1 de fevereiro de 2017

O Dragão é nosso!

20 de novembro de 2016

Exclusivo Portistas Anónimos - Guia prático para tirar pontos ao FC Porto


O Portistas Anónimos teve acesso àquilo que se pode considerar como sendo um guia para impedir o FC Porto de vencer jogos e que vai sendo distribuído pelos vários adversários que os azuis e brancos enfrentam. A ver abaixo:

"Sendo o Futebol Clube do Porto (FCP de agora em diante) um alvo a abater, é importante que aquele que tente levar essa tarefa avante tenha em atenção os seguintes pontos:

1) Confia na equipa de arbitragem. Sê cordial com os árbitros e seus auxiliares, eles estão ali para te facilitar a vida sempre que necessário.

2) Nunca jogues o jogo pelo jogo. Tentar jogar contra o FCP olhos nos olhos não está ao alcance de qualquer um. Fecha-te no próprio meio-campo, ou na própria área se necessário, e contenta-te com o pontinho. Quem sabe se um lance fortuito não te dá algo mais.

3) Mantém-te no jogo. Caso o FCP se coloque em vantagem no marcador mantém a calma. Ir em busca do empate de forma desesperada pode resultar num segundo golo portista. Com a desvantagem mínima tudo é possível, mais do que isso pode significar que a equipa de arbitragem dê o jogo por perdido e se desinteresse de te auxiliar.

4) Perde tempo. 90 minutos são uma eternidade. Sempre que possível demora a repor a bola em jogo ou pede a entrada da equipa médica. Se fores substituído, sai o mais lentamente que te for possível. O árbitro encarregar-se-á de te proteger e de garantir que esse tempo não será restituído sob a forma de tempo de compensação.

5) Recorre à falta. Nem sempre é possível parar os jogadores do FCP de forma legal. Assim sendo, é importante que adoptes um comportamento antidesportivo sempre que necessário de forma a que a tua baliza fique fora de perigo. A equipa de arbitragem fará vista grossa à grande maioria destas infracções.

6) Usa os braços. Agarra e empurra os jogadores do FCP sempre que houver necessidade disso. Cortar a bola com a mão também é aceitável em qualquer parte do campo. Uma vez mais terás de confiar que a equipa de arbitragem estará ali para te proteger.

7) Corre como nunca. Usa aquela energia extra que poupaste em certos jogos sempre que defrontares o FCP. Por vezes, um esforço extra pode transformar uma derrota num empate ou um empate numa vitória.

8) Sê prestável para a comunicação social. Tal como tu, a generalidade dos media quer o FCP derrotado. Assim sendo, é natural que fiquem frustrados caso falhes esse objectivo e descarrem um pouco em ti ou nos teus companheiros. Tenta entender o lado deles e lembra-te: da próxima vez, caso corra melhor, serás elevado a herói pelos mesmos que agora te pisam!"

29 de outubro de 2016

Encomendado!


O FC Porto não podia ganhar em Setúbal. Não podia, ponto final. João Pinheiro fez uma arbitragem vergonhosa, ainda mais vergonhosa que a actuação da equipa portista. O Benfica não podia ir pressionado para o clássico da próxima semana e, com este servicinho, o pior que lhes pode acontecer é sair do Dragão com a liderança segura por apenas dois pontos de vantagem sobre o FC Porto. Neste momento não consigo fazer uma análise racional à forma como os comandados de Nuno jogaram nem sobre as opções que este tomou, mas tenho a convicção plena que só jogando mesmo muito excepcionalmente seria possível ultrapassar a coligação Setúbal-João Pinheiro. O penálti não marcado sobre Otávio foi só a cereja no topo do bolo, para trás ficaram decisões de alguém que parecia estar a querer gozar com a cara de todos os portistas, especialmente com a coragem que teve de não dar um segundo de descontos que fosse na primeira parte e na segunda ter-se ficado pelos quatro. Mensagem para a SAD e para o treinador: não se queixem, continuem calados. Está tudo bem e o FC Porto não tem sido sistematicamente prejudicado.

Nota - Caso não tenha ficado claro, quero esclarecer que na mensagem que deixei estava a ser irónico. Sinto-me na obrigação de dizer isto porque as pessoas visadas parecem andar com dificuldades em entender o que é óbvio.

