4 de julho de 2013

Um ano após o regresso da Equipa B

A época 2012/2013 ficou marcada pelo regresso da Equipa B do FC Porto. Aquele que era o elo perdido entre a formação e a equipa profissional foi recuperado e abre agora novas perspectivas aos jovens dragões.

O balanço desta primeira época não é brilhante, mas é correcto admitir que foi positivo. Houve vários jogadores a mostrarem que têm futuro no futebol e que podem ambicionar um dia chegar à equipa principal, sendo Tozé o expoente máximo entre eles.

A época foi mal preparada, fruto da incerteza em volta do projecto que durou até bem perto do arranque da mesma, e a equipa ressentiu-se dessa má preparação - e de alguma inexperiência também - nas primeiras jornadas. Os resultados demoraram a aparecer mas, depois do choque inicial, a equipa conseguiu estabilizar e fazer uma época tranquila. Zé António, Stefanovic e Pedro Moreira eram os mais experientes num grupo onde a maioria estava a jogar pela primeira vez como profissional e/ou no futebol europeu. Numa liga cheia de veteranos como é a Segunda Liga, essa falta de experiência custou muitos pontos nos últimos minutos aos jovens portistas.

De realçar ainda a evolução em quase todos os elementos. Mais visível em uns do que em outros, a verdade é que todos acabaram a época sendo um melhor jogador do que no inicio da mesma. No entanto é ainda preciso melhorar o sistema de permuta entre jogadores das várias formações para que se possa tirar partido da Equipa B ao máximo. Situações como o caso das 72 horas têm de ser evitadas - ainda que neste caso nos tenha sido dada a razão - e, em caminho contrário, haja mais jogadores a seguir o exemplo do Maicon e a aproveitarem a formação secundária para ganharem ritmo de jogo.

Pouco a pouco é ainda preciso diminuir o número de jogadores presentes no plantel B que não sejam oriundos da formação. Sou a favor da contratação de jovens estrangeiros com margem de progressão, mas desde que sejam situações pontuais e nunca uma regra. No fundo, gostaria que se diminuísse a quantidade e se aumentasse a qualidade dos mesmos.

Há ainda algum caminho a percorrer para chegar ao que seria o ideal para uma equipa B para um clube da dimensão do FC Porto, no entanto estou confiante que a tendência será ano após ano encurtar a distância para esse objectivo. Para já, resta-nos a certeza de que já existem as condições necessárias para que o FC Porto possa colher os frutos da suas camadas jovens.