26 de fevereiro de 2015

O substituto de Moutinho

Óliver Torres chegou ao FC Porto com um ano de atraso. A forma como joga e, acima de tudo, como faz jogar teria sido muito importante no pós-Moutinho que foi durante muito tempo o maestro do meio-campo dos Dragões. Pior do que ter chegado com um ano de atraso só mesmo o facto de já ter saída marcada, uma vez que o empréstimo acordado entre FC Porto e Atlético de Madrid não prevê uma opção de compra para os azuis-e-brancos só é válido para a presente época. Claro que é possível negociar o passe do jogador na mesma, mas, perante a forma como o jovem espanhol se tem exibido no FC Porto, dificilmente os colchoneros abrirão mão dele.

O cenário de saída do pequeno grande jogador fica mais negro se a ele juntarmos as prováveis saídas de Danilo e Jackson também no final da presente temporada, ou não estivéssemos a falar dos três jogadores que mais têm dado a equipa. Se para o lugar de Danilo existe o Ricardo, que está há dois anos a trabalhar para assumir o lugar, e ainda Victor Garcia e Opare a espera de ficar com a outra vaga e para substituir Jackson foi contratado Aboubakar com uma ano de antecedência enquanto André Silva e Gonçalo Paciência vão amadurecendo na equipa B, não é menos verdade que não existe actualmente nenhum jogador ligado ao clube que dê garantias de poder agarrar com unhas e dentes o lugar de Óliver. Mesmo as contratações de Sérgio Oliveira André André parecem mais alternativas a Casemiro (que deve regressar ao Real Madrid no próximo Verão) e a Herrera, respectivamente.

O FC Porto já provou no passado que consegue sempre substituir os ditos insubstituíveis, mas penso que não seria de todo descabido tentar a contratação de Óliver. Que se venda Herrera e Quintero se preciso for, porque, embora sejam ambos mais velhos do que o espanhol, são ainda promessas, enquanto o pequeno Tsubasa é já uma certeza.