1 de dezembro de 2013

«Estavas a cinco, Fonseca, a cinco!»

A derrota em Coimbra não me surpreendeu nada, só me espantou que tenha demorado tanto a chegar. Jogar contra o FC Porto de Paulo Fonseca é tão fácil como seria adivinhar em qual copo se encontra a bola sendo estes transparentes. Os jogadores não jogam o que sabem, nem sabem o que jogam. Ao fim de 19 jogos, não há ainda fio de jogo e a jogada-tipo é um passe longo da defesa para o Jackson. A segurança defensiva é um mito e a equipa faz tudo em esforço. Qualquer equipa treinada por um Sérgio Conceição qualquer consegue anular um FC Porto que joga em 5-0-5, com Fernando como quinto defesa e Lucho como quinto avançado.

Sendo eu ainda jovem, estou pela segunda vez a pedir a demissão de um treinador. Até à data de hoje, apenas Octávio Machado mereceu esse desejo por minha parte. A SAD equivocou-se ao escolher Paulo Fonseca, ao escolher alguém que tinha como sistema de jogo preferido algo muito diferente do 4-3-3 que fez do FC Porto aquilo que é hoje e que não teve a inteligência de aproveitar o trabalho do antecessor. Pior, no jogo frente à Académica vimos a equipa iniciar o jogo em 4-2-3-1, com a entrada do Licá tentou jogar em 4-4-2 - que na realidade foi o tal 5-0-5 que já falei - e terminou em 3-3-4. Parece que todos os sistemas são válidos, a única excepção será mesmo o 4-3-3.

Neste momento manter Paulo Fonseca não será um sinal de estabilidade, mas sim de teimosia por parte da SAD. A diferença de cinco pontos para o(s) segundo(s) classificado(s) foi anulada em três jornadas consecutivas e o Estádio do Dragão viu a sua pior fase de grupos da Liga dos Campeões. Seria difícil para qualquer treinador que entrasse agora fazer pior. Para mim o cenário é fácil: ou a SAD corrige o erro inicial e demite Paulo Fonseca, ou os portistas devem considerar deixar de lado a contestação ao treinador e apontar para quem insiste em mantê-lo no comando da equipa.

Neste momento só me vem à cabeça a imagem daquele benfiquista que na época 2011/2012 gritava desesperado para Jorge Jesus: "Estavas a cinco, a cinco!".