22 de março de 2015

Em defesa de Alex Sandro

Ontem, após o empate entre FC Porto e Nacional, fui, como é habitual, ler o que se dizia pela Bluegosfera em relação ao jogo. As críticas ao Alex Sandro foram uma constante em quase todos os textos que li. É óbvio que o brasileiro baixou um bocado de rendimento na segunda parte, mas durante a primeira foi dos melhores em campo e, à excepção da jogada que deu o 0-1, até foi dos pés dele que saíram as jogadas mais perigosas para a baliza da equipa da casa. A que se terá devido então a quebra de rendimento após o intervalo?

A primeira justificação e a mais óbvia é a quebra de rendimento de toda a equipa. O FC Porto regressou dos balneários incapaz de segurar a bola no ataque o de acertar um passe que fosse no meio-campo. Nestas circunstâncias muito dificilmente pode ser um lateral a fazer a diferença. Muito menos quando se trata do terceiro jogador da equipa em campo com mais minutos, só superado por Danilo que vem de uma "folga" e por Herrera que teve um jogo miserável também, muito provavelmente, devido à fadiga acumulada.

As opções de Lopetegui também não foram as melhores. O meio-campo estava sob pressão e era incapaz de parar eficazmente a equipa do Nacional. O que faz o treinador espanhol? Tira Casemiro, talvez com medo do segundo amarelo, para lançar Rúben Neves que, como sabemos, não faz da agressividade cartão de visita. 10 minutos depois chega o empate. Lance conduzido pela direita da defesa portista onde o jogador da casa, sem que eu consiga perceber como, tem liberdade para quase parar, levantar a cabeça e fazer uma assistência perfeita para o colega ao segundo poste. Como o jogador mais próximo do autor do golo era Alex Sandro é fácil apontar o dedo, mas a jogada não começou dentro da grande-área do FC Porto e os defesas que lá estavam dentro são os menores dos culpados.

Depois a entrada do Quintero matou de vez a capacidade da equipa em ganhar a bola. Um meio campo com Rúben Neves, Quintero e Herrera a passo é mau demais para quem já estava com dificuldades com Casemiro e Evandro, mas torna-se mais grave ainda quando Óliver está e não sai do banco. Daí até ao final do jogo foi uma fartote de jogadores do Nacional a correr metros atrás de metros com a posse de bola e com liberdade para a lançar à vontade para as costas da defesa. Além disso, convém também não esquecer que Brahimi teve uma noite para esquecer e nunca foi grande ajuda, tanto a defender como a atacar.

A paragem para os jogos das selecções chega em boa altura e beneficiará vários jogadores do plantel, sendo que Alex Sandro está entre eles. Tenho o brasileiro como um óptimo profissional, um excelente jogador de equipa e como titular indiscutível. Simplesmente não é de ferro e não tem o dom de fazer milagres.