23 de outubro de 2016

Baías e Baronis - FC Porto 3 vs Arouca 0


Se não sabe onde encontrar a versão original desta rubrica então é bem provável que tenha aterrado na Bluegosfera de pára-quedas neste preciso momento. Seja bem-vindo! Hoje, excepcionalmente, só porque fiquei de bom humor com a vitória por 3-0 sobre o Arouca que começou logo após um empate do Sporting em Alvalade, vou copiar de forma descarada o Porta 19. Vamos a notas:




(+) A linha defensiva e Danilo. Se não viu Casillas durante o jogo todo a culpa deve ser atribuída quase de forma exclusiva a estes cinco artistas. Rijos e inteligentes como deviam ser todos os jogadores do FC Porto, travaram bem cedo qualquer iniciativa atacante que o Arouca ambicionasse ter.

(+) Diogo Jota: avançado, extremo e construtor de jogo. Se Nuno pretende manter o 4-4-2 como modelo principal então este rapaz não pode sair da equipa. Pelo menos enquanto não aparecer outro com esta capacidade de movimentação. Recuou para começar jogadas; deu largura ao flanco esquerdo que, até entrar Brahimi e ao contrário do direito, não tinha nada que se assemelhasse com um extremo; auxiliou André Silva no centro do ataque; assistiu. No fundo só faltou mesmo marcar para que se possa dizer que fez tudo.

(+) André Silva, o ponta-de-lança. Marcou dois, podiam ter sido mais. Mas há um dado que ninguém pode negar: qualquer um dos golos que assinou foram daqueles que na gíria de tratam como sendo À ponta-de-lança. No primeiro teve toda a calma do mundo, no segundo a pujança que se exige naquele tipo de situações. Enquanto as más-línguas dizem que precisa falhar nove para marcar um, André Silva soma já sete golos em oito jogos e está no topo da lista dos marcadores empatado com... Marega.

(+) A entrada de Brahimi. Pelo segundo jogo consecutivo o argelino saiu do banco para agitar o jogo da equipa. Deu largura ao flanco esquerdo como Óliver nunca conseguiu e procurou de forma incessante o golo durante os cerca de trinta minutos que esteve em jogo. Felizmente viu essa vontade ser satisfeita em cima do apito final e aproveitou os festejo para mandar para o caralhinho de forma figurada mas muito pouco subtil os milhares que o assobiavam por tentar levar a bola para a frente quando tinham passado a hora de jogo anterior a fazer o mesmo porque ninguém o tentava. Delicioso.



(-) Herrera. Não digo que seja suficiente para vencer o Dragão de Ouro para melhor treinador mas colocar Herrera a fazer de Óliver que por sua vez foi tentar fazer de Otávio deveria valer a Nuno uma menção honrosa durante a entrega do prémio. Quanto à exibição do mexicano, mais do mesmo. Começou um pouco perdido no meio, passou para a direita com as entradas de Rúben e Brahimi e continuou um pouco perdido e acabou o jogo perdido entre o flanco esquerdo e o centro. No fundo é essa a palavra que define Herrera nos últimos três anos: perdido.

(-) Casillas. Esqueceu-se de levar guarda-chuva para um jogo em que não teve trabalho absolutamente nenhum e logo numa noite onde a chuva se fazia notar. Inadmissível num guarda-redes com esta experiência. Veremos se este descuido não lhe trará problemas de saúde nos próximos dias.



Jogo de sentido único e com uma exibição agradável que vale o primeiro lugar à condição. Segue-se agora o Vitória de Setúbal.

18 de outubro de 2016

Jogo perigoso


Sei que o título é ambíguo, que muitos vão pensar que me refiro à infracção clara que o árbitro italiano deixou passar e que deu o 1-0 ao Club Brugge, ou que se trata de uma alusão à forma consistente com que a SAD nos brinda com prejuízos avultados no final de cada exercício, ou até, quem sabe, do fantasma que voava sobre as cabeças dos portistas no intervalo do jogo de hoje e que ameaçava com um cenário de um ponto apenas ao fim de três jornadas de Liga dos Campeões. E embora fosse possível qualificar qualquer um destes cenários como "jogo perigoso", nenhuma das resposta é a correcta.

