19 de agosto de 2013

Arranque com o pé esquerdo

Depois de entrar no jogo com o pé esquerdo, sofrendo o 1-0 ao minuto 14, o FC Porto conseguiu chegar ao golo por três vezes e vencer o Vitória de Setúbal por 1-3. Curiosamente, todos os golos portistas foram apontados na segunda parte e todos de pé esquerdo. Josué, Quintero e Jackson foram os marcadores de serviço.

Após a boa exibição na Supertaça contra o outro Vitória, o de Guimarães, o
FC Porto deixou desta vez uma imagem negativa, fazendo passar a ideia de que a exibição positiva na semana passada se deveu em muito ao facto de ter chegado ao golo e à vantagem no marcador à primeira oportunidade.

A equipa continua com dificuldades em interpretar o 4-2-3-1 de Paulo Fonseca, embora me pareça que o problema não seja a tão falada alteração a meio-campo mas sim a alteração da filosofia de jogo. Se com Vítor Pereira a equipa trocava a bola de forma bastante selectiva e paciente, com o actual treinador o mesmo não se verifica. Existe uma maior tendência para usar o passe directo e de zona frontal para o Jackson que tem sentido muitas dificuldades para ter a bola com qualidade. Esta forma de jogar tem levado a uma maior exposição da equipa na sua zona defensiva e, comparando com a última época, as oportunidades do adversário criar perigo aumentaram exponencialmente, assim como as vezes em que os jogadores são obrigados a recorrer à falta para impedir contra-ataques. Jackson, Alex Sandro, Fernando ou Lucho são exemplos de alguns jogadores que têm sentido dificuldades com esta nova maneira de jogar. No extremo oposto encontra-se Defour, que tem estado em destaque aproveitando da melhor maneira a venda de João Moutinho.

Quintero continua a mostrar o porquê da sua contratação e tem convencido até os mais cépticos a cada toque dado na bola. Sendo o campeonato português pouco amigo de jogadores técnicistas, adivinham-se tempos difíceis para o colombiano de cada vez que for chamado a jogo.