14 de outubro de 2013

O que fazer com Fernando?

Esta pergunta pode ser feita tanto a Paulo Fonseca como à SAD. Se o primeiro, graças às suas aventuras tácticas, fez com que o Polvo fosse remetido à banalidade no arranque da temporada, os segundos deixaram a situação contratual que liga um dos melhores médios-defensivos da história do FC Porto arrastar-se sem ser revista até ao último ano de contrato.

Embora longe do seu melhor, o camisola 25 dos Dragões tem vindo a subir de rendimento face aos ajustes feitos pelo treinador no que ao meio-campo diz respeito. Fernando tornou-se indiscutível no onze do FC Porto logo na primeira época após a saída de Paulo Assunção. Há vários anos que é fundamental na manobra defensiva da equipa e é quase um crime não tirar partido da sua capacidade para compensar as subidas dos colegas ou de roubar bolas aos adversários. Não me vou alongar mais neste assunto pois já deixei bem claro em posts anteriores que acho o 4-3-3 o sistema que mais favorece as características dos jogadores à disposição de Paulo Fonseca.

Além da vertente táctica, preocupa-me que esteja em final de contrato. Durante a pré-temporada mostrei-me preocupado com a possível saída de Fernando do clube, preocupação que ainda mantenho mas com uma agravante: agora há o risco que saia sem qualquer retorno financeiro. No entanto, e face à sua preponderância na equipa, antes isso do que uma venda em Janeiro. Para evitar estes cenários a SAD tem de pensar numa solução engenhosa.

Um aumento salarial não deve ser suficiente para que o Polvo assine um novo contrato. Assim sendo, os administradores do clube terão de ser flexíveis na altura de fixar a cláusula de rescisão e propor uma cláusula na ordem dos 15 milhões de euros - valor bem a baixo do que seria de esperar em condições normais - e, talvez, prever uma descida automática da mesma a cada ano cumprido de azul-e-branco.

Com 26 anos e a cumprir a sexta época como titular no FC Porto, Fernando tem a legitima ambição de experimentar outros campeonatos e de chegar à selecção brasileira. Compete à SAD fazer tudo o que estiver ao seu alcance para o demover a sair no fim da presente temporada sem dar qualquer compensação financeira ao clube que o deu a conhecer ao mundo.