Lembra-se de se queixar - e de certeza que já o fez - que o FC Porto oferecia demasiadas vezes 45 minutos ao adversário? Esqueça isso, agora são 60. O que não aparenta ser uma melhoria, diga-se. Foram dois terços do jogo à espera de uma jogada com pés e cabeça que só chegou com a entrada de Corona e Brahimi e a consequente alteração táctica. Diogo Jota e Herrera não estavam bem na partida e foram substituídos em momento oportuno, assim como igualmente assertivo foi deixar cair o 4-4-2 e apostar no 4-3-3 nesse preciso momento.

Isto está longe de ser uma crítica a Nuno Espírito Santo. Aliás, até é o contrario. É bom que o treinador dos dragões tenha uma ideia e se apresente numa fase inicial com ela - que nos últimos tempos tem sido o tal 4-4-2 -, mas melhor ainda é que tenha a humildade de admitir durante os 90 minutos que se calhar existe outra forma de abordar o problema e decida abdicar da ideia inicial em favor de uma outra que aparenta ser melhor. Se a equipa perdia por 1-0 e sentia dificuldades em criar perigo graças ao sistema escolhido pelo Nuno, também é verdade que foi da mesma pessoa a decisão de alterar o modelo e lançar o 4-3-3 para a última meia-hora permitindo assim a reviravolta. O talento dos jogadores fez o resto.

Um cenário que chegou a ser negro é agora mais azul graças a um passo enorme dado na Bélgica com a vitória por 1-2 que esteve quase a tornar-se uma miragem. O apuramento para a fase a eliminar está nas mãos do FC Porto que depende apenas de si para o conseguir. Segue-se agora o Arouca, no próximo sábado, a contar para o campeonato.

5 de outubro de 2016

Ter razão não chega


Fernando Saul, responsável pela ligação entre o clube e os adeptos, recorreu à página pessoal de facebook para criticar de forma aberta o Sporting pelos preços exigidos aos sportinguistas para assistirem ao vivo aos jogos contra Real Madrid e Borussia Dortmund. Eis o texto na integra:
«Nós adeptos dos grandes que tanto e bem criticámos os preços exorbitantes muitas vezes praticados contra os nossos clubes nos jogos fora, depois assistir a isto acho ridículo e inacreditável.Obviamente na casa deles mandam eles mas isto é síndrome de clube pequeno.Como gosto de futebol e tenho algumas responsabilidades acho que isto não devia existir!É apenas a opinião de alguém que gosta de futebol e que acha que o futebol sem adeptos morre e isto até pode resultar um dia e dar uma grande receita mas no futuro mata o futebol num país pequeno como o nosso onde as pessoas infelizmente fazem muitos sacrifícios para apoiarem os clubes que amam!»
A opinião deste dirigente portista fez-se acompanhar por uma imagem onde era possível ver que o rival lisboeta está a cobrar pelo bilhete mais barato para público €50 para o jogo frente aos alemães e €60 para a partida diante dos espanhóis.

A não ser ter-se tratado de um recado/desabafo para dentro - que sendo o caso não tem razão de existir porque quem o deu tem toda a facilidade em dá-lo directamente a quem decide estas coisas -, Fernando Saul perdeu mais uma enorme oportunidade de estar calado. Tendo em conta o cargo que ocupa, seria de esperar que o autor desta crítica tivesse consciente que o FC Porto na época passada exigiu também €50 como preço mínimo a qualquer simples adepto que quisesse assistir no Dragão ao jogo frente ao Dortmund mas a contar para a Liga Europa e que, já este ano, o preço mínimo exigido a quem não pode ser sócio do clube para o bilhete do FC Porto - AS Roma era de €40.

Se o objectivo era atingir o Sporting lamento dizer mas o tiro saiu para o próprio pé. Se o recado era para dentro - o que, repito, duvido muito porque infelizmente quem está no FC Porto é pago para pouco mais que dizer que sim a tudo, comer e calar - espero que os recados deixem de ser mandados pelas redes sociais. Que se deixe isso para os blogs, assim até se ganha um novo alvo para criticar quando as coisas derem para torto: aqueles que se atrevem a criticar.

