20 de outubro de 2013

Um olho na Taça e outro na Champions

Foi a pensar no jogo da próxima terça-feira que Paulo Fonseca preparou a equipa que recebeu e bateu o Trofense por 1-0. O onze inicial apareceu com apenas três habituais titulares - Danilo, Fernando e Varela - sendo que o português está longe de ser indiscutível. Além disso, também as substituições foram feitas tendo em conta o jogo da próxima terça-feira e não tendo em conta as necessidades da equipa para o jogo que estava a disputar.

A exibição foi pobre, principalmente na segunda parte. É preocupante que uma equipa que, num passado recente, nos habituou a manipular qualquer adversário não consiga agora gerir uma vantagem no marcador de forma tranquila. Algumas notas soltas:

- Mesmo sem Otamendi, que era o habitual municiador deste tipo de lances, a bola continuou a ser bombeada demasiadas vezes para o ataque.

- Continua a existir uma distância enorme entre o médio-ofensivo e os dois mais recuados, o que tem por resultado prático os passes directos que mencionei no ponto anterior, uma deficiente pressão sobre o adversário em caso de perda de bola no ataque e uma dificuldade acrescida em arranjar linhas de passe.

- Bom jogo de Ricardo, dando continuidade ao bom trabalho que tem feito na equipa B. Oferece largura à equipa ganhando muitas vezes a linha de fundo e sem comprometer o rigor táctico que lhe é característico. Merece claramente ser aposta mais regular.

- Carlos Eduardo é outro que tem aproveitado a equipa B para evoluir de forma positiva. Passada larga, rigor no passe, visão de jogo e sentido posicional são as características que mais saltam à vista. Espero que o seu profissionalismo aliado às exibições consistentes lhe valham mais minutos no futuro que espero que seja próximo.

- Estreia positiva de Víctor García. Tímido ao inicio, foi-se libertando com o decorrer do jogo e combinando bem com Ricardo, o seu colega no flanco direito durante a maior parte dos 90 minutos.

- Má exibição de Quintero. O colombiano exagerou nas iniciativas individuais e perdeu a bola demasiadas vezes. A qualidade está lá, falta saber como a pôr ao serviço da equipa.

- Reyes tem tudo para se afirmar no FC Porto. O adversário não ofereceu grandes dificuldades aos defesas azuis-e-brancos, mas o mexicano esteve irrepreensível sempre que foi chamado a intervir.


Depois de duas semanas de laboratório, que pensava eu serviriam para corrigir erros, a equipa voltou com os mesmos problemas. Era notória a preocupação de Paulo Fonseca no banco e começo a temer que ou lhe falta o engenho para dar a volta à situação ou que acredita que a insistência nesta formula acabará por o levar o FC Porto ao sucesso. Qualquer uma das alternativas me deixa bastante apreensivo, até porque os próximos dois jogos são importantíssimos.

É imperativo que treinador e equipa percebam que estão a seguir um caminho perigoso e que a situação só não tomou outras proporções porque os resultados, ao contrário das exibições, têm sido positivos.

1 comentário:

  1. João Nuno20/10/13, 13:02

    Apesar do adversário ser claramente inferior e o resultado escasso, penso que acaba por ser um jogo positivo para o FC Porto. Subscrevo a análise individual dos jogadores, mas quanto ao jogo penso que não se podia pedir muito mais...
    Os efeitos das duas semanas de pausa veremos no jogo da champions... Aí sim, teremos uma melhor noção do rumo que esta equipa está a tomar, que esperemos seja o melhor ;)

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