12 de dezembro de 2014

Preocupações

As bolas paradas defensivas


Lopetegui parece ser adeptos das marcações homem-a-homem nas bolas paradas, ao ponto de ter feito o FC Porto retroceder a esse tipo de marcações (verbo escolhido propositadamente, pois para mim trata-se de um retrocesso). Não digo isto pelo golo sofrido frente ao Shakhtar, mas serve de exemplo ao que pode acontecer: nem é preciso um jogador erra,basta ter um adversário directo mais forte pelo ar para que toda a equipa seja penalizada. Com a marcação à zona os jogadores são distribuídos estrategicamente na grande-área para que os mais fortes no jogo aéreo fiquem nas zonas mais perigosas e os mais fracos nas zonas que oferecem menos perigo à própria baliza. Não vejo em que é que a marcação individual possa ajudar e nem vejo que volte a ser a preferida pelos treinadores a curto prazo, mais ainda que os árbitros estão cada vez mais rigorosos em relação aos puxões. A minha preocupação sobe de nível quando sabemos de antemão que o Benfica de Jorge Jesus é um especialista nos já famosos bloqueios. Será preciso alguma sorte para não sofrer um golo num destes lances. Depois não adianta deitar a culpa ao árbitro.

Adrián López


Não sou dos que se preocupa excessivamente em relação ao preço de um jogador, nem sou dos que exige que um jogador chegue e comece imediatamente a brilhar. No entanto, não posso deixar de mostrar preocupação com o facto de Adrián López estar a passar completamente ao lado de todas as oportunidades que lhe são dadas. Neste momento, os salários do espanhol são um peso para o clube porque o próprio jogador, quando está em campo, é um peso para a equipa. Vamos dar tempo ao tempo, mas, sinceramente, não vejo como Adrián possa aspirar a ser titular no FC Porto enquanto Brahimi, Tello e Jackson estiverem por cá. Mesmo Quaresma e Aboubakar partem na frente do espanhol na luta pela titularidade. Talvez durante a CAN tenha mais oportunidades de jogar, uma vez que dois destes cinco estarão ao serviço das respectivas selecções.

Marcano, Maicon e os cartões amarelos


Informação incorrecta.
Maicon continua "à bica" e a ele junta-se Marcano.
Recentemente disse aqui que Lopetegui devia usar o jogo frente ao BATE Borisov para fazer Maicon ver o terceiro cartão amarelo e, dessa forma, cumprir castigo frente ao Shakthar, garantindo que a equipa estaria na máxima força nas duas mãos dos oitavos-de-final. Tal não aconteceu e incompreensivelmente o treinador espanhol poupou o central brasileiro frente à equipa bielorrussa e colocou-o em campo frente aos ucranianos, sujeitando-o a ver o cartão amarelo que lhe falta para ficar um jogo de fora por castigo. Maicon conseguiu escapar, mas ao contrário do que dizia ontem no jornal O Jogo, os cartões amarelos não recomeçam agora do zero. Retirado do site da UEFA: "Single yellow cards and pending suspensions are always carried forward either to the next stage of the competition or to another club competition in the current season. Exceptionally, all yellow cards and pending yellow-card suspensions expire on completion of the play-offs. They are not carried forward to the group stage. In addition, all yellow cards expire on completion of the quarter-finals. They are not carried forward to the semi-finals". Assim sendo, o FC Porto terá nos oitavos-de-final dois dos três defensas centrais em risco de exclusão por acumulação de cartões amarelos, uma vez que Marcano foi sancionado tanto frente ao BATE Borisov como frente ao Shakthar. Não consigo perceber como foi possível não acautelar esta situação sabendo que estão tão poucos defesas inscritos. Mesmo a situação de Alex Sandro foi mal gerida, uma vez que tem um cartão amarelo e foi utilizado nos dois jogos "a feijões" mesmo tendo um competentíssimo Ricardo no plantel a gritar e a justificar oportunidades. Estará Lopetegui mal informado em relação às regras? Será que a lista será alterada em Janeiro? Ou será que o FC Porto está tão satisfeito por ter chegado aos oitavos-de-final que nem faz os possíveis para criar as condições para chegar mais longe?