24 de março de 2015

A hora da verdade

Imediatamente após a paragem para os jogos da selecções, o FC porto entrará num ritmo de jogos alucinante até ao dia da deslocação à Luz. O que se exige a Lopetegui e à equipa é que chegue ao dia do clássico em condições de, pelo menos, igualar o Benfica no número de pontos. Como existe a eliminatória da Liga dos Campeões pelo meio, o treinador do FC Porto terá de recorrer inevitavelmente à rotatividade de modo a que a falta de força dos jogadores, que foi evidente no empate com o Nacional, se volte a repetir.

O sinal dado pela equipa na segunda parte do jogo na Choupana foi claro: não é possível manter o ritmo que vinham implementando até ao final. Por isso, agora mais que nunca, é importante que Lopetegui defina prioridades e, já agora, que reflicta sobre a possibilidade de gerir os cartões amarelos a Danilo, Casemiro e Alex Sandro para que não haja o risco de falharem os jogos do campeonato de dificuldade mais elevada.

A aventura do mês de Abril começa logo no dia 2 com a visita à Madeira para defrontar o Marítimo. Sendo o jogo a contar para a Taça da Liga e tendo em conta a proximidade (dia 6) da recepção ao Estoril, impõe-se a utilização de uma equipa composta por jogadores de segunda linha. Jogadores como Ricardo, Indi, José Ángel, Rúben Neves, Evandro, Hernâni e Gonçalo Paciência - de qualidade inegável mas com menos oportunidades para a mostrar-, têm de ser titulares e, ao mesmo tempo, ter a capacidade de garantir a passagem à final, permitindo assim um FC Porto mais fresco na recepção ao Estoril.

Na semana seguinte existe a visita a Vila do Conde, actualmente marcada para domingo dia 12 mas que deverá ser antecipada no máximo para dia 11 - o jogo que o Rio Ave tem a meio da semana anterior dificilmente permitirá que joguem com o FC Porto no dia 10 -, e neste jogo, assim como nos dois com o Bayern de Munique, não pode haver grandes truques. É jogar na máxima força possível em todos eles e esperar que os jogadores aguentem a carga física e psicológica.

Entre os jogos da Champions existe a recepção à Académica, sendo este o jogo que poderá ser o mais importante. Aqui Lopetegui terá de ter coragem para apresentar uma equipa muito idêntica à idealizada para defrontar o Marítimo no jogo da Taça da Liga. Jogando em casa e no meio de tantos adversários de valor superior, jogar com uma equipa alternativa não pode ser encarado como um sinal de desrespeito pelo adversário mas sim como de necessidade absoluta. Além disso, seria a oportunidade ideal para Casemiro, Alex Sandro, Danilo e outro(s) que eventualmente entretanto ficasse(m) à bica "limparem" os cartões amarelos.

O objectivo é chegar com as capacidades ao máximo para o embate - ou duplo embate caso se confirme a passagem à final da Taça da Liga - com o Benfica que tem até lá apenas três jogos, precisamente metade dos que o FC Porto terá.