20 de outubro de 2014

Tribunal d'O Jogo volta à carga

Recentemente mencionei aqui que José Leirós, Jorge Coroado e Pedro Henriques usam critérios distintos na análise aos jogos do FC Porto aos usados nos demais. Isto a propósito do jogo do último sábado, onde o Sporting venceu por 1-3 no Dragão e houve vários lances polémicos para análise do Tribunal d'O Jogo.

Confesso que fiquei estupefacto quando vejo que todos os especialistas discordam da marcação do penálti assinalado pela falta de Mauricio sobre Jackson.



No fundo, o que os três ex-árbitros nos estão a dizer é que o atacante é que tem a obrigação de evitar o defesa que tem liberdade de fazer o que bem entender. O toque de Maurício é evidente e inegável, assim como o facto de o Jackson se encontrar em pé quando é tocado. Penálti claro e bem assinalado.

Ao ver este lance lembrei-me do mergulho de Enzo Pérez no último Estoril-Benfica e que valeu o segundo amarelo ao jogador estorilisa:


 

A enorme diferença entre os dois lances é que não existe qualquer toque no jogador do Benfica que arriscou a própria expulsão ao simular de forma tão grosseira, uma vez que já tinha cartão amarelo. Fascina-me que José Leirós tenha visto um contacto entre o jogador do Estoril e Enzo Pérez.
Mas a cereja no topo do bolo ainda estava para vir. Nenhum dos analista considera faltosa a patada que Paulo Oliveira dá quando Herrera cabeceia a bola na tentativa de recarga após defesa de RuíPatricio:



Recordo que todos eles são os mesmos que há semanas atrás, curiosamente, não hesitaram em considerar bem assinalado o penálti que deu o empate ao Vitória de Guimarães frente ao FC Porto.



Estes são apenas pequenos grandes exemplos da dualidade de critérios com que os jogos do FC Porto são arbitrados e analisados. Como portistas, mesmo estando a equipa a jogar mal, não podemos deixar passar estas situações em claro. Temos a obrigação de denunciar quem tenta prejudicar o FC Porto, seja quem for e de que maneira for.