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5 de junho de 2016

"Não vamos deixar de ter a melhor equipa para ter a melhor formação"

Tal como o próprio FC Porto, o Portistas Anónimos vive um período de hibernação, estando num estado de serviços mínimos. Apesar disso, há sempre espaço para partilhar uma ou outra ideia que, à primeira vista, mereça interromper este período de silêncio.

Neste caso iremos para recuar a 21 de Outubro de 2013, quando Antero Henrique em entrevista ao jornal O Jogo disse, entre outras coisas, "não vamos deixar de ter a melhor equipa para ter a melhor formação". Desde esse dia até ao presente o FC Porto venceu três competições minimamente relevantes em futebol: o campeonato nacional de sub-19 por duas vezes e a II Liga por uma. Enquanto isso, a equipa principal continua em branco. Era interessante que alguém conseguisse explicar o que aconteceu entretanto para que em pouco tempo acontecesse precisamente o oposto do que foi prometido.

A expressão "pela boca morre o peixe" foi, durante alguns minutos, uma forte possibilidade para dar título a este texto.

5 de maio de 2014

O portismo do comodismo

Parece que o meu último post causou algum celeuma em alguns locais. Desde posts dedicados ao meu portismo e com suposições sobre o meu carácter em determinados blogs, passando a ameaças por mensagem privada no facebook, até chegar aos insultos nos comentários aqui no Portistas Anónimos. Valeu de tudo um pouco. Assim sendo importa para mim esclarecer alguns pontos:

- Em momento algum apelei à violência. Afirmar que se devia ter pressionado a SAD a demitir um treinador incompetente não é o mesmo que afirmar que alguém devia ter partido tudo. Quem tira essas conclusões assim do nada só pode estar a agir de má-fé ou a tentar deturpar uma mensagem clara. Atitude que se espera de um qualquer diário desportivo lisboeta, não entre portistas.

- Não me identifico com actos de vandalismo e nunca apelarei aos mesmos. Simplesmente esperava mais de pessoas que, como foi tornado público, foram chamadas à conversa com Pinto da Costa, Paulo Fonseca e Antero Henrique e decidiram a partir daí tentar filtrar qualquer iniciativa de manifestação contra o rumo que a equipa seguia. Será que foi pelo medo de ficar sem apoios do clube como já aconteceu no passado?

- Em momento algum critiquei quem pertence às claques do FC Porto. Critico sim quem tem oportunidade de ser ouvido por quem toma as decisões e não faz valer a sua posição. Além disso, critico também que se tenha decidido humilhar a equipa numa altura em que já tudo estava perdido. O tempo útil de fazer exigências passou há muito, tudo o que se faça agora nesse sentido é apenas show-off.

- Que o clube é dirigido de dentro para fora e não em sentido contrário já toda a gente percebeu e ainda bem que assim o é. No entanto, a ausência total de oposição nunca foi e nunca será benéfica. Se quem toma as decisões achar que está tudo bem e que tudo lhe é desculpável, épocas como esta começarão a ser o normal em vez de ser a excepção. Sem oposição não há democracia e, como felizmente nas últimas décadas nem foi necessário pensar nisso, as pessoas têm tendência a esquecer que o FC Porto é dos associados e não da SAD. Muito menos de um ou outro em concreto.

- Pinto da Costa, por ter feito do FC Porto tudo aquilo que é hoje e por ter provado que percebe de futebol mais que ninguém, é a única pessoa na estrutura do clube que merece todo o crédito e todas as oportunidades para resolver os problemas que vão aparecendo. Todos os outros, por um ou outro motivo, são olhados de lado. E não é só por mim, é por muita gente.

Entre a exigência e a tacanhez


Ao longo desta época os grupos organizados de apoio ao FC Porto tiveram oportunidade de mostrar o que valiam mas guardaram para a penúltima jornada para o fazer. A conclusão que se pode tirar daqueles que tiveram oportunidade de pressionar a SAD para demitir um treinador incompetente e não o fizeram preferindo ameaçar e coagir outros a não o fazer, aqueles que esperaram que a equipa perdesse tudo o que havia para perder e para estar a jogar para nada e com metade da equipa - onde se incluíam dois jogadores da equipa B - que pouco teve de responsável nesta época desastrosa por tão pouco terem jogado, é que não valem nada. Zero.

