7 de novembro de 2013
Marcar, recuar, adormecer e sofrer
22 de Setembro de 2013, Estoril 2-2 FC Porto. Licá faz o 1-0 para o FC Porto, Evandro empata de penalti, Jackson pões os Dragões de novo em vantagem e Luís Leal faz o resultado final ao minuto 80.
1 de Outubro de 2013, FC Porto 1-2 Atlético de Madrid. Jackson faz o 1-0, Godín e Arda Turan marcam os golos do Atlético já na segunda parte.
22 de Outubro de 2013, FC Porto 0-1 Zenit. Kerzhakov fez o único golo do jogo.
2 de Novembro de 2013, Belenenses 1-1 FC Porto. Mangala inaugura o marcador e, minutos depois, oferece o empate à equipa da casa.
6 de Novembro de 2013, Zenit 1-1 FC Porto. Lucho põe os Dragões em vantagem e Hulk fecha o resultado cinco minutos depois com uma oferta de Helton.
A incapacidade da equipa portista em segurar uma vantagem de forma segura é preocupante. Olhando apenas para as não-vitórias, facilmente se repara que o FC Porto esteve em vantagem em quatro delas. Aliás, à excepção da derrota caseira frente ao Zenit - que vou quase ignorar neste post devido à particularidade da mesma -, os Dragões marcaram a todos os adversários e apenas por uma vez (Vitória de Setúbal) não foram quem inaugurou o marcador.
Há vários factores a dar origem a este problema. Quando em vantagem, a equipa de Paulo Fonseca baixa o ritmo de jogo e, gradualmente, vai descendo no terreno dando a iniciativa ao adversário. Já toda a gente deve ter ficado com a sensação que este ano o FC Porto é uma equipa mais faltosa do que nos últimos anos. Essas faltas, muitas vezes desnecessárias, têm sido aproveitadas pelos adversários para criar constante sobressalto à baliza habitualmente defendida por Helton. Faltas em zona perigosa que dão origem a cantos, mais faltas, penaltis e... golos.
Outro efeito secundário do bloco baixo é a forma como agrava as perdas de bola e os erros individuais. Até ao momento, em todas as competições, o FC Porto já sofreu 10 golos. Um de penalti (Estoril); Um na sequência de um canto (Sporting); Três de ou na sequência de um livre (Arouca e duas vezes Atlético de Madrid); Cinco em jogo corrido (Estoril, Belenenses, Zenit duas vezes e Vitória de Setúbal).
É precisamente nos golos sofridos em jogo corrido que me quero centrar. Dois deles (Belenenses e Zenit fora) nem merecem grandes comentários de tão consentidos que foram, os outros três (Estoril, Zenit no Dragão e Vitória de Setúbal) têm em comum o facto da defesa ter sido apanhada mal posicionada - traída por um ressalto ou uma perda de bola em zona proibida -, onde Mangala teve de ir compensar a ausência de Alex Sandro na esquerda e o adversário consegue cruzar.
É a olhar para os erros que se torna possível corrigi-los e, ao olhar para os golos sofridos, concluímos que é um erro enorme dar a iniciativa ao adversário e que é um erro enorme ter um defesa-central obsoleto no jogo aéreo a jogar ao lado de Mangala. Embora lhe reconheça algum mérito e valor, lances como os três que acabei de enumerar aliados ao lance que deu o 1-1 ao Atlético de Madrid, deixam-me a pensar que apesar do mau futebol tudo poderia ter sido diferente com, por exemplo, Maicon a jogar no lugar de Otamendi.
Se quer continuar com o 4-2-3-1, Paulo Fonseca tem de começar rapidamente a corrigir alguns comportamentos da equipa e rever alguns lugares no onze. A persistência tem um certo limite que ao ser ultrapassado a transforma em teimosia e, face aos resultados e às exibições, o actual treinador começa a ficar sem margem para ser teimoso.
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Boas,
ResponderEliminarFalas-te muito bem no bloco baixo e em como a equipa recua logo apos o golo ... so me faz lembrar uma situação parecemos uma equipa pequena em que o 1x0 esta bom.
Se não marcarmos muito eu intendo o FC Porto deste ano do meio campo para a frente não tem jogadores de qualidade ... mas sofrer tantos golos quando a defesa é a mesma ... o problema esta no treinador mais nada.
Cumprimentos.
ResponderEliminarexcelente análise. do pouco que tenho visto do nosso clube, esta época e devido a afazeres profissionais, sempre que estava conectado "senti" exactamente o mesmo e que tão bem está retratado no título do post (infelizmente).
certamente que o nosso grande presidente terá vislumbrado virtudes em Paulo Fonseca. no Presente, custa-me perceber quais foram; mas certamente que elas existem, pois que ele (o presidente) vê mais a dormir do que nós todos acordados.
ps:
a Qualidade dos textos deste blogue é inversamente proporcional à produção de jogo da nossa equipa do coração, na actualidade.
parabéns! e continuação de um excelente trabalho, de altíssimo nível. dá mesmo gosto vir cá!
abr@ço
Miguel | Tomo II
Obrigado pelo elogio, Miguel. Não sendo o mais importante, como autor num blog sabe que é bom receber feedback positivo de quem nos visita. :)
ResponderEliminarÉ cedo para se fazer uma boa análise. Para todos os efeitos, o FCP tem a defesa menos batida do campeonato. O treinador é novo. É necessário dar algum tempo. Algumas coisas não concordo com ele, acho que ele deve jogar o Defour, e não o Herrera. Mas o Porto empatou e não foi por culpa disso. O problema é mais mental. A direção cometeu alguns erros. Alguns jogadores não estão com a cabeça no Porto e isso contagia a equipa. O Mangala é um deles. O FCP deveria de o ter vendido. O Maicon é um bom jogador, e não joga por causa do Maicon. O Jackson já devia ter renovado. Ele não está a jogar o melhor que sabe. Nota-se. O Fernando está a jogar o melhor que sabe, mas já devia ter renovado. Gosto muito do Fernando, devia ser um dos jogadores mais caros do Porto, tem dado muito ao Porto nos últimos anos, e se ele sair, o FC Porto vai sentir muito a sua falta.
ResponderEliminarO Iturbe devia estar no FCP, podia entrar para substituir o Lucho em alguns jogos, agora que o Quintero está lesionado. O Kelvin não é para jogar só no museu. Já devia ter jogado no campeonato e na Champions...