Votando ao título: ter razão não chega, é preciso dar o exemplo e fazer melhor.

28 de setembro de 2016

Pequenos grandes jogadores


Quem vê o FC Porto pela primeira vez não tem como reparar em dois jogadores: Óliver e Otávio. Quem acompanha os dragões semana após semana não tem como fugir à pergunta: estes dois treinam com os outros ou à parte? Seja qual for a resposta é inegável para todos que a bola é tratada de forma diferente, para melhor, quando chega aos pés de um deles.

Com os azuis e brancos a atravessar um período confuso e de falta de identidade é importante que Nuno comece a construir a equipa em torno deles, que além de terem a qualidade necessária para assumir o jogo têm também a coragem para o fazer. Um meio-campo com Otávio, Óliver e Danilo é mais do que suficiente para 95% dos jogos que o FC Porto tem de disputar e é nesses jogos que se ganham os campeonatos, não nos outros 5%.

Com a defesa já consolidada importa afinar o ataque o mais rápido possível e ao escrever isto imediatamente pensei em mais dois nomes: Corona e Brahimi. André Silva parece estar a perder parte do fulgor com que começou a temporada, mas a verdade é que não tem sido muito bem acompanhado ou servido.

Há quem pense que seria suicídio jogar com tantos jogadores de ataque (André Silva, Corona, Brahimi, Óliver e Otávio) em simultâneo, mas tudo depende do espírito competitivo imposto não só pelo treinador mas também pelos próprios. É preciso correr mais, fazer aquele esforço extra para chegar primeiro à bola ou para que esta não saia, ter mais vontade de vencer que o adversário. André Silva, Óliver e Otávio jogam assim, pode ser que com o tempo contagiem os companheiros.

27 de setembro de 2016

A importância de sofrer cedo


Tenho Nuno como sendo uma pessoa inteligente. E como pessoa inteligente que é, estou certo que já percebeu que esta equipa tem potencial. Prova disso mesma é a forma como acabou o jogo de hoje a sufocar por completo o campeão inglês. A minha primeira pergunta é esta: qual é o motivo para não se ter visto essa vontade mais cedo ou em alguns momentos de outros jogos?

O resultado. Penso que é essa a resposta correcta. Foi hoje contra o Leicester, foi em Alvalade, foi no Dragão frente ao Boavista, foi em Vila do Conde, a visita a Roma não foi excepção e muito menos a recepção ao Copenhaga. A única equipa que não ameaçou minimamente os azuis e brancos foi o Estoril porque teve a infelicidade de sofrer o golo tarde. O FC Porto de Nuno Espírito Santo é competente quando precisa de marcar golos mas é medíocre quando decide que tem de defender o resultado.

Neste momento o maior adversário dos Dragões é a mentalidade com que abordam os jogos. O jogo não começa apenas quando o adversário marca nem termina quando é o FC Porto a colocar-se em vantagem. Isto é algo que todos, jogadores e treinador, deviam escrever mil vezes num caderno para trabalho de casa. Mais importante que discutir opções duvidosas por parte de Nuno é que ele perceba que enquanto não jogar para ganhar, do primeiro ao último minuto ininterruptamente, não o vai fazer tantas vezes como queria e precisa. Bem pode trocar de sistema táctico e/ou meia equipa de um jogo para o outro que de pouco ou nada valerá.

Quando esta questão estiver esclarecida, aí discutiremos quais os motivos para que jogadores como Brahimi e Adrián vão alternando entre a titularidade e a bancada ou a teoria para que Diogo Jota seja lançado num jogo da Champions quando a equipa gritava "Depoitre" para quem estava a ver o jogo.

19 de setembro de 2016

A pré-época mais longa da História no clube mais confuso da actualidade


André Silva, Corona, 4-3-3, Adrián dispensado, André André, Danilo, Herrera, 4-2-3-1, Adrián titular na pré-eliminatória da Champions, Brahimi dispensado, Óliver, Depoitre, Marcano, 4-4-2, Boly, Brahimi titular... Percebeu alguma coisa? Eu não. Ninguém percebeu, principalmente os jogadores, e é aí que está um dos problemas do FC Porto. Seria de esperar que as coisas estivessem mais que consolidadas após uma pré-temporada iniciada ainda o mês de Abril era uma criança. Mas não, já na segunda metade de Setembro temos ainda um treinador a testar tácticas e jogadores. Que sentido faz isto?

