23 de maio de 2012

A UEFA e os fundos de investimento


Recentemente surgiu por parte da UEFA a possibilidade, que ainda não foi posta de parte, de proibir os clubes de inscreverem jogadores cujos passes pertençam a fundos de investimento.

Apesar da ideia não ser má, não se percebe a atitude da UEFA. Parece que o facto da Liga Inglesa e a Liga dos Campeões terem sido vencidas por equipas que há dez anos atrás o máximo que sonhavam era vencer uma Taça da Liga de longe a longe não incomoda os dirigentes desta entidade. Ou seja, os clubes não podem vender parte dos direitos económicos dos seus activos para se financiarem, mas podem receber dinheiro vindo não se sabe bem de onde nem porquê.

Falando do meu clube, o FC Porto, não me agrada de maneira nenhuma, como já aqui disse, que recorra a fundos de investimento para gerar receitas antecipadas com a venda de percentagens de passes dos jogadores. Só que isto já é problema do FC Porto, de mais ninguém.

Penso que em vez de pensar na sua proibição, a UEFA deveria regulamentar e fiscalizar melhor estas situações. Não é o facto de uma equipa ter apenas 50% do passe de um jogador que vicia a classificação de um campeonato, mas sim a injecção de biliões de euros por parte de terceiros em equipas do meio da tabela, e quase sem história, e leva-las a vencer competições importantes, como é o caso actual de Manchester City e Chelsea. Isto não só vicia competições como também a história do futebol.