Os membros da direcção dos SuperDragões portaram-se como verdadeiros cobardes durante toda esta época. Mostraram que não passam de uns vendidos e que é difícil morder a mão a quem lhes dá de comer. Autênticos abutres que vivem às custas do clube - seja directamente ou indirectamente, como por exemplo na venda paralela de bilhetes - e que foram nada mais que paus-mandados da SAD durante toda a temporada. O maior acto de cobardia, como já mencionei, foi mesmo no jogo de ontem em que decidiram humilhar uma equipa que já não tem força anímica para se levantar.

Outro exemplo do portismo remunerado é o (muito mais que um simples) speaker do Dragão. Quem o seguir pelo facebook já percebeu que é já habitual este vir com moralismos sobre o que é e não é ser um verdadeiro portista, sendo que para ele "só quem lá foi (ao Dragão)" é que sabe. É tão fácil falar quando se tem a barriga cheia, não é?

É claro para todos que o FC Porto tem fazer alguma coisa para mudar. A minha sugestão é que os adeptos deixem de dar poder a quem há muito deixou de ser independente. Deixemos de apoiar pseudo-lideres, deixemos de apoiar parasitas. O FC Porto precisa de união, mas neste momento também precisa de quem saiba dizer "basta!".

1 de maio de 2014

Fogo de artifício

O dia de hoje fica marcado pelo ataque que o FC Porto, através de um comunicado no site oficial, faz ao jornal O Jogo. É interessante que o termo "Judas" tenha sido o escolhido para o fazer, dando assim a entender que o FC Porto foi traído por um dos que lhe era mais próximo, neste caso o dito jornal.

   



Ainda não consegui perceber o que se encontra por trás disto, mas uma coisa é certa, a não haver interesse do FC Porto no Ghazal, a notícia devia ter sido desmentida no passado dia 12 de Abril, altura em que surgiu pela primeira vez. O comunicado hoje emitido é demasiado agressivo para o que foi escrito pelo diário desportivo e, olhando a um passado recente, é de espantar que a SAD se tenha dado ao trabalho de desmentir o interesse num jogador quando por exemplo não o fez quando A Bola no passado dia 29 de Abril fez referencia a uma possível saída de Antero Henrique da estrutura azul-e-branca.

Antes da noticia sair na bola já corria pela Internet o rumor de que o Vice-Presidente do FC Porto estaria em Manchester e que a viagem serviria para negociar a própria saída para outro clube. No dia seguinte, ou seja ontem, sai a conveniente noticia n'O Jogo de que o City estaria de volta às negociações por Fernando e Mangala. O FC Porto manteve-se em silêncio até hoje, altura em que se pronunciou e preferiu, uma vez mais, desviar as atenções para um assunto que pouco interessa.

Olhando a este esquema de desmentidos, parece-me justo assumir que se A Bola não foi desmentida e entretanto o O Jogo foi acusado de ser falso como Judas, é porque Antero Henrique está mesmo de saída e que, para já, não há negociações nenhumas tendo em vista as saídas de Fernando e Mangala para os ingleses. Até tudo estar esclarecido, continuará a campanha de contra-informação por parte do FC Porto.

Uma estupidez como outra qualquer

Esta foi a capa do jornal O Jogo dois dias após a eliminação do FC Porto na Liga Europa. A minha convicção é que tudo isto não passou de uma jogada para acalmar os portistas que, como não estão habituados, ao perder querem logo ver sangue. Desde os jogadores, passando pela equipa técnica, até chegar à direcção, pede-se a demissão de tudo e de todos, fazendo questão de em muitos casos esquecer um passado de vitórias que as pessoas em questão deram ao clube. Alguns parecem mesmo viver num mundo à parte, mundo esse onde tudo que ao FC Porto diz respeito é mau.