Um dos problemas apontados a Lopetegui era o da rotatividade excessiva. O que faz a primeira verdadeira aposta de Pinto da Costa - com todo o respeito para Peseiro - para esquecer o técnico espanhol? Exactamente a mesma coisa e com os mesmos resultados. Não se diz por aí que loucura é repetir os mesmos erros e esperar resultados diferentes?

E o mesmo serve para toda a gente ligada ao clube. Não é só quando não se vence que se apontas as arbitragens habilidosas. As queixas no final dos jogos em Alvalade e Tondela deveriam ter-se ouvido também no final dos jogos no Dragão frente a Estoril e Vitória de Guimarães e na deslocação a Vila do Conde. Não são os três pontos que eliminam os penáltis por assinalar, os golos mal anulados, os fora-de-jogo mal assinalados, as faltas duras que os adversários se dão ao luxo de repetir sem que vejam qualquer cartão e por aí fora. O FC Porto não pode aceitar que os seus jogadores sejam sancionados à primeira oportunidade quando passam os jogos a serem vítimas de faltas piores que escapam com um aviso e quando os rivais Benfica e Sporting têm a liberdade de fazerem em campo quase tudo o que lhes apetece.

Não é agora que chegou a hora de acordar. Esta merda já dura há três épocas e vai a caminho da quarta sem que ninguém faça nada para o impedir. Acordem!

17 de setembro de 2016

Uma atitude louvável


Fazer primeiro, falar depois. Não há coisa que cai pior no universo portista do que quando as acções não batem certo com as palavras, sejam elas de dirigentes, treinadores ou jogadores. Por isso mesmo é que fiquei especialmente agradado por ver a forma empenhada como Brahimi entrou em campo frente ao Copenhaga, mostrando vontade de lutar pela vitória nesse jogo e também por uma lugar numa equipa onde esteve todo o mercado de transferências com um pé fora. No fim do jogos as primeiras declarações da época: "estou no FC Porto a 200%".

Recorde-se que o internacional argelino foi dado como de saída do clube após a chegada de Nuno Espírito Santo. Os motivos eram simples: a atitude demonstrada pelo jogador nem sempre foi a melhor mas a qualidade estava lá, tornando-o numa boa oportunidade de uma SAD a precisar desesperadamente de dinheiro receber algum. O negócio não se realizou e o treinador ficou com um problema em mãos.

Nuno e Brahimi decidiram deixar o passado onde ele pertence e fizeram um pacto que caso seja cumprido todas as partes sairão a ganhar, em especial o FC Porto. O primeiro passo foi dado pelo treinador ao lançar o talento argelino para um jogo de grande importância, o camisola 8 fez o resto ao entrar em campo com uma atitude que há muito não se via nele e com vontade de ajudar os companheiros.

Se as coisas continuarem nestes termos Brahimi ganhará com naturalidade um lugar na equipa que procura desesperadamente alguém com capacidade de fazer sistematicamente a diferença no último terço. Teoricamente trata-se de um casamento perfeito e faço figas para que seja para durar.

15 de setembro de 2016

Carácter e qualidade

Escrevi a propósito das declarações de Aboubakar que muito do mal do FC Porto se deve a jogadores com falta de carácter. No entanto esse não é o único problema, por vezes é mesmo a falta de qualidade que salta à vista. Herrera não podia ser um exemplo mais flagrante.

O internacional mexicano é um dos habituais capitães, por isso quanto ao carácter estamos conversados. O problema reside única e exclusivamente na vertente futebolistica. Este já é a quarta temporada de Dragão ao peito mas as dificuldades apresentadas por Herrera são as mesmas desde o primeiro dia: falta qualidade técnica e rigor táctico e agressividade no momento defensivo. Se pelo menos as virtudes fossem suficientes para disfarçar as lacunas ainda dava para entender o facto de o camisola 16 ter tantos minutos jogados, mas nem isso.

