30 de setembro de 2013

Dois pesos e duas medidas

Quando leio comunicados do Benfica, ou ouço os seus dirigentes, a atacar os meios de comunicação social acusando-os, entre outras coisas, de alimentarem o "sistema", dá-me vontade de rir. Ou daria, se isto fosse uma piada. Um clube com um canal de televisão, um jornal e uma revista oficiais e, pelo menos - e vou ser simpático -, mais dois canais de televisão e dois jornais oficiosos ainda tem o descaramento de vir atirar-nos areia para os olhos. Se não vejamos as seguintes capas:


















No dia seguinte ao FC Porto empatar frente ao Estoril com dois golos irregulares dos "canarinhos", o Jorge Jesus ter agredido um policia e um jogador do Vitória de Guimarães ter sido expulso com dois cartões amarelos inventados por simulações do Enzo Pérez, foram estas as capas. Nada do que acabei de mencionar serviu para manchete. Record e A Bola preferiram destacar a vitória do Benfica e dar menor destaque ou simplemente omitir os outros factos.

É claro que esta vontade de destacar o que de positivo se passou foi sol de pouca dura.


















Foram estas as capas que os mesmos jornais nos brindaram após a vitória do FC Porto na recepção ao Vitória de Guimarães.

Olhando a este exemplo, e existem muitos outros (aqui e aqui), é curioso que os dirigentes do Benfica digam (usei o verbo dizer em vez do verbo achar de forma propositada) que a comunicação social beneficia os rivais dos encarnados e, ao mesmo tempo, prejudica o próprio Benfica.

Só mesmo alguém completamente cego, desonesto ou mal intencionado é que se acredita nestas histórias para adormecer meninos que os dirigentes do Benfica inventam para disfarçar, entre outras coisas, o mau futebol, a má gestão e a falta de nível e fair-play de alguns dos seus funcionários.

Um bem-haja a Luís Filipe Vieira.