2 de novembro de 2013

Fez-se justiça no Restelo


Péssimo jogo do FC Porto na visita ao Belenenses. Paulo Fonseca continua a insistir no 4-2-3-1 e nos passes directos, mesmo quando já toda a gente percebeu que qualquer adversário, minimamente bem preparado defensivamente e atrevido no ataque, consegue anular todas os nossos ataques e criar grandes problemas à nossa defesa. Tirando algumas excepções, esta época tem sido este o nosso futebol: mau e sem qualquer fio de jogo.

A ajudar à confusão táctica que impera na equipa portista, parece ainda haver um défice de motivação. Se face aos recentes acontecimentos a equipa não mostra uma vontade inequívoca em vencer todos os jogos, estamos muito mal. Pior ainda quando o actual treinador saiu do Paços de Ferreira com o rótulo de motivador.

Este não é o FC Porto que eu gosto. O FC Porto que eu gosto é aquele que entra em campo para vencer, seja em 3-3-4, em 4-3-3 ou em 4-2-3-1. E hoje isso não se viu. O que se viu foi uma equipa apática, sem garra e sem imaginação.

Todas as tácticas são válidas para se vencer, mas sempre ouvi dizer que quem faz a táctica são os jogadores. Cedo se percebeu que a equipa se sentia desconfortável a jogar desta forma, que reagiu mal ao rompimento repentino com as épocas anteriores. Na impossibilidade de trocar todos os jogadores, cabe ao treinador dar o braço a torcer e adaptar a forma de jogar às caracteristícas dos jogadores que tem ao seu dispor.

Os optimistas continuarão a dizer que ainda estamos na frente do campeonato, mas se alguma coisa não for feita podemos ser alcançados a qualquer momento pelos dois rivais de Lisboa. O buraco no meio-campo, a falta de segurança defensiva - que era a nossa imagem de marca dos últimos anos - e a incapacidade para gerir a vantagem no marcador começam a dar motivos aos adversários para acreditar que nos podem vencer.

Espero sinceramente que não seja preciso perder a liderança para que se tomem medidas. Ver jogos como o de hoje tem de ser confrangedor para todos os portistas. Desde o presidente ao mais simples adepto.