Nuno Espírito Santo tem nove (!) médios no plantel, não consigo perceber nem aceitar por que motivo joga aquele que, na minha opinião, é o pior deles todos. O FC Porto não pode escolher entre o carácter e a qualidade, para jogar neste clube os jogadores têm de ter ambas as coisas ou então procurar outro lugar para seguir a carreira. Vejo um potencial enorme nesta equipa, por isso mesmo espero que não seja preciso Herrera lesionar-se, como aconteceu com Maxi, para que possa jogar outro jogador que dê mais garantias. Estou farto de ver titularidades por decreto no meu clube.

13 de setembro de 2016

Honestamente, fazes cá tanta falta como um violino num enterro


Aboubakar é um daqueles jogadores que não deixará saudades aos portistas. Dentro de campo nunca conseguiu mostrar nada que justificasse o valor que o clube pagou por ele e fora do recinto de jogo acabou por colocar uma pedra sobre quaisquer dúvidas que restassem ao afirmar que não quer voltar ao FC Porto.

O avançado camaronês é apenas um dos muitos jogadores que chegou à Invicta já com os olhos postos em outros campeonatos e que, paradigmaticamente, nunca mostrou vontade de ajudar o FC Porto a vencer. Infelizmente foram precisas três épocas para que os responsáveis azuis e brancos percebessem que não é com este tipo de gente, que só olha para o próprio umbigo, que se forma uma equipa vencedora e capaz de dignificar e lutar pelo emblema que trazem ao peito. E foi sob a bandeira de devolver o FC Porto às raízes que Nuno Espírito Santo assumiu o cargo de treinador.

Embora a época ainda vá curta, já é possível ver uma atitude diferente na equipa. Os jogadores entram em campo para vencer ou pelo menos para lutarem até ao fim para o fazer, algo que não se via num passado recente. Isso só é possível graças à saída do grupo de trabalho de alguns dos Aboubakares que nele gravitavam, o que por si só já faz o trabalho de Nuno Espírito Santo merecer avaliação positiva.

Quanto ao jogador em questão, espero que tenha uma longa carreira bem longe do Dragão.

12 de setembro de 2016

Titular indiscutível


Se olharmos para a temporada 2015/2016 é difícil destacar jogadores do FC Porto que tenham estado a um nível aceitável para um clube que aspira vencer títulos mas, sem ter de pensar muito, há dois nomes que merecem destaque: Danilo e Layún. E se o português começou a nova época como titular, o mexicano foi aproveitando minutos aqui e ali, o castigo de Alex Telles e mais recentemente a lesão de Maxi para mostrar que quer um lugar na equipa. E para mim não há dúvidas: o FC Porto beneficia com a titularidade de Layún e Nuno Espírito Santo tem nele um dos que merece o rótulo de titular absoluto.

Se há um ano atrás manifestei o meu desagrado com a contratação de Maxi Pereira - que entretanto pouco acrescentou ao clube a não ser a entrega que lhe é reconhecida mas já sem a protecção dos árbitros -, este ano fui apanhado de surpresa com a contratação de Alex Telles. Aqui não está em causa a qualidade do jogador, pois sabia de antemão que se tratava de uma mais-valia, mas sim o investimento que a SAD optou por fazer numa posição que aparentemente estava fechada com a aquisição definitiva de Layún e a promessa de Pinto da Costa em levar Rafa a fazer a pré-época. Com a inclusão de Varela no lote dos laterais começaram a haver opções em demasia e Nuno seguiu o caminho mais fácil: dispensar os jovens Víctor García e Rafa.

Se Varela se torna cada vez mais uma sombra daquilo que foi a cada dia que passa, correndo mesmo o risco de se tornar num peso morto para o clube, Layún não se deixou abater quando viu que a titularidade nas laterais defensivas foi entregue a Maxi e Alex. Muito pelo contrário! O mexicano arregaçou as mangas e começou a lutar com as mesmas armas que têm valido um lugar na equipa ao uruguaio ex-Benfica: atitude competitiva e vontade de dar tudo em campo. Se juntarmos isto à qualidade ofensiva que dá ao jogo da equipa e a capacidade de transformar lances de bola parada em jogadas de golo eminente nas balizas adversárias está explicado o porquê de Nuno Espírito Santo ter de manter o lateral mexicano na equipa.