Como já tive oportunidade de escrever, não acredito que o plantel precise de uma renovação profunda. Se o clube não precisasse de dinheiro, o caminho seria contratar um médio e um ou dois extremos de qualidade indiscutível para entrarem directamente no onze e pelo menos um defesa lateral que rivalizasse com o Danilo e o Alex Sandro. O resto seria apenas vender ou emprestar aqueles que não se conseguiram afirmar e substitui-los por outros que tenham mostrado potencial. Claro que tudo isto pressupõe que na próxima época o treinador será alguém que sabe o que está a fazer. Mas o clube precisa de dinheiro, de muito dinheiro.

A parte da obrigação de vender até Junho é que se pode revelar uma estupidez de todo o tamanho. Com o Mundial a decorrer entre 12 de Junho e 13 de Julho e com jogadores como Jackson, Mangala, Fernando, Defour e Varela com grandes possibilidades de o disputar, será muito imprudente proceder à venda de qualquer um deles por valores que não se aproximem das cláusulas de rescisão sem lhes dar oportunidade de valorização nesta grande montra. Estou ciente que atrasar as vendas pode significar fechar o ano com prejuízo, mas pior que isso seria perder muitos milhões à custa de pensar apenas no presente e nunca no futuro.

30 de abril de 2014

Os autocarros

A maior forma de elogio que se pode dar a um adversário num jogo de futebol é optar por uma postura extremamente defensiva tendo em vista o empate a zero. Graças à época fantástica ao comando de André Villas-Boas, o FC Porto passou a ser bastante "elogiado" entre portas nas épocas seguintes, principalmente nos jogos no Dragão. Dos mais pequenos aos maiores, quase todos iam a jogo com o olho no contra-ataque, deixando a iniciativa de atacar aos portistas.

Nas duas épocas de Vítor Pereira a estratégia dos adversários passava por ver quem era a equipa que conseguia defender com mais homens dentro da própria área ou nas imediações. Raramente deixavam um jogador à frente da linha da bola e, regra geral, não se aventuravam mais do que três jogadores nas jogadas de contra-ataque. As dificuldades para chegar ao primeiro golo foram quase sempre muitas, muito porque em 2011/2012 faltou um ponta-de-lança e em 2012/2013 saiu o Hulk, que foi quase sempre o abre-latas de serviço. Ficou James com a responsabilidade de encontrar um buraco nas muralhas e, com menor ou maior dificuldade, foi conseguindo.

Não sei se por opção ou olhando à falta de jogadores explosivos, Vítor Pereira desenvolveu um sistema de jogo baseado na posse de bola e na segurança defensiva. Acredito que foi um pouco dos dois. O que é certo é que a maioria dos portistas não apreciava um modelo de jogo que fazia com que o FC Porto passasse 70% do tempo de jogo a passar a bola junto à grande-área do adversário, à espera da melhor oportunidade para chegar ao golo. O próprio admitiu que lhe faltavam desequilibradores ao jogo do FC Porto e que caso a mesma estrutura fosse mantida e os conseguisse contratar que chegaria a um patamar superior. Foi isto tudo isto o que o clube não fez.

No Verão de 2013 James e Moutinho foram vendidos e os desequilibradores não chegaram. Para piorar a situação, Paulo Fonseca foi escolhido para ser o novo treinador e logo decidiu rasgar com o passado recente. Talvez cego pelo terceiro lugar alcançado no Paços de Ferreira numa época em que os portistas se queixavam (de barriga cheia) do futebol que os Dragões praticavam, o recém-chegado decide deitar para trás um trabalho de três épocas - que começou com Villas-Boas e teve continuidade em Vítor Pereira - para implantar um modelo de jogo que se esperava ser de ataque vertiginoso e com um meio-campo formado por um 10 à antiga e dois médios mais defensivos. Não podia ter corrido pior.

A certa altura já toda a gente tinha percebido que o Fernando funcionava melhor sem ninguém ao lado e que havia jogadores que não estavam a render metade do que podiam render por causa do cansaço acumulado e por causa de uma táctica que não beneficiava um jogador que fosse. Paulo Fonseca saiu tarde demais e Luís Castro apanhou uma equipa completamente desfeita e, prestes a entrar na parte decisiva da temporada, sem qualquer fio de jogo.

