11 de outubro de 2014

Circo a bombar


O circo vem à "aldeia" e há semanas que a publicidade ao grande evento não pára, com constantes anúncios do palhaço mor*. Tipo aqueles carros com um megafone que andam pelas ruas durante as campanhas eleitorais.

A estratégia é simples: incendiar ao máximo o ambiente do jogo para depois, ao mínimo sinal de hostilidade, se fazer de vítima e santinho, como o palhaço gosta tanto de fazer. É o truque preferido. Não tenham dúvidas, o artista está desejoso que lhe espetem mesmo um murro no focinho, para ele seria o sucesso total. De nada serve antigos presidentes do Sporting constatarem o óbvio, este é o mundo do palhaço.

Não me admiraria nada se acontecesse ao palhaço o que aconteceu ao Tarzan da Silva, "violentamente agredido" à porta do restaurante Xis, na Foz, "curiosamente" na mesma altura em que André Villas-Boas almoçava no referido estabelecimento. A agressão foi de tal maneira violenta que a criatura não teve nenhuma mazela no rosto, nem apresentou queixa às autoridades. Bárbaro.

Ao FC Porto, em particular ao presidente, louvo a estratégia de desprezo e a recusa em alinhar no número do palhaço por duas razões:
  •  "Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele e depois vence-te em experiência".
  • De todas as coisas que lhe podemos fazer, ignorá-lo é. de longe, a pior. É desesperado por atenção, não vive sem ela e, quando não lha dão, fica cego, como tem sido possível perceber desde há muito tempo.

No meio de tantas palhaçadas, insultos, provocações e figuras tristes, temos de dar o devido mérito ao palhaço: tem piada. Muita. A maior potência desportiva nacional e o único clube que representa Portugal é o sporting lisbon, ahm, o sporting gijón, oh foda-se (lá estão os palavrões dos arruaceiros), o sporting clube de portugal. Os outros, representam as províncias e os bairros. Isto, por si só, vale a piada, restando a dúvida se ele atira isto só mesmo para provocar, ou se é parvo ao ponto de acreditar no que diz. Inclino-me para a segunda.

Os apontamentos mais relevantes do baluarte de Portugal no estrangeiro remontam à conquista da Taça das Taças, nos anos 60, a final da Taça Uefa perdida em casa, em 2005 e a eliminatória com maior diferença de golos da história da Champions: 12-1 diante do Bayern de Munique, em 2009**. Brilhante e sem paralelo no nosso país. Aqui os labregos competem com duas Champions, duas Ligas Europa, duas Intercontinentais e uma Supertaça Europeia. Ainda por cima, além de ser um registo risível, foi tudo comprado com fruta.
Ao querer insultar com a alusão à província, acaba por fazer pior e envergonhar-se, mas que continue o circo!

* As minhas sinceras desculpas aos artistas de circo, nomeadamente aos palhaços, é a eles que eu insulto ao compará-los com esta diva.
** Vitória do Bayern de Munique, claro.