Com Alex Telles intocável na esquerda, restam duas opções ao treinador portista: manter Layún na lateral direita - deixando Maxi de fora expondo assim ainda mais o mau investimento feito pelo clube - ou adiantar o mexicano no terreno, o que olhando aos sinais dados na pré-época e a este novo 4-4-2 não seria surpreendente. Certo é que o empenho/qualidade de Layún aliada á chegada de Óliver foi o suficiente para ameaçar a titularidade a Maxi, Herrera, Corona e André André e ainda dificultar o regresso de Brahimi. Que Nuno saiba escolher o que é melhor para a equipa.

5 de junho de 2016

"Não vamos deixar de ter a melhor equipa para ter a melhor formação"

Tal como o próprio FC Porto, o Portistas Anónimos vive um período de hibernação, estando num estado de serviços mínimos. Apesar disso, há sempre espaço para partilhar uma ou outra ideia que, à primeira vista, mereça interromper este período de silêncio.

Neste caso iremos para recuar a 21 de Outubro de 2013, quando Antero Henrique em entrevista ao jornal O Jogo disse, entre outras coisas, "não vamos deixar de ter a melhor equipa para ter a melhor formação". Desde esse dia até ao presente o FC Porto venceu três competições minimamente relevantes em futebol: o campeonato nacional de sub-19 por duas vezes e a II Liga por uma. Enquanto isso, a equipa principal continua em branco. Era interessante que alguém conseguisse explicar o que aconteceu entretanto para que em pouco tempo acontecesse precisamente o oposto do que foi prometido.

A expressão "pela boca morre o peixe" foi, durante alguns minutos, uma forte possibilidade para dar título a este texto.

26 de maio de 2016

SoccerStars FC Porto edition - Últimos dias para votar!

Desde o anúncio de Pinto da Costa sobre o fim antecipado para a época 2015/2016 que decidimos, aqui no Portistas Anónimos, começar a pensar no que 2016/2017 poderá trazer. Foi nesse sentido que fomos lançando vários vídeos no Youtube para que os nossos leitores fossem escolhendo os jogadores que gostariam de ver no plantel que terá a missão de colocar o FC Porto de novo no topo. As votações terminam já neste domingo (29/05/2016), por isso se não votou ainda vai a tempo de o fazer.

19 de abril de 2016

SoccerStars FC Porto edition


Após a derrota com o Tondela, Pinto da Costa concedeu uma entrevista ao Porto Canal onde, entre outras coisas, deu por encerrada a actual temporada e anunciou que os restantes jogos serviriam como teste ao carácter de todos os jogadores, como uma espécie de filtro para o que será o FC Porto 2016/2017.

Assim sendo, decidi criar uma votação que decorrerá na página Youtube do Portistas Anónimos e que tem como único objectivo ver que jogadores os portistas gostariam de ver no próximo plantel. A votos irão apenas jogadores actualmente vinculados ao clube, estejam eles emprestados, na equipa B ou na formação principal. Caso um jogador for votado para mais que uma posição, aquela que receber mais votos será na qual ficará no plantel virtual.

Será lançado um vídeo para cada posição, para votar só terá de ficar atento às diversas contas nas redes sociais do blog pois será esse o meio de divulgação de cada novo vídeo.

Se tem conta Google - se tem um telemóvel com sistema Android já a tem, por exemplo - subscreva o canal para ser notificado a cada novo upload. Se não tem, fique atento ao nosso twitter, facebook ou Google+ pois será anunciado em cada um destes locais a existência de nova votação.

Os vídeos serão colocados online nos próximos dias e as votações ficarão abertas até ao sábado seguinte à final da Taça de Portugal. Após essa data serão anunciados os resultados.

18 de abril de 2016

Visão 1620 - Sócios e adeptos

Com três épocas de maus resultados é natural que muitos adeptos andem de costas voltadas com o clube. É assim em todos os clubes quando se passa de vencedor frequente a perdedor crónico. Mas o facto de o FC Porto tratar os sócios e adeptos como clientes não ajuda nada nestes momentos.

Dito isto, gostaria de propor uma série de medidas que têm em vista reaproximar os adeptos do clube, fazendo ou refazendo deles parte de um clube que amam e não clientes de uma SAD que serve futebol como prato principal.

