17 de fevereiro de 2016

Trazer a eliminatória viva

Depois de um Gent - Wolfsburg, digno de uma pé-eliminatória da Liga Europa, a contar para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, eis que nos espera um Dortmund - FC Porto, um jogo de Champions a ser disputado a uma quinta-feira às 18 horas. É evidente que o FC Porto não poderia ter tido pior sorte no sorteio. Não só pelo valor do adversário ou pelo fantástico apoio que este tem por parte das bancadas quando joga em casa, mas também pelos problemas que José Peseiro enfrenta para formar a equipa.

Danilo e Maxi castigados, Maicon emprestado por problemas disciplinares, Chidozie não foi inscrito e Marcano está em dúvida. Caso o espanhol não recupere, será a estreia de Verdasca com a camisola da equipa principal do FC Porto, cenário que nem o próprio imaginaria há algumas semanas atrás. Mas nem tudo são más notícias. A vitória na Luz além da motivação que possa ter trazido, serviu de teste para este jogo frente ao alemães, uma vez que ambos - Benfica e Dortmund - partilham o facto de serem fortes no ataque e fracos na defesa. Cabe a jogadores e treinador dos azuis-e-brancos usar a experiência acumulada a jogar em ambiente hostil para controlar os nervos e não quebrar à primeira contrariedade.

A teoria é muito simples: o FC Porto, ao contrário do jogo na passada sexta-feira, não tem a menor obrigação de vencer. Neste caso, a pressão está toda do lado alemão que joga frente aos próprios adeptos contra um adversário desfalcado. Os portistas não precisam de fazer um resultado brilhante, basta ter a maturidade e calma suficientes para trazer um resultado que lhes permita vencer a eliminatória na segunda mão. Aí sim, num Dragão vestido de gala e com a equipa já próximo da máxima força, se poderá exigir a vitória (se necessária) e o passaporte para os oitavo-de-final. Neste momento só peço que a equipa se una e traga a eliminatória viva da Alemanha.