11 de março de 2014

Gato escaldado tem medo de água fria

Luís Castro teve um inicio promissor como treinador da equipa principal do FC Porto. Com apenas quatro dias de trabalho com o plantel (ou parte do plantel), foi fácil perceber algumas diferenças para o FC Porto de Paulo Fonseca. Desde o regresso ao 4-3-3, passando pela posse de bola mais paciente e criteriosa, até às substituições acertadas e em tempo útil.

Tudo corria às mil maravilhas - para as condições em que a equipa se encontra -, até que o Arouca, com muita sorte à mistura e na primeira vez que chegou à baliza do FC Porto, reduz para 2-1 e minutos depois Quaresma falha o penalti que devia ter devolvido a vantagem de dois golos e a tranquilidade à equipa.

Fruto de uma época em que já perdeu várias vantagens, a equipa portista mostrou-se um pouco nervosa durante largos minutos após o golo visitante e só voltou a acalmar após a entrada de Quintero e Ghilas. Notou-se uma fragilidade psicológica enorme em alguns jogadores que acusaram em demasia o golo sofrido e, para já, será este o primeiro problema a resolver por Luís Castro.

Penso que não seria sensato pedir muito mais à equipa e ao treinador com tão poucos dias de trabalho e com muitos jogadores ausentes nas respectivas selecções. No entanto, foi um estreia positiva e a tendência será mesmo para melhorar nos próximos tempos. Com o regresso de Alex Sandro ao onze, Mangala regressará ao centro da defesa para formarem juntamente com Maicon e Danilo o quarteto defensivo mais forte possível e que raramente foi aproveitado por Paulo Fonseca. Se a isto juntarmos o regresso ao 4-3-3 e à maior posse de bola, temos todos os ingredientes para resolver grande parte dos problemas defensivos e, por arrasto, psicológicos deste FC Porto.