3 de maio de 2012

Boas notícias

Na edição de hoje d'A Bola pode ler-se, logo na capa, a frase «FC Porto? Quem chega ao topo não quer andar para trás!».

Isso é mais do que óbvio, por isso é que eu nunca entendi o alegado interesse de Pinto da Costa em contratar Jorge Jesus. Uma equipa que venceu recentemente a Liga Europa com André Villas-Boas ao comando, ou uns anos mais atrás venceu a Taça UEFA e a Liga dos Campeões com José Mourinho, tem de aspirar a melhor que um analfabeto para treinador. Nisso estou de acordo com o treinador do Benfica, seria andar para trás demitir o actual campeão nacional para contratar o possível segundo classificado da liga.

Na capa também pode ler-se que o próprio Jorge Jesus se sente frustrado. Eu também me sentiria frustrado se um erro meu provocasse a festa do maior rival. A entrada de Saviola para o lugar de Matic durante o intervalo do último Rio Ave-Benfica é um exemplo do que o treinador encarnado é capaz de fazer. Ou seja, com a sua equipa a vencer por 1-2 deu ao Rio Ave a possibilidade de empatar o jogo ao desequilibrar o meio-campo tirando o médio mais defensivo para lançar outro avançado. Como se pode ler no cantinho da capa «Jesus pôs a equipa a jogar para a frente», diz a menina Pinhão.

Espero que isto seja um sinal claro que nunca terei de ver esta personagem como treinador do meu clube. Prefiro alguém que saiba o que anda a fazer. E que saiba ler, se não for pedir demais.