8 de abril de 2015

Regressos importantes


Alguém que já tenha perdido mais do que cinco minutos a tentar assimilar tudo o que tem acontecido esta época certamente terá chegado à conclusão que o mais certo é que todos os acontecimentos estranhos tenham uma justificação paranormal. De que outra forma se pode explicar tantos infortúnios nas decisões da arbitragem que não com o alinhamento dos astros? Há alguma base científica que suporte uma qualquer teoria sobre a permanente ausência por lesão de um dos jogadores fundamentais? Alex Sandro foi o primeiro, depois Casemiro, Óliver já passou pela enfermaria por duas vezes, Danilo levou com o Fabiano em cima e acabou inconsciente no relvado, Jackson lesionou-se (!) sozinho, Maicon anda se entorse em entorse e agora foi Tello. E nem falo do Adrián López ou do Quintero. A verdade é que Lopetegui teve quase sempre alguém indisponível e a sorte nunca protegeu o FC Porto em momentos de desinspiração. Alguém se lembra de uma qualquer vitória portista sem saber ler nem escrever? E de um pontinho que fosse obtido com um erro da equipa de arbitragem? A concorrência certamente que não terá queixa de nenhuma das situações...

O que é certo é que, apesar de tudo isso, o FC Porto ainda está na luta e apareceu novo desafio: é preciso alguém substituir Tello. O espanhol lesionou-se na altura em que assumiu o estatuto de indiscutível e ainda não é sabido o tempo de paragem. Quintero e Adrián eram as hipóteses mais remotas ao lugar, Hernâni e Quaresma as mais prováveis. Frente ao Estoril a escolha de Lopetegui foi precisamente o camisola 7 e os resultados foram esclarecedores: dois golos, duas assistências e o prémio de MVP.

O Harry Potter passou com distinção no primeiro teste e agarrou o titularidade para a fase mais importante da época, provando o treinador, aos adeptos e, acima de tudo, a ele próprio que ainda é capaz de levantar o estádio com uma jogada de mestre ou com um cruzamento milimétrico. A dias de poder voltar a contar com Jackson, quem agradece é Lopetegui e o próprio FC Porto. Veremos se nesta recta final regressa também a pontinha de sorte que em 2014/2015 ainda não deu sinais de vida.