27 de abril de 2014

Quem não arrisca não petisca

Por duas vezes a jogar contra apenas 10 jogadores do Benfica durante cerca de 60 minutos em ambas as ocasiões, o FC Porto conseguiu fazer a proeza de ser eliminado das duas taças. Salvo algumas excepções, houve uma falta de atitude vergonhosa por parte de todos (não só dos jogadores) e que em nada dignificam os jogadores individualmente ou ao FC Porto como equipa.

Se já toda a gente percebeu que o Benfica quando visita o Dragão fá-lo sempre com a intenção de jogar em contra-ataque, porque motivo o FC Porto não se tem preparado para esse facto? Era óbvio que a jogar com 10 essa situação seria mesmo a única hipótese para os encarnados. Em ambos os jogos, com a eliminatória empatada e a jogar 60 minutos em vantagem numérica, cabia ao FC Porto assumir o jogo e arriscar. As coisas não caem do céu! E se à primeira (no jogo da Taça de Portugal na Luz) não houve uma abordagem diferente ao jogo por se tratar de uma situação inédita, hoje é inadmissível que ao intervalo não tenha entrado ninguém e a equipa já viesse preparada para uma forma diferente de jogar. Hoje não havia a possibilidade de prolongamento e a baliza do Benfica - que até podia já ter sofrido três ou quatro golos até à expulsão - passou uma hora tranquila sem qualquer tipo de ameaça e sem que o FC Porto arriscasse um milímetro que fosse!

O plantel tem qualidade para mais e devia ter rendido muito mais. O Paulo Fonseca foi uma verdadeiro desastre e justifica muita da merda que se passou este ano, mas não há nada que justifique esta falta de atitude e de ambição. Que alguém da administração tenha estado atento ao que se passou nos últimos 10 meses e que saiba limpar o que precisa de ser limpo. Quem não estiver no plantel com vontade de ganhar sempre e com a garra que sempre caracterizou o FC Porto pode fazer as malas e ir embora. Não estou com isto a apontar o dedo a ninguém, mas é claro como a água que algumas coisas têm de mudar. A atitude é a principal.