Tem sido recorrente na televisão uma publicidade onde o Sporting tenta convencer ex-sócios a voltarem a sê-lo. E não se limitam a dizer "hey, precisamos do teu dinheiro", em vez disso apresentam vários cenários que vão desde a possibilidade de pagar as quotas em dívida de forma faseada, o perdão de metade da dívida e até o congelamento da mesma até que o sócio em questão tenha possibilidade de a pagar. O que impede o FC Porto de fazer uma campanha semelhante?

Portugal atravessa momentos complicados e existem milhares de pessoas que não tiveram outra hipótese que não fosse deixar alguns luxos de lado para que o básico não faltasse. Quando isso acontece as idas a estádios de futebol aparece imediatamente nos primeiros lugares da lista das coisas dispensáveis. E aqui é que devia entrar a SAD em acção. De forma a manter os associados e também muitos detentores de lugares anuais, o clube tem de proteger aqueles que estiveram sempre ao lado do clube enquanto lhes foi financeiramente possível. Seria de bom tom o FC Porto atribuir descontos a essas pessoas, que poderiam ir dos 50% aos 100% mediante o número de anos de cada um como sócio/detentor de lugar anual, caso estes ficassem desempregados.

Além dos sócios, também as claques são importantes e devem ser apoiadas pelo clube. No entanto, tal não deve ser feito a todo o custo e prejudicando muitas vezes outros portistas. A SAD tem de parar de dar bilhetes às claques para estes serem vendidos livremente e sem qualquer controlo. Para isso há que tornar obrigatório o registo como sócio do FC Porto para poder pertencer a um claque do clube. As quotas pagas ao FC Porto até podiam incluir um desconto igual ao valor pago para ser associado da respectiva claque, mas os bilhetes dos Super Dragões e Colectivo passariam a ser adquiridos nas bilheteiras normais. Para ter o desconto de membro da claque bastaria apresentar o cartão de sócio da mesma. É assim tão complicado?

O clube dispõe de meios de comunicação com o exterior que há alguns anos atrás seriam impensáveis. Porto Canal, Revista Dragões, todas as redes sociais da moda, um website, uma newsletter e ainda a possibilidade de passar a mensagem através de qualquer canal de televisão, rádio ou jornal. Apesar disto tudo, os portistas continuam mal informados e o FC Porto mal defendido na praça publica. Que tal começar a aproveitar ao máximo estes meios?

Embora não pareça. o clube precisa tanto dos adeptos como os adeptos precisam do clube. E os portistas têm muito para dar ao FC Porto, basta para isso o FC Porto querer.

17 de abril de 2016

Visão 1620 - FC Porto Lab


O nome não prima pela originalidade e a proposta até já foi dada aqui, mas nunca é demais repetir: o FC Porto tem de rever e alargar os profissionais das mais diversas áreas ligadas à preparação, seja ela física ou psicológica, da equipa profissional de futebol de forma a não estar dependente da competência (ou falta dela) das diferentes equipas técnicas que forem contratadas.

Além dos habituais médicos, fisioterapeutas e enfermeiros e da adição de um director desportivo, seria um passo pioneiro a contratação de psicólogo(s), preparador(es) físicos, recuperador(es) físicos, nutricionista(s) e treinador(es) de guarda-redes para trabalharem de forma permanente e exclusiva para o clube.

Este departamento, contratado directamente pelo clube, teria como missão preparar o plantel física e psicologicamente, através de treinos individuais e colectivos, para todos os cenários possíveis, como uma espécie de apoio ao treinador e respectiva equipa técnica, deixando as estes apenas a tarefa de trabalhar a vertente táctica, garantindo assim uma equipa competitiva sob quaisquer circunstâncias.

Os profissionais mencionados teriam de ser cuidadosamente seleccionados e teriam ainda como responsabilidade extra o dever de estarem em formação constante, aprendendo e desenvolvendo novos métodos de treino, tendo em vista manterem-se na vanguarda da respectiva actividade profissional.

Os custos associados a este departamento, além de serem uma gota naquilo que é um orçamento de um clube do nível do FC Porto, seriam facilmente recuperados pelas performances da equipa e, talvez, pelo facto de deixar de ser preciso ter nos quatros aquele jogador extra como reserva caso haja uma crise de lesões.