Luís Castro até começou bem, mas acabou por não conseguir conquistar nada. Fracassou contra o Sevilha na Liga Europa e contra o Benfica em ambas as taças. Em todos os jogos o adversário teve um jogador a menos durante grande parte do jogo e mesmo assim conseguiram aguentar o ataque do FC Porto - é a tal história dos autocarros contra uma equipa sem desequilibradores...

Pelo meio disto tudo, Luís Castro descobriu que havia jogadores no plantel que já deviam ter muito mais tempo de jogo. Ghilas, Ricardo, Quintero e Reyes mostraram ser jogadores competentes e com qualidade para jogar no FC Porto. Se Paulo Fonseca tivesse arriscado neles mais cedo talvez jogadores como o Danilo, Alex Sandro, Varela ou Jackson não estivessem completamente exaustos no último terço do campeonato. Paulo Fonseca fez uma gestão à Jorge Jesus e o FC Porto acabou com uma época à Benfica.

É evidente que há lacunas a ser preenchidas para a época que aí vem, mas a mais importante é no lugar de treinador. De nada adianta ter bons jogadores se no comando estiver alguém com medo de apostar nos que jogam menos vezes e que a isso ainda junte a falta de noção do que se passa à sua volta. A culpa de uma época desastrosa não pode ser só de uma pessoa e é óbvio que o Paulo Fonseca não foi o culpado de tudo, mas é minha convicção que com um bom treinador no banco o FC Porto pelo menos tinha dado luta. Espero que a lição tenha sido aprendida.

27 de abril de 2014

Quem não arrisca não petisca

Por duas vezes a jogar contra apenas 10 jogadores do Benfica durante cerca de 60 minutos em ambas as ocasiões, o FC Porto conseguiu fazer a proeza de ser eliminado das duas taças. Salvo algumas excepções, houve uma falta de atitude vergonhosa por parte de todos (não só dos jogadores) e que em nada dignificam os jogadores individualmente ou ao FC Porto como equipa.

Se já toda a gente percebeu que o Benfica quando visita o Dragão fá-lo sempre com a intenção de jogar em contra-ataque, porque motivo o FC Porto não se tem preparado para esse facto? Era óbvio que a jogar com 10 essa situação seria mesmo a única hipótese para os encarnados. Em ambos os jogos, com a eliminatória empatada e a jogar 60 minutos em vantagem numérica, cabia ao FC Porto assumir o jogo e arriscar. As coisas não caem do céu! E se à primeira (no jogo da Taça de Portugal na Luz) não houve uma abordagem diferente ao jogo por se tratar de uma situação inédita, hoje é inadmissível que ao intervalo não tenha entrado ninguém e a equipa já viesse preparada para uma forma diferente de jogar. Hoje não havia a possibilidade de prolongamento e a baliza do Benfica - que até podia já ter sofrido três ou quatro golos até à expulsão - passou uma hora tranquila sem qualquer tipo de ameaça e sem que o FC Porto arriscasse um milímetro que fosse!

O plantel tem qualidade para mais e devia ter rendido muito mais. O Paulo Fonseca foi uma verdadeiro desastre e justifica muita da merda que se passou este ano, mas não há nada que justifique esta falta de atitude e de ambição. Que alguém da administração tenha estado atento ao que se passou nos últimos 10 meses e que saiba limpar o que precisa de ser limpo. Quem não estiver no plantel com vontade de ganhar sempre e com a garra que sempre caracterizou o FC Porto pode fazer as malas e ir embora. Não estou com isto a apontar o dedo a ninguém, mas é claro como a água que algumas coisas têm de mudar. A atitude é a principal.

17 de abril de 2014

Descansa em paz, época 2013/2014

O FC Porto que se apresentou no Estádio da Luz foi um exemplo claro do que foi esta época. Uma equipa que não toma a iniciativa de jogo muito dificilmente consegue ganhar alguma coisa, por isso não me espanta nada que a Supertaça seja o único troféu a entrar no Dragão esta temporada. Felizmente que na altura em que esta foi disputada ainda a moral estava em alta e o adversário ainda não sabia que o FC Porto de Paulo Fonseca não metia medo a ninguém a não ser aos portistas, de outra forma era capaz de ser uma época à Sporting...

