6 de outubro de 2014

Critérios e Unanimidades

Na capa da edição de hoje do jornal O Jogo salta à vista de todos o texto "Tribunal unânime: penálti por marcar a favor dos bracarenses". Ao ver isto fiquei logo duas perguntas na cabeça. Desde logo, como pode ser possível considerar um lance em que não existe qualquer infracção como sendo faltoso e logo por unanimidade? Quem terá sido o árbitro que não considerou como sendo falta o abraço que o Maxi deu em André Claro e que critério estaria a invocar para justificar essa opinião?

A resposta à primeira pergunta ficará para sempre sem resposta. É para mim impossível perceber como um lance inofensivo em que um jogador aproveita um toque mínimo  (e reforço aqui o mínimo) para se atirar e tentar cavar uma falta pode ser considerado penálti. Pedro Proença não se deixou enganar, mas o mesmo já não se pode dizer de Jorge Coroado, Pedro Henriques e José Leirós. Dois deles - talvez influenciados pelos comentários de Luís Freitas Lobo - acham ainda que o pequeno toque que Rúben Micael deu em Alex Sandro seria motivo para assinalar falta e o respectivo penálti. Quem impediu a unanimidade neste lance foi Pedro Henriques que, talvez não querendo recorrer à questão da intensidade tão apreciada entre os comentadores desportivos, nega a existência de qualquer contacto, apesar deste ser evidente. Se era suficiente ou não para justificar a queda é outra história, mas pelo menos não tentem fazer das pessoas cegas...

Em relação à segunda pergunta, a resposta é José Leirós e a justificação não podia ser mais elucidativa: não é falta porque não é falta e o árbitro fez bem em mandar seguir. Ponto final. Assim, de uma forma tão simples, se tenta branquear uma falta evidente se calhar até seria merecedora de cartão vermelho por impedir uma situação de golo iminente.

Para perceber um pouco melhor este problema, aconselho também a leitura dos seguintes posts de outros blogs portistas:
- http://www.reflexaoportista.pt/2014/10/os-penalties-de-pedro-henriques.html
- http://tomoii.blogspot.pt/2014/10/eu-tambem-choro-e-podia-chorar-mais-um.html
- http://www.pobodonorte.com/2014/10/sergio-conceicao.html
- http://dragaoatento.blogspot.pt/2014/10/a-analise-do-tribunal-de-ojogo-e.html
- http://portistasdebancada.blogspot.pt/2014/10/hugo-miguel-nao-viu-o-jn-tambem-nao-e-o.html

O jornal O Jogo está neste momento refém da opinião de três indivíduos que vão mudando os próprios critérios semana após semana conforme a equipa a quem avaliam os lances, ou então só porque sim. É uma questão de critério.