22 de fevereiro de 2016

Comparações absurdas

Antes de avançar para o assunto que me levou a escrever este texto gostaria de fazer uma pergunta: os ex-árbitros do Tribunal O Jogo estão ali para analisar os lances em que enquadramento? Dentro das leis de jogo em vigor à data dos acontecimentos ou dentro do que cada um deles acha que deviam ser essas mesmas leis? Ou estão simplesmente a puxar o máximo possível a brasa à respectiva sardinha?

O Tribunal O Jogo já é um "amor" antigo deste blog e, a julgar pela mais recente amostra, parece que continuará a sê-lo por bastante tempo. Isto porque José Leirós, Pedro Henriques e Jorge Coroado continuam a ver o que querem em cada lance. Vejamos:



Até aqui tudo bem, não havia muito por onde fugir de tão óbvia que foi a simulação de Jonas. "E agora? Isto de admitir que o Benfica foi ajudado não está com nada, vamos ter de fazer alguma coisa", terão dito entre eles.



"Já sei!" - terá exclamado um deles - "fazemos de conta que os jogadores só têm uma perna e ignoramos a rasteira que o defesa do Moreirense faz ao pé esquerdo Maxi também ele com o pé esquerdo" - acrescentou. E assim foi. Ignorando por completo o facto de André Micael ter derrubado o defesa do Porto para poder cortar a bola, fazem de conta que Maxi já ia em desequilíbrio.

O rigor destes três mosqueteiros é uma coisa fora do normal:


Quem viu o jogo Paços de Ferreira - Benfica com certeza se lembra deste lance onde Bruno Moreira faz uma simulação quase tão boa como a de Jonas. Só não foi do mesmo nível porque nesta o árbitro não marcou falta mas sim simulação. É fácil de ver que o atacante pacense desviou a bola e se atirou para o chão quando Samaris se aproximou e que Jorge Ferreira esteve bem ao assinalar a simulação. No entanto, José Leirós e Jorge Coroado, ao contrário da jogada de Maxi, conseguem ver ali uma falta qualquer e Pedro Henriques, talvez amedrontado pela ideia de ter de escrever em dois lances do mesmo jogo que houve beneficio para o Benfica, até inventa que Samaris joga primeiro a bola.

E é com isto que nós temos de levar todas as semanas. Com analistas que acham que seria cruel marcar uma penálti contra o Sporting num dos lances mais óbvios da época e que negam mesmo a existência de falta; que analisam as jogadas FC Porto à lupa mas ignoram lances idênticos nas equipas adversárias; que transformam grandes penalidades em simulações e vice-versa; que mudam de critério como quem muda de roupa; que desconhecem ou fazem de conta que desconhecem algumas regras do futebol; ou um caso em particular de aversão ao azul e branco que até levou a ver o Falcao em fora-de-jogo na final da Liga Europa, não é Jorge Coroado?

Diz-se que não é fácil ser árbitro em Portugal. Eu digo o oposto. Basta tomar decisões que de uma maneira ou outra prejudiquem o FC Porto para se ir longe. E o mesmo serve para os analistas nos vários meios de comunicação.