Não vou criticar o Luís Castro pelas derrotas - mesmo achando que neste jogo deveria ter tomado a iniciativa e mexido na equipa ao intervalo - porque recebeu uma equipa estourada fisica e psicologicamente pelo antecessor e numa altura em que não havia tempo para nada. Com jogos de três em três dias e entre castigos e lesões descobriu que havia no clube jogadores como Ricardo, Reyes, Quintero e Ghilas.

Paulo Fonseca foi/é incompetente e foi claramente um erro de casting. Mas o erro não foi a sua contratação, foi a sua manutenção à frente da equipa depois do pedido de demissão aquando da derrota em Coimbra. Os elementos da SAD, com Pinto da Costa à cabeça, passaram a imagem que não viam os mesmos jogos que os adeptos. Os erros de Paulo Fonseca eram demasiado evidentes, no dia que se demitiu, à primeira derrota no campeonato, provou ainda que era também frágil emocionalmente. Mantê-lo foi um sinal de teimosia que, por sinal, saiu muito cara.

Não sou dos que acha que o plantel precisa de uma revolução. Acredito no valor da grande maioria dos jogadores que o compõem e não vou crucificar já os que chegaram apenas este ano. Existem lacunas que podem ser resolvidas, mas também um treinador não pode esperar que os jogadores caiam do céu. A titulo de exemplo: desde o afastamento do Fucile que saltou à vista de todos que faltava uma alternativa para o Danilo e para o Alex Sandro, no entanto só após a mudança de treinador é que Ricardo teve oportunidade de mostrar que era uma opção válida para a defesa. O mesmo Ricardo que já tinha mostrado um ar da sua graça quando entrou para as alas no ataque, que por acaso até era outro sector com carência de qualidade. Por mim, há muito tempo que o lugar cativo do Varela lhe tinha sido entregue.

Esta derrota contra o Benfica teve o dom de adiantar uma semana o final da época e de atrasar também em uma semana o inicio da próxima. São assim mais quinze dias para limparem a merda toda que andaram a fazer no último ano. Pode ser finalmente se decidam em trazer um concorrente para o Alex Sandro e um extremo que consiga passar pelos adversários em velocidade. De resto, é contratar jogadores de qualidade inegável para colmatar as possíveis saídas jogadores como Mangala, Fernando ou Jackson. Se isto é uma revolução...

2013/2014 fica marcada pela perda da vantagem psicológica que os jogadores do FC Porto tinham sobre os do Benfica e é aqui que reside a maior derrota da época. Jorge Jesus esteve por um fio no final da última temporada e logo no arranque desta depois de estar a cinco pontos do primeiro lugar. A incompetência do Paulo Fonseca (e de quem lhe deu tanto tempo à frente do clube, é importante sublinhar isto) permitiu-lhe recuperar o estatuto de herói nacional. O primeiro desafio de quem for treinador do FC Porto na próxima temporada é recuperar essa vantagem psicológica como fez Villas-Boas e que foi mantida pelo Vítor Pereira.

24 de março de 2014

Curto mas indiscutível


Ao dar uma vista de olhos nos variados blogs portistas (ou ditos portistas), percebe-se alguma preocupação depois do jogo de ontem frente ao Belenenses. Embora todos esperássemos uma exibição mais conseguida e uma vitória mais folgada, importa ter em atenção várias coisas. Embora Luís Castro diga que não se pode queixar do cansaço do jogo da passada quinta-feira em Nápoles, não quer dizer que esse desgaste não exista. Depois podemos ainda juntar a ausência de Danilo, Fernando, Maicon e Quaresma, quatro titulares indiscutíveis, na minha opinião. Qual é a equipa que não acusa a ausência de quatro habituais titulares? Mesmo assim, o FC Porto entrou dominante e, ainda antes do primeiro remate do Belenenses, já contava com um golo mal anulado e um remate ao poste. O golo não-anulável surgiu apenas na segunda parte quando o treinador portista já tinha arriscado tudo e de tal forma que acabou o jogo com Ricardo a defesa-central e Licá a lateral-direito...

