16 de março de 2015

Tribunal d'O Jogo - Incompetência ou má-fé?


De um grupo de três ex-árbitros, apenas um - Pedro Henriques - considera que o lance em que Quaresma leva uma pontapé na cara seria motivo para penálti. Os outros dois - Jorge Coroado e José Leirós - acham que o lance seria apenas motivo para livre indirecto. Se quisermos alargar a amostra a mais um árbitro, neste caso ao do jogo, concluímos que em quatro juízes 50% acham que um pontapé na cabeça é livre indirecto, 25% acham que é penálti e 25% não há motivo para assinalar qualquer falta. Por coincidência, o que ainda está em actividade - Jorge Tavares - é quem acha que não é nada. Isso diz muito sobre o que se tem passado pelos estádios de Portugal.

O que diz afinal a lei? Após consulta às Leis do Jogo no site da FPF a conclusão não foi muito complicada:


As instruções são claras, entre outras coisas, dar ou tentar dar um pontapé num adversário é motivo para livre directo e, caso seja dentro da área, penálti. Mas o que gera alguma confusão nas pessoas é o seguinte:


Devido ao facto de o jogo perigoso ser sancionado com livre indirecto, há quem ache que as situações semelhantes à deste caso se enquadram neste tipo de punição. Por isso mesmo, o International Board, na secção das Linhas Orientadoras, esclarece:


A partir do momento que existe contacto físico, como por exemplo, sei lá, um pontapé na cabeça, o livre passa a ser directo que, como todos sabem, dentro da área é penálti.

Que o comum dos adeptos não saibam isto é aceitável. Que analistas e ex-árbitros não saibam é vergonhoso. Quem um árbitro nem veja falta nenhuma já entra no campo da palhaçada.