Como disse anteriormente, Paulo Fonseca errou ao tentar implementar o seu estilo de jogo de forma instantânea. Vítor Pereira trabalhou durante os dois últimos anos uma forma de jogar que beneficiava as características de muitos dos jogadores e ajudava a esconder-lhes os pontos fracos. A equipa jogava sempre coesa, com os jogadores muito próximos uns dos outro - isso notava-se na forma rápida como pressionavam imediatamente após perderem a posse de bola reconquistando-a rapidamente - e sempre com várias linhas de passe para o portador da bola. Um dos defeitos apontados por muitos ao FC Porto de Vítor Pereira era o facto de jogar muito pelo corredor central, abdicando dos extremos. Olhando em retrospectiva percebe-se que era uma solução inteligente uma vez que, à excepção de James e Jackson, não haviam desequilibradores, jogadores capazes de fazer a diferença num momento de inspiração, a equipa usava o colectivo para contornar a situação. Com Paulo Fonseca tudo mudou e o FC Porto joga agora com dois extremos bem definidos, um número 10 e dois médios mais recuados. Um dos problemas que encontro é a incapacidade dos médios encontrarem linhas de passe. Com os extremos tão agarrados à linha torna-se difícil jogar simples e não são raras as vezes em que o Fernando se vê sem linhas de passe e a perder a bola ao tentar passar pelos adversários, além dos inúmeros passes directos da defesa para os avançados. Com isto (os extremos tão abertos), além de se ter perdido o futebol apoiado, perdeu-se a capacidade de pressionar imediatamente o adversário após a perda de bola. O resultado disto tudo é uma equipa nervosa, sem fio de jogo e que recorre em demasia à falta.
O FC Porto tem plantel para jogar um futebol mais vistoso e com uma qualidade muito superior ao que tem feito. Jogadores que no passado jogavam de forma consistente (Defour, Alex Sandro, Fernando e Lucho são os casos mais flagrantes) têm agora mais dificuldades e as suas exibições vão oscilando frequentemente. Há que alterar a forma de jogar e, acima de tudo, tentar planear o sistema de jogo tendo em conta os jogadores que compõe o plantel.
Tendo isto em conta, desenhei aquele que seria o meu onze:
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| Disposição base da equipa. |
Sou defensor que devemos tentar jogar sempre com os melhores jogadores e, como tal, faria algumas alterações no onze. Nunca fui um grande admirador do Otamendi e vejo a dupla Mangal-Maicon como sendo a mais eficaz do plantel. As debilidades físicas do argentino são constantemente exploradas pelos adversários colocando o seus colegas sob uma pressão acrescida - ainda no jogo frente ao Atlético de Madrid o frango do Helton disfarçou a incapacidade do Otamendi em se impor no jogo aéreo a um adversário mais forte nesse capitulo. Licá e Quintero assumiriam os lugares ultimamente ocupados por Varela e Josué. De resto, destaque apenas para a utilização de uma fórmula semelhante à usada por Vítor Pereira enquanto treinador do FC Porto.
O objectivo destas alterações seria devolver à equipa a segurança defensiva e o controlo de jogo a que nos habitou no passado. Partindo do 4-3-3 como base, os jogadores procurariam assumir um posicionamento diferente no desenrolar do ataque: Licá assumiria o lugar de segundo ponta-de-lança e Quitero a posição 10, deixando que fossem os laterais a dar largura ao ataque. Fernando ficava como único apoio aos defesas-centrais enquanto Lucho e Defour ficariam responsáveis por dar os equilíbrios à equipa.
Se a forma de jogar não for alterada, os jogadores vão continuar a sentir dificuldades, a jogar mal e a entrar e sair do onze até que se esgotem todas as opções. Paulo Fonseca tem de parar de tratar os sintomas e começar a atacar a doença. Rapidamente.

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tudo muito bem, mas eu apenas trocava o Defour pelo Josué! Acho que tem cumprido bem. Talvez até desse oportunidade a Ghilas no lugar de Licá! Ghilas precisa de uma oportunidade pra se mostrar como titular e o jogo da taça parece ser uma boa ocasião para tal
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