22 de fevereiro de 2015

A estranha dança dos guarda-redes

Engana-se quem pensa que a "sorte" do Benfica se esgota nas decisões da equipa de arbitragem. Alguma delas de tal forma tendenciosas que até passa a sensação que, ao bom estilo do voleibol, o árbitro é mais um jogador mas com um equipamento diferente. Ou então em casos como o do Belenenses onde Lito Vidigal esqueceu-se de convocar Deyverson e Miguel Rosa e do Vitória Setúbal que, numa tentativa de surpreender os encarnados, optou por deixar no banco Frederico Venâncio (melhor defesa da equipa e titular absoluto até aí) e Suk. Não, os "astros" também têm sido simpáticos para o Benfica no que às balizas adversárias diz respeito.

Logo na segunda jornada o guarda-redes argentino do Boavista. Daniel Monllor, ficou mal na fotografia do golo que valeu a vitória às águias. Jogou mais um jogo e foi substituído na titularidade por Mika (ex-Benfica) que foi fundamental no 0-0 conquistado pelos axadrezados no Estádio do Dragão. À quarta jornada, o alemão Lukas Raeder sofre 5 golos frente ao mesmo Benfica e perdea titularidade para Ricardo Baptista. Depois chegamos a Rui Silva, guarda-redes do Nacional da Madeira, que fez uma exibição de sonho na visita dos madeirenses ao FC Porto e que, na semana seguinte, frente ao Benfica até puxava a bola para dentro da própria baliza. O Nacional perdeu 1-2 e o jovem portugues perdeu a titularidade para Gottardi. Mais recentemente houve a mais que conveniente lesão de Salin - titular absoluto de um Marítimo presidido por um tipo que afirmou há cerca de um ano que não queria prejudicar o Benfica na luta pelo título - e que o impediu de alinhar no Maritimo 0-4 Benfica. Felizmente para o Maritimo, Salin recuperou a tempo de defrontar o FC Porto. Ontem foi a vez de Marafona - que durante a semana foi dado como possível reforço do Benfica para a próxima época - dar o franguinho da praxe.

É muita sorte junta só para uma equipa.