27 de junho de 2013

Que meio-campo esperar para 2013/2014?

Durante a época 2012/2013, Vítor Pereira pôde contar com três dos jogadores mais regulares da Liga no seu meio-campo: Fernando, Lucho e Moutinho. A estes juntavam-se Defour e Castro como alternativas. O sucesso do FC Porto nos últimos anos deveu-se em grande parte à qualidade - e à tal regularidade - que este sector apresentou. No entanto, Paulo Fonseca já não poderá contar com o meio-campo que guiou os Dragões num passado recente. Moutinho foi vendido ao Mónaco e Fernando está na porta de saída. É a última oportunidade para a SAD fazer dinheiro com a sua venda pois o brasileiro encontra-se no último ano de contrato e dá sinais de não querer renovar.

Ao mesmo tempo chegam vários jogadores capazes de actuar como médios. Josué, Tiago Rodrigues e Carlos Eduardo como médios mais criativos - sendo que o primeiro pode também actuar como extremo -, Herrera e Reyes - que se sente confortável tanto a trinco como a defesa-central.

Olhando ao elevado número se defesas-centrais sob contrato neste momento, é natural que se pondere a utilização de Reyes como médio mais recuado mantendo assim o tradicional 4-3-3. No entanto, a situação pode mudar de figura em pouco tempo uma vez que as sete opções (Rolando, Sereno, Otamendi, Abdoulaye, Maicon, Mangala e Reyes) podem ficar reduzidas a quatro. É sabido que o Sereno não entra nas contas do clube, que o Rolando quer sair e que não faltam interessados no Mangala e no Otamendi. Neste caso Defour ficaria como única alternativa para a posição de médio-defensivo, obrigando o clube a ir ao mercado ou obrigando o treinador a arranjar soluções.

Uma solução a ponderar seria inverter o triângulo do meio-campo, transformando o 4-3-3 em 4-2-3-1. Defour e Herrera seriam os principais candidatos a ocupar os dois lugares mais recuados do meio-campo, num sistema que beneficiaria as características de ambos e também do próprio Castro. A posição 10 ficaria com vários candidatos: Carlos Eduardo e Josué caso o treinador pretenda alguém mais móvel; Lucho ou Tiago Rodrigues caso o pretendido seja alguém mais responsável tacticamente ou com uma boa meia distância; Kelvin ou até Iturbe caso Paulo Fonseca precise de mais irreverência. Outro jogador a ter em conta para o
meio-campo será sempre o Izmaylov, que pode jogar em qualquer posição do mesmo se a aposta no 4-2-3-1 se tornar real.

Ainda com muito por definir e sem que a pré-época tenha sequer começado, torna-se casa vez mais claro que o Paulo Fonseca tem muito trabalho pela frente e muitas decisões importantes para tomar. Porque se a nível de entradas está já quase tudo definido, ainda há muita gente que tem de sair e que podem ter algum impacto na forma como o FC Porto se vai apresentar para a temporada 2013/2014.