26 de outubro de 2014

O menino Quintero


Assim que Quintero chegou ao FC Porto, percebeu-se logo que aquele pé esquerdo tinha uma relação com a bola bastante especial. No entanto, a preponderância do colombiano na equipa nem sempre foi consensual. Uns diziam que um jogador com o talento do Juan teria de jogar sempre, outros apontavam deficiências tácticas - principalmente no capítulo defensivo - para justificar as poucas chamadas ao onze titular.

De facto, em 2013/14, Quintero nunca alinhou de início duas vezes seguidas. Com Lopetegui, já vai em três. O médio até começou esta época de forma bastante discreta, mas a pouco e pouco foi conquistando o seu espaço e capitalizou participações positivas a partir do banco da melhor forma. Recorde-se: um golo frente ao Braga, uma assistência diante de Sporting e Bilbao, um golo ao Arouca.

Mas as diferenças não se resumem à influência directa nos resultados. O camisola 10 está um jogador mais maduro e constante ao longo da partida - em vez de jogar 20 minutos e começar a arrastar-se - e de jogo para jogo. Claro que ainda tem várias coisas a melhorar, como o jogo sem bola ou a intensidade, mas as melhorias são evidentes e há que dar o mérito a Julen Lopetegui na gestão desta pérola que Paulo Fonseca e Luís Castro não souberam lapidar. Que a evolução de Quintero prossiga, porque há poucos jogadores com olhos nos pés.