
No dia seguinte ao FC Porto empatar frente ao Estoril com dois golos irregulares dos "canarinhos", o Jorge Jesus ter agredido um policia e um jogador do Vitória de Guimarães ter sido expulso com dois cartões amarelos inventados por simulações do Enzo Pérez, foram estas as capas. Nada do que acabei de mencionar serviu para manchete. Record e A Bola preferiram destacar a vitória do Benfica e dar menor destaque ou simplemente omitir os outros factos.
É claro que esta vontade de destacar o que de positivo se passou foi sol de pouca dura.

Foram estas as capas que os mesmos jornais nos brindaram após a vitória do FC Porto na recepção ao Vitória de Guimarães.
Olhando a este exemplo, e existem muitos outros (aqui e aqui), é curioso que os dirigentes do Benfica digam (usei o verbo dizer em vez do verbo achar de forma propositada) que a comunicação social beneficia os rivais dos encarnados e, ao mesmo tempo, prejudica o próprio Benfica.
Só mesmo alguém completamente cego, desonesto ou mal intencionado é que se acredita nestas histórias para adormecer meninos que os dirigentes do Benfica inventam para disfarçar, entre outras coisas, o mau futebol, a má gestão e a falta de nível e fair-play de alguns dos seus funcionários.
Um bem-haja a Luís Filipe Vieira.


Estou completamente de acordo com o último parágrafo. Infelizmente não se aplica apenas ao Benfica. O futebol português não rima com honestidade. A esmagadora maioria dos agentes desportivos continua a subestimar e a insultar a inteligência dos adeptos, com frases como "não vi bem mas pelo menos este foi dentro da área".
ResponderEliminarNão é uma provocação, é só um exemplo de que a desonestidade é transversal no futebol português.
Em relação às acusações aos jornais e jornalistas, pergunto, quantas vezes leste "A Bola" ou o "Record" nos últimos 5 anos? Não gosto de usar chavões mas neste caso aplica-se: "não julgues um livro pela sua capa". O Record e A Bola são jornais muito mais equilibrados nos conteúdos do que as capas fazem supor, e só quem não os lê é que não reconhece isso.
Contudo, no caso dos jornais, e sobretudo os desportivos, a capa é o que vende e naturalmente é feita a pensar nos leitores e nas suas expectativas. Não devia ser assim mas também aqui ninguém sai de cara lavada, como muito bem sabes. Também me parece natural, tendo em conta a história do jornalismo desportivo em Portugal, que os jornais de Lisboa se centrem mais no Benfica e Sporting do que no FC Porto, e vice-versa em relação aos do Porto.
Para concluir, parece-me inútil eternizar a discussão em relação a arbitragens, declarações, capas de jornais, comentadores, etc. O futebol é no campo, o resto é trabalho para os comentadores.
Não leio A Bola nem o Record pelo mesmo motivo que não leio a Maria ou a Super Pop, não faço parte do público alvo.
ResponderEliminarAlém disso, não me parecem honestos na forma como escolhem os assuntos para as suas capas. Uma coisa é querer chamara a atenção, outra é ser completamente parcial.
Espero que não te consideres à mesma distância intelectual do público alvo da Maria e do Record.
ResponderEliminarNão estou a comparar o público alvo nem a dizer que é o mesmo, só não me incluo nem num nem noutro.
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