5 de julho de 2013

O 4-3-3 segundo Paulo Fonseca

Nos últimos tempos, aqui no Portistas Anónimos, temos tentado descortinar aquilo que serão as ideias do novo treinador e aquilo que podemos esperar deste FC Porto. Por duas vezes (aqui e aqui) apontámos o 4-2-3-1 como a táctica provável para a nova época, opinião formada tendo em conta os reforços que já chegaram e a provável saída do brasileiro Fernando. Nada mais errado. Paulo Fonseca, como se pode ver na capa da edição de hoje do jornal O Jogo, pretende jogar "sempre em 4-3-3", tendo uma "equipa de ataque" e "domínio constante", com "posse de bola", com capacidade "de recuperar a bola próximo da área adversária" e que use o "jogo interior e não em largura". No fundo, Paulo Fonseca quer jogar da mesma forma que jogava o seu antecessor.

Numa entrevista publicada no passado dia 1 ao site MaisFutebol, Vítor Pereira admitiu que a SAD portista lhe ofereceu a oportunidade de continuar como treinador do FC Porto mas que foi o próprio a recusar a proposta. Vítor Pereira acrescentou ainda que acredita que caso o clube mantenha "a mesma estrutura" e encontrasse ainda "um ou dois jogadores rápidos e desequilibradores", evoluiria "para outro patamar qualitativo".

Olhando a estes factos e aos rumores que dão como prováveis as chegadas de Ghilas, Quintero e Bernard para reforçar o ataque - além dos que já foram contratados até agora -, parece-me evidente que os dirigentes do FC Porto pensam da mesma forma.

A ideia de jogo agrada-me mas, ao mesmo tempo, também me preocupa. Preocupa-me que o Fernando possa sair e preocupa-me a ausência de um extremo que se possa dizer "é este o tal". No entanto, estou satisfeito com o restante plantel, recheado de boas opções para todos os sectores, e pelo facto do clube estar a atacar cedo o mercado. Mas, acima de tudo, agrada-me que seja aproveitado tudo o que de bom se fez nos últimos anos e não se tente começar a partir do zero quando o maior rival está cada vez mais forte.