19 de setembro de 2013

Ilações de Viena


De tão paupérrimo que foi, pouco mais há a dizer sobre o jogo do FC Porto com o Wien. Não obstante a boa réplica do adversário, exigia-se muito mais da equipa comandada por Paulo Fonseca, no primeiro desafio de grau de dificuldade mais elevado até ao momento.

Algumas ilações:

- Defour é dono e senhor da posição 8. Exige mestria táctica para saber equilibrar a equipa no processo defensivo e fazer a ligação com o ataque através da correcta ocupação de espaços e da certeza de passe. Duas coisas que Josué raramente soube fazer. Esteve muito tímido o português

- Lucho é Lucho. Foi o portista que mais correu em campo mas, principalmente, o que correu melhor. Sabe sempre qual é o melhor sítio para levar a bola e é muito importante na primeira zona de pressão. Não tem o rasgo de Quintero, mas é fundamental para pôr ordem numa casa que ainda anda um pouco à deriva

- Jogos fora parecem ser uma dor de cabeça. Excluindo a Supertaça, as partidas fora do Dragão foram bastante complicadas, com o golo a só chegar na 2ª parte e todos os adversários tiveram algo em comum: eram agressivas e pressionavam muito. Onde anda a vontade de querer recuperar a bola rapidamente?

- Melhorias na segunda parte. Como nem tudo é mau, nesses jogos, a equipa entrou com uma outra cara e disposição, mesmo que nem sempre tenha conseguido controlar a 100% a partida. Mas o jogo começa ao minuto 1.

- Temos banco. Finalmente. Paulo Fonseca sabe ler bem o jogo e fazer uso das opções que tem a seu lado no banco. Um aspecto que pode ser decisivo em muitos jogos.

A versão 2013/14 do FC Porto já demonstrou muito potencial e bons jogos, mas também que ainda tem muito por onde evoluir e crescer, particularmente no capítulo da perda de bola. Têm havido demasiadas desatenções individuais, igualmente. Há que ter alguma paciência, pois os jogos maus vão sempre existir e esperar que a equipa ganhe mais consistência a tempo de saber sair por cima quando um adversário de maior calibre e organização surgir.