3 de março de 2014

A insustentável leveza do FC Porto 13/14


Não vou falar de duplos pivot, de tácticas, da desorganização defensiva, da confusão a meio-campo, da falta de dinâmica no último terço.

Não vou falar das substituições estranhas, tardias ou escassas, da dança do 11 titular.

Não vou falar de uma defesa que, de um ano para o outro, passou de segura e consistente para anedótica.

Não vou falar de um treinador sem carisma, teimoso e de discurso vazio, amorfo e redutor.

Não vou falar dos constantes amuos e queixas escarrapachados nos jornais e redes sociais do jogador A, B e C.

Não vou falar das pobres assistências no Estádio do Dragão.

Não vou falar de uma equipa perdida, desconfiada de si própria, instável e triste.

Não vou falar de nada disto porque nós, doutorados (porque não?) bloggers temos explorado todos e cada um destes tópicos há meses, já tudo se disse sobre isto.

Que falta então dizer? Porque motivo Paulo Fonseca - um penoso erro de casting - continua a ser treinador do FC Porto contra a sua vontade?

O que ainda se poderá retirar de positivo de uma época que está a ser das piores deste século, apenas equiparável à de 2001/2002?

Será tudo isto suficiente para se arrumar a casa de uma ponta à outra? Daremos um passo atrás para dar dois à frente, como é habitual? Vamos corrigir o que não se corrigiu a bem, isto é, enquanto ganhávamos?

Vamos construir um plantel equilibrado, com alternativas suficientes e viáveis para todas as posições em vez de, por exemplo, termos centrais a atropelarem-se e Alex e Danilo obrigados a serem quase totalistas? Vamos comprar o jogador X porque é aquele de que a equipa precisa em vez de comprar o jogador Z porque é aquele que dá mais comissões?

Vamos apostar nos valores que temos na formação e na equipa B?

Vamos voltar a SER PORTO?