28 de outubro de 2013

Garra, força, determinação e outras coisas mais


Raça, entrega e atitude. Mais uma vez, nada disso faltou ao FC Porto frente à malta da civilização, que deu uma bela demonstração da sua...hum...vá, categoria na Alameda do Dragão. Bravo!

Quanto ao jogo em si, podemos dizer que vimos um pouco mais do mesmo. Entrada forte - vantagem no marcador - recuo das linhas.

Este Porto não quer ter sempre a bola, não a quer ter sempre a rodar de pé para pé, quer passe mais directo e vertical. Deixa o adversário subir com o intuito de disparar para o contra-ataque assim que a recuperar e espetar a faca por aí. Foi o que aconteceu na jogada - brilhante - do 3º golo conduzida por Varela e Jackson e finalizada pelo incansável Comandante. O problema é que essa clarividência e inteligência raramente é usada nas transições ofensivas. Por vezes, a equipa precipita-se, falha passes e decide mal.

Cá atrás, embora se notem algumas melhorias, acabamos por nos expor em demasia, deixámos o adversário com a bola por tempo a mais.

A questão é que, a meu ver, não temos de jogar assim. Esta equipa dá muitas vezes a ideia de que precisa de sofrer alguns sustos ou até um golo para sacudir a pressão e passar a jogar mais próximo da área contrária, mesmo sem correrias ou pressões loucas. Ou equilibramos e, de facto, ao recuarmos as linhas formamos um muro intransponível, ou voltamos a ganhar um pouco mais de carinho pela posse de bola e acima de tudo a perceber quando é que temos de a recuperar e guardar, esfriando o jogo.

Ainda não desisti de acreditar que esta filosofia pode perfeitamente funcionar. Jesualdo tinha uma ideal semelhante em 2008/2009 e bem sabemos o quanto custo entrar nos eixos, mas Jesualdo tinha Meireles, Hulk, Lisandro e até Rodriguez - muito rápidos com a bola, principalmente quando vão embalados.

Gostava, ainda assim, que Paulo Fonseca, à semelhança de outras ideias que foi perdendo, não se esquecesse de uma coisa: isto é o Porto. E o primeiro objectivo do Porto depois de marcar o primeiro tem de ser estar mais próximo de chegar ao segundo do que segurar a vantagem. Não defendo nenhum desses extremos, mas o Porto tem toda a capacidade para ser um pouco mais mandão e controlar o jogo de uma maneira bem menos questionável.

Como não estámos aqui só para bater, há que referir, com a toda a justiça, que o treinador dos Dragões mexeu bem na equipa e foi activo e não reactivo. Era preciso Ricardo ou Licá para preencher o corredor de uma forma que Josué não faz - mas grande exibição, contudo! - e Defour veio dar mais posse de bola e serenidade no lugar de Herrera. O mexicano foi excelente a pressionar e recuperar, mas nervoso a distribuir. Depois de dois jogos complicados para Hector, penso que está agora em condições de partir com mais tranquilidade e confiança.

Vamos ver como se comporta agora a equipa depois de uma semana de grande esforço e tensão.

3 comentários:

  1. O ex-porting melhorou bastante em 1 ano.

    Para se ter uma idéia, na época transacta segundo os comentadeiros, "jogaram olhos nos olhos", mas deram o 1º remate em direcção à baliza aos 80 minutos!!!
    Ontem, o 1º remate foi aos 60 minutos, o charuto(ou chouriço?) que deu o empate onde até aí, nada o fizeram por merecer.

    Sempre escrevi aqui que o maior medo que tenho quando se joga contra equipas fraquinhas é o "golo fortuito no 1º (ou único) remate à nossa baliza".Foi o que aconteceu ontem.

    Também sempre escrevi aqui que Danilo a nº 8 (ou na ponta-direita) devia ser testado, com Fucile a lateral.Na 1ª parte, ele investiu por ali, mas falhou o último passe cortado por um lagarto.Na 2ª parte, também por ali, fez o 2º golo.

    Herrera na minha opinião fez um jogaço.

    Varela fez uma exibição para o MST dizer que "por pura sorte a bola veio ter com ele, e com a sorte de estar no sítio certo, a bola por sorte bateu no sítio certo da cabeça do Varela e por sorte, foi uma assistencia na medida certa para Lucho marcar o 3º":-)

    Entretanto, o que realmente queria dizer é que a tónica dos comentadeiros logo mais será a violencia antes do jogo, deixando a derrota do lagartinho falante em 2º plano.

    E não se admire se os comentadeiros do império(principalmente o dr cutty sark ou o tarzan gosma da selva, de quem tudo pode se esperar) vierem dizer que os 50 ou 100 arruaceiros foram culpa do NGP, ilibando o lagartinho falante(ou falastrão) de qualquer responsabilidade sobre ter dito que queria "ambiente hostil, ser mal recebido, não tenho medo, meu pai está gagá", enfim palavras meigas para "tentar serenar os ánimos" um mês antes do clássico.

    E como não podia deixar de ser, o manhoso aziado anti-porto publicou na capa do seu papel higienico: "leões recebidos à pedrada".Onde foi?

    3 secos e rabinho entre as pernas, ó lagartinho falante!!!

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  2. Sem dúvida já vi o Porto a jogar mais e melhor, a meter medo quando entra em campo, nem sequer estava preocupado no início dos jogos, via os jogos tranquilo, nestes últimos três anos não tem acontecido, mas estamos no nosso lugar, em primeiro, porque a mística, a vontade e a garra, não mudam, principalmente para consumo interno. Embora não considere que o Porto tenha feito uma exibição de encher o olho, considero que fizemos um grande jogo, onde ficou patente a união do grupo por um clube, o respeito que têm pela instituição e adeptos, penso e espero que este jogo, esta exibição~, seja o click que precisávamos para os jogadores entrarem em campo mais confiantes, considero a semana que vem importantíssima, temos que fazer um bom jogo contra o Belenenses, uma vitória indescutível e ir à Russia repor a verdade do jogo, onde tem que acontecer uma vitória à Porto. Quanto ao sporting, tudo o que envolveu este jogo, tudo o que disseram, aquilo que tentaram que acontecesse e inclusivamente o que agoram tentam dizer que aconteceu, considero um enorme complexo de inferioridade, sonharam durante muito tempo com este jogo que se tornou um pesadelo, já sonham com quando formos a alvalade e espero, nessa altura, com um Porto à Porto, que seja o pior de todos os pesadelo. SOMOS PORTO

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