30 de junho de 2013

Manter o 4-3-3 ou procurar alternativas?

A eventual saída de Fernando preocupa-me. Já a interiorizei como sendo certa mas, talvez fruto de tantos anos a ver o polvo à frente da defesa, não consigo imaginar uma época inteira sem ele. Paulo Fonseca tem aqui o seu primeiro grande desafio como treinador do FC Porto, como mencionei anteriormente em «Que meio-campo esperar para 2013/2014?».

Castro e Herrera, embora possam desempenhar a função como recurso, parecem talhados para jogar mais adiantados no terreno, deixando Defour como único candidato natural ao lugar. Há ainda a possibilidade de adiantar Reyes ou Danilo no terreno, mas neste caso talvez seja preciso ir ao mercado comprar mais um defesa. Caso se confirme a contratação de Dória, defesa-central brasileiro, ganha mais força a hipótese da saída de Otamendi ou Mangala e do adiantamento do Reyes para o lugar de trinco. Danilo, neste momento, parece ser uma hipótese mais remota. Mantendo o 4-3-3, será de esperar algo deste género na próxima temporada:

A dupla provável de defesas-centrais será composta pelo jogador que ficar entre Otamendi e Mangala que se juntará ao Maicon. Defour deverá ser o escolhido para o lugar de trinco, no entanto poderá jogar também mais adiantado devido a uma eventual indisponibilidade do mexicano Herrera, entrando assim o também mexicano Reyes para a posição 6. A imprensa tem dado como certas as aquisições de Quintero e Bernard, mas como ainda não estão efectivamente contratados, coloquei-os no onze à condição e juntamente com a alternativa mais forte a cada um deles, os portugueses Varela e Licá. Como referi a cima, há ainda a hipótese de utilizar o Danilo no meio-campo, mas neste caso seria mesmo imperial a ida ao mercado para contratar um defesa-direito, uma vez que o sobraria apenas o uruguaio Fucile como alternativa natural para o lugar.

A hipótese que se tem falado como alternativa ao 4-3-3 é o 4-2-3-1. Neste caso, mesmo com a saída de Otamendi ou Mangala, deixaria de fazer sentido a contratação de Dória, pois ainda restam outras três opções para o centro da defesa: Abdoulaye, Maicon e Reyes. Pessoalmente agrada-me a ideia de jogar neste sistema, no entanto há uma condição que pessoalmente não abdicaria para o utilizar: ter uma defesa capaz de jogar adiantada no terreno. Dito isto, seria para mim impensável perder o Mangala e, assim sendo, a SAD teria de optar por vender o Otamendi e fazer um esforço para segurar o francês. Onze provável usando o 4-2-3-1:

Neste caso as únicas dúvidas nas escolhas seriam os extremos que estão ainda dependentes de eventuais reforços. Recuperando o que foi escrito em «Que meio-campo esperar para 2013/2014?»:
"Defour e Herrera seriam os principais candidatos a ocupar os dois lugares mais recuados do meio-campo, num sistema que beneficiaria as características de ambos e também do próprio Castro. A posição 10 ficaria com vários candidatos: Carlos Eduardo e Josué caso o treinador pretenda alguém mais móvel; Lucho ou Tiago Rodrigues caso o pretendido seja alguém mais responsável tacticamente ou com uma boa meia distância; Kelvin ou até Iturbe caso Paulo Fonseca precise de mais irreverência."
Neste desenho táctico e numa equipa como o FC Porto, é importante conseguir jogar com a defesa junto à linha de meio-campo. Desta forma, evita-se que os médio recuem em demasia, ficando quase com dois trinco, mas mesmo assim consigam dar apoio à defesa. Com extremos com pouca capacidade defensiva, como parecem ser Bernard e Quintero, este factor torna-se ainda mais importante, assim como ter uma linha defensiva com velocidade e capacidade de antecipação aos passes que lhes são colocados nas costas.

Neste momento parecem ser estes os dois sistemas mais prováveis olhando ao plantel e aos rumores de transferências. Muita coisa pode ainda mudar, como por exemplo o Fernando renovar e ficar no FC Porto por mais um ano. Em qualquer caso, cabe a Paulo Fonseca decidir o que será melhor para a equipa.
Post elaborado com a colaboração de Jeannie Ferrami.