28 de janeiro de 2014

O desespero de Bruno de Carvalho

Bruno de Carvalho teve o dom de conseguir unir os sportinguistas em volta de nada. Prometeu muito e agora que está a um passo de não cumprir (quase) nada ainda a época vai a meio já se nota o desespero.

Não é inédito em Portugal que uma equipa queira ocupar o lugar do FC Porto numa competição por via extra-futebol depois de a ter perdido em campo, só por isto já dá para ver por que livros o presidente do Sporting anda a estudar...

No final do jogo que opôs o Sporting ao Penafiel, Bruno de Carvalho apressou-se a vir chorar sobre as arbitragens porque, imagine-se, o FC Porto beneficiou de uma penálti indiscutível no último minuto. O que se esqueceu de mencionar foi que bem mais cedo nesse encontro outro ficou por assinalar por carga do defesa do Marítimo sobre Carlos Eduardo e que colocaria a equipa madeirense a jogar com 10 jogadores ainda o jogo estava 1-2. Outro pequeno detalhe que escapou ao presidente leonino foi a simulação clara de Dier que ofereceu o penálti com que Adrien fez o 1-3 em Penafiel. Detalhes...

A história dos dois minutos e meio é só triste. Independentemente do tempo de desconto e do atraso no inicio do jogo, naquela altura toda a gente sabia que o Sporting estava a vencer por 1-3 e que ao FC Porto só a vitória interessava para seguir em frente. A perder por 1-2 em casa, era lógico para toda a gente que os Dragões teriam de dar a volta ao jogo para poder seguir em frente. Mesmo que os jogos tivessem arrancado em simultâneo, o do Dragão teria sempre acabado bem depois do de Penafiel face ao tempo de compensação de ambos - e que ainda assim foi bem curto no Dragão tendo em conta o anti-jogo da equipa visitante - e devido ao tempo que se perdeu entre o momento em que a falta é cometida e o Josué faz o 3-2. O Sporting sabe-o, toda a gente o sabe.

A dor de Bruno de Carvalho é outra. O que lhe custa é ver os sportinguistas perceberem que o melhor Sporting da última década não chega para derrotar o pior FC Porto do mesmo período.