua saída, só faltava um acordo entre o treinador e o novo clube.

Com a oferta de um salário absurdo, a possibilidade de treinar uma equipa com um plantel de luxo, que tem ainda dinheiro para os reforços que entender, e a possibilidade de treinar na melhor liga do mundo, Villas-Boas caiu na tentação.

E tu, o que farias no lugar dele?

Eu teria ficado no FC Porto. Mas não o censuro.

Obrigado por tudo e boa sorte, André. Espero que um dia possas voltar.