Acabado de chegar ao FC Porto e com a pré-eliminatória da Liga dos Campeões no horizonte, Lopetegui montou uma equipa diferente ao que estávamos habituados: em vez dos tradicionais extremos, foram chamados dois jogadores habituados a jogar pelo centro para jogar nas alas. Foi assim, com Óliver e Brahimi como flanqueadores, que o Lille foi vencido nas duas mãos. Casemiro e Rúben Neves - na altura com apenas 17 anos - funcionavam como médios mais recuados, enquanto Herrera era o médio com mais liberdade. Este modelo de jogo, que facilmente varia para 4-3-3 ou 4-4-2, é muito comum entre as equipas espanholas, sendo Lopetegui espanhol é natural que queira o FC Porto a jogar assim. Foi assim durante algum tempo na última época e, mesmo depois de alterar para 4-3-3, nos jogos teoricamente mais difíceis lá surgia um FC Porto à espanhola: Óliver passava para a ala e o Rúben aparecia no onze em vez do extremo. Quando Casemiro começava a sentir dificuldades durante os jogos era só lançar outro médio - normalmente era Rúben Neves, mas também podia ser o Evandro - e a situação estabilizava.
O que levou Lopetegui a abdicar de jogar claramente do 4-2-3-1 para dar preferência ao 4-3-3? A resposta, embora possa parecer complicada, até é bastante simples: as características dos jogadores. Casemiro, Rúben Neves e Evandro não apresentaram capacidade para cobrir uma área maior do que lhes é pedido normalmente, enquanto o Herrera está longe de ser o médio criativo que o FC Porto precisa. Adrán López e Quintero ainda foram testados no apoio ao Jackson, mas ambos falharam redondamente. O único que parecia capaz de desempenhar qualquer papel que lhe era pedido era Óliver, mas mesmo este tinha um defeito enorme e que não podia ser ultrapassado: apenas pode estar num sítio de cada vez. A solução encontrada, como já disse, foi alterar um pouco a forma de jogar e dispor os jogadores em campo num sistema mais próximo ao 4-3-3.
Um ano depois, parece que o 4-2-3-1 não foi esquecido. Reforços como Alberto Bueno - que tanto joga como avançado mais móvel como atrás no próprio avançado - e Danilo Pereira, Imbula, André André e Sérgio Oliveira - portadores de uma capacidade física e de condução de bola acima da média -, dão a entender que Lopetegui quer voltar ao sistema que mais confiança lhe dá.
Com a pré-época já em andamento, não falta muito para que a equipa realize os primeiros jogos de preparação e se desfaça por completo esta dúvida. Até lá, vão valendo as teorias em volta de um plantel (aparentemente) sobrecarregado de médios.
Um ano depois, parece que o 4-2-3-1 não foi esquecido. Reforços como Alberto Bueno - que tanto joga como avançado mais móvel como atrás no próprio avançado - e Danilo Pereira, Imbula, André André e Sérgio Oliveira - portadores de uma capacidade física e de condução de bola acima da média -, dão a entender que Lopetegui quer voltar ao sistema que mais confiança lhe dá.
Com a pré-época já em andamento, não falta muito para que a equipa realize os primeiros jogos de preparação e se desfaça por completo esta dúvida. Até lá, vão valendo as teorias em volta de um plantel (aparentemente) sobrecarregado de médios.

Penso que estamos no bom caminho. Julen percebe muito da matéria. Força campeões.
ResponderEliminarSomos Porto