1 de março de 2015

Três secos e sem espinhas


O Sporting regressa a Lisboa com um 3-0 na mala e com a ideia que até teve sorte. Apesar disso, o jogo não foi fácil para o FC Porto que começou algo nervoso mas que aos 20 minutos de jogo já dominava completamente. O Sporting jogou sempre fechado à procura de um erro que lhe permitisse chegar ao golo, mas esse erro nunca apareceu e o Fabiano acabou por ter uma noite descansada onde não teve de fazer uma única defesa. Mas a Sporttv foi quem mais perdeu esta noite, uma vez que ao minuto 58 viu o share descer em 50%...

Tello teve uma noite de sonho e marcou três golos em outras tantas jogadas em nada diferentes às muitas que já desperdiçou esta época. A velocidade do espanhol foi essencial para desmontar um Sporting apostado em segurar o empate. Jackson continua um monstro cada vez mais difícil de descrever e Casemiro - o jogador com mais recuperações no campeonato segundo os números da Sporttv - continua a ser aquele que tem de dar o corpo à maioria das balas adversárias.

De um momento para o outro, aquilo que aos olhos da generalidade da comunicação social era um Super-Sporting capaz de se bater com qualquer equipa e que andava cheio de peito, voltou a ser o coitadinho que joga com não sei quantos jogadores portugueses e mais uns quantos da formação, que tem gasta um terço no futebol do que gasta o FC Porto e que não está preparado para jogar duas vezes por semana. Só não sei para onde tinham ido estas ideias quando o Benfica foi a Alvalade jogar fechadinho para o empate. O padrão é sempre o mesmo: FC Porto, adversários fracos ou a atravessar um mau momento; Benfica, adversários fortes ou numa excelente forma.

Artur Soares Dias fez uma daquelas arbitragens habilidosas, onde tudo o que era faltinha contra o FC Porto era assinalada enquanto que os jogadores do Sporting iam jogando duro à escala que bem entendessem. O árbitro portuense mandou jogar em três lances duvidosos na área dos leões, perdoou o cartão amarelo a João Mário por falta dura sobre Herrera, enquanto Cédric ainda está a tentar perceber como acabou o jogo. Já Danilo e Alex Sandro levaram cartões amarelos absolutamente ridículos. Há que começara a arrepiar caminho a ver se algum deles chega ao 9.º para o grande dia... Escaparam os árbitros auxiliares, que decidiram bem em todos os lances, ao contrário do que já aconteceu por imensas vezes neste campeonato.

O jogo teve ainda a curiosidade de ter Indi a jogar os últimos minutos como lateral-direito. Imagino como se tenham sentido aqueles que olham de lado a uma dupla de defesas-centrais composta por dois esquerdinos ao verem um defesa-central esquerdino jogar na direita da defesa. Muitos portistas deixam-se levar na cantiga dos comentadores que fazem da dupla Indi-Marcano um problema por ambos usarem preferencialmente o pé esquerdo, quando para jogar no FC Porto nunca deve ser o pé preferido mas sim a competência. Competência que não faltou a Evandro, a grande novidade de Lopetegui no onze. O brasileiro não acusou a pressão de substituir Óliver e teve uma actuação muito positiva.

Para terminar deixo uma pergunta extra-Clássico: o que Pintassilgo, Miguel Oliveira e Rui Sampaio têm em comum com Yohan Tavares e Rúben Fernandes?

P.S.: Notícia Record no rescaldo deste FC Porto 3-0 Sporting: Benfica supera FC Porto nos golos marcados. Parece que foram mesmo os encarnados os grandes vencedores da jornada...