15 de julho de 2013

Análise ao 4-3-3 de Paulo Fonseca

Depois de Paulo Fonseca ter afirmado recentemente que o 4-3-3 seria para manter, a grande maioria dos portistas pensou que seria utilizado o mesmo sistema que foi utilizados nos últimos anos, com um trinco e dois médios-centro à sua frente. Porém, nas vitórias por 6-0 sobre o Maastrichtse e por
3-0 sobre o Marselha, foi utilizada uma variação do 4-3-3 onde existem dois médios mais recuados e um 10 - aquilo que no Portistas Anóninos denominámos anteriormente por 4-2-3-1.

Nota-se a presença clara de um médio mais adiantado e a tendência para que um dos médios-centro mantenha a posição enquanto o outro sobe no terreno. A mobilidade entre os três tem sido uma constante e não são raras as vezes em que o n.º10 fica como sendo o médio mais recuado no desenrolar da jogada. Nota ainda para a tentativa dos dois médios sem bola darem linhas de passe à frente do seu colega de sector quando este se encontra na posse da mesma e em ataque organizado.

As novidades no sistema de jogo não ficam por aqui. Se com Vítor Pereira havia uma certa tendência para que os extremos pedissem e recebessem a bola em zonas interiores, com Paulo Fonseca isso não se verifica. Os extremos posicionam-se bem abertos no terreno e só começam o movimento para o interior caso a jogada assim o permita. Normalmente combinam com os médios ou o lateral do seu lado antes de o fazer.

Existe uma preocupação em manter a posse de bola mas sempre com os olhos postos na baliza adversária. Se no ano passado a equipa era mais cautelosa na gestão da mesma, este ano existe uma maior predisposição para arriscar mais. Além de um maior número de cruzamentos, o número de remates de meia distância também aumentou, não estando esta última parte alheia ao facto dos extremos jogarem no flanco oposto ao seu pé preferencial.

Com um aumento do risco no ataque, a equipa fica assim mais exposta aos contra-ataque adversários e, para já, tem havido algum desacerto na defesa, que se encontra mais subida no terreno para tentar suprir a ausência de um trinco puro. Neste momento parece ser este sector a necessitar de mais atenção por parte do treinador.

Com apenas duas semanas desde o arranque da pré-época, o balanço é para já bem positivo. Ainda faltam alguns jogos de preparação e muitos dias de trabalho antes do primeiro jogo oficial e, à primeira vista, tudo indica que a equipa chegará preparada a esse dia.