15 de dezembro de 2014

Como encarar o resto do campeonato


Para começar, com uma enorme paciência. De forma muito estúpida, à 13ª jornada, estamos a seis pontos da liderança. Vão-se disputar 63 e, dito assim, parece precipitado antecipar o adeus ao título.

Na prática, sabemos que é diferente. No nosso campeonato, são poucas as equipas capazes de tirar pontos ao benfica, mesmo que este benfica esteja longe do virtuosismo de épocas anteriores, não precisam de muito para vencer, como se pode comprovar ontem. É mais ou menos consensual entre os portistas que a exibição do FC Porto justificava o resultado oposto e que em 10 jogos como o de ontem, o Porto perderia um. No entanto, a eficácia é fulcral no futebol, particularmente nos clássicos e a equipa de Lopetegui só se pode queixar de si própria, já para não falar dos erros patéticos nos golos sofridos - há muito que não aconteciam...

Só que o jogo de ontem não explica tudo. Perder um clássico dói de caraças, mas nunca pode ser entendido como um resultado anormal. Aqueles 90 minutos são um mundo diferente, onde o momento de forma das equipas ou as exibições pouco importam. O Porto não devia ter chegado ao clássico com três pontos de atraso, começa logo por aqui. Sem as perdas de pontos absurdas com Boavista e Estoril - por exemplo - a diferença para o benfica seria muito menor e o acidente de ontem não teria consequências tão graves.

Isto não sou eu a desvalorizar ou banalizar uma derrota num jogo grande, atenção que não é isso,apenas relembro que não facilitar naqueles encontros que não nos põem nervosos 24 horas são meio caminho andado para não perder o campeonato. Eu ainda acho que são aqueles jogos de 1-0 sem história que muito contam no fim. São essas vitórias que permitem chegar às partidas mais complicadas com margem de erro suficiente para não sofrer em demasia com estas partidas surreais do futebol.

À boa moda do Porto, isto está fodido. Mas agora só há um caminho: ganhar! Não adianta massacrar a cabeça com o que não podemos controlar, temos que fazer o nosso trabalho como se cada jornada fosse a última. Infelizmente, nos últimos anos, temos corrido atrás do prejuízo, nem sempre o corrigimos, mas não seria a primeira vez que o fazemos.