3 de agosto de 2015

Osvaldo e Lucas Lima

Um é ponta-de-lança e o outro médio-criativo. Embora não sejam posições extremamente carenciadas, é notório que se for possível acrescentar alguma qualidade a estes sectores o FC Porto não vai dizer que não. Mas às vezes é preciso saber dizê-lo porque há situações que em nada favorecem o clube, sendo que qualquer uma das duas em que os jogadores se encontram, embora diferentes, são um aviso de problemas futuros.

Osvaldo é um jogador que teve problemas por todos os clubes que passou, sendo conhecidas algumas histórias de agressões a colegas de equipa. Sendo neste momento um jogador livre de assinar porque quiser, decidiu assinar por um clube-empresa uruguaio de segunda linha para poupar uns trocos em impostos quando assinar pelo clube que irá efectivamente representar em 2015/2016. Tendo em conta a bagagem que trás, até que ponto não seria prudente o FC Porto afastar-se do negócio?

Lucas Lima é um caso diferente: 80% do passe pertence à Doyen e talvez seja maior o interesse deste fundo em colocar o jogador no FC Porto do que a vontade dos dragões em contar com ele. Apesar de tudo foi feita uma proposta ao Santos e ao jogador, sendo que o este último não se coibiu de vir a publico classificar a proposta portista como muito má. Apesar disso, o FC Porto parece continuar interessado. O interesse no jogador é real ou é preciso pagar no imediato um favor à Doyen?

O que está em causa não é a qualidade dos jogadores, mas sim as atitudes gananciosas que ambos estão a revelar e os contornos absurdos que os negócios estão a assumir. O FC Porto tem de saber defender os interesses próprios e definir previamente uma linha até onde ir. Permitir todo o tipo de exigências a jogadores e clubes/fundos que detêm os passes é um péssimo caminho a seguir. Osvaldo e Lucas Lima são apenas dois jogadores em milhares com qualidade para jogar ao mais alto nível, por isso não há justificação para que o clube ceda aos caprichos de quem quer que seja.