Não sei como ainda os havia - e continua a haver... -, mas os defensores de Paulo Fonseca parecem ter ficado aziados com a passagem do FC Porto aos quartos-de-final da Liga Europa e agora com esta vitória frente ao Belenenses. Usam argumentos desonestos e chegam ao ponto de pedir penaltis em cortes limpos que aconteceram na grande-área portista. De facto, nem o mais cegos dos benfiquistas conseguiria fazer melhor. E com isto não quero insinuar nada... :-)

Estes dois últimos jogos foram muitos sofridos, mais do que o habitual, mas ambos têm em comum as várias ausências forçadas que limitaram muito as escolhas de Luís Castro que, mesmo assim, conseguiu melhorar a equipa a partir do banco e, com as mexidas certas e em tempo útil, resolveu o que estava difícil. Tendo em conta o que foi o FC Porto até à primeira semana de Março, é reconfortante assistir a um jogo e saber que no banco está um treinador que está a ver e a perceber o jogo, pronto a intervir e fazer com que a equipa tenha a iniciativa de agir em vez de reagir.

O próximo jogo é já na quarta-feira e é talvez o mais importante dos que ainda restam. O FC Porto terá de estar à altura para amedrontar um adversário que está moralizado e que se acha infinitamente superior. Maicon será a única dúvida para este jogo com o Benfica, por isso será de esperar uma equipa na máxima força ou muito próximo disso. Embora seja um adversário forte, este Benfica está mais fraco em relação ao ano passado e não é superior em nada ao Nápoles. No Dragão manda o FC Porto e espero que Luís Castro consiga passar essa ideia aos jogadores que, por si sós, já devem estar mais do que motivados.

21 de março de 2014

Finalmente um Fabiano a ser Fabuloso


Este segundo jogo frente ao Nápoles, assim como a eliminatória, esteve recheado de boas exibições individuais que é quase incorrecto destacar alguém. No entanto, é preciso valorizar a tranquilidade com que Fabiano substitui o capitão Helton em Itália. Foram várias as defesas que impediram os italianos de marcar por mais vezes e que foram dando alento a uma defesa muito condicionada. Helton segurou o 1-0 na primeira mão, Fabiano segurou a eliminatória em Nápoles.

Com Alex Sandro castigado, Abdoulaye não inscrito e Maicon lesionado, Luís Castro teve de recorrer pela primeira vez a Reyes e Ricardo. O jogo no Dragão mostrou um Nápoles que fazia dos passes para as costas da defesa, principalmente dos laterais em viragens de flanco, a sua maior arma, voltando hoje a apresentar-se com esse tipo de estratégia. Ricardo começou algo tremido mas foi acalmando durante o jogo, apesar da falha no posicionamento que permitiu a Pandev estar em jogo no 1-0, enquanto Reyes esteve sempre tranquilo. Todos cometeram erros, mas com Mangala, Fernando e Fabiano em grande a que se juntou um espírito combativo de toda a equipa, as coisas foram-se resolvendo com maior ou menor dificuldade. Quaresma foi o atacante em destaque porque, além do grande golo, foi sempre aquele que mais perigo levou à baliza dos italianos.

Esta exibição põe a nu a falta de coragem ou de confiança de Paulo Fonseca em alguns jogadores. Reyes e Ricardo mostraram que deviam ter mais minutos de jogo pela equipa principal, que caso tivesse acontecido no passado não teríamos hoje um Danilo e um Alex Sandro sobrecarregados de jogos, ao passo que hoje teríamos o Reyes e o Ricardo mais rotinados com os restantes companheiros.

Quem também foi decisivo foi o treinador. Luís Castro conseguiu ganhar o jogo lançando Josué e Ghilas para o lugar dos apagados Carlos Eduardo e Varela. Ambos trouxeram qualidade ofensiva à equipa, coisa que os seus colegas, apesar de todo o empenho, nunca conseguiram fazer. De notar ainda que a produção de Jackson sobe sempre que Ghilas se junta a ele no ataque.

Se até agora se justificou a insistência de Luís Castro num onze base idealizado por si quase só em teoria, chegou a altura de fazer justiça. Assim sendo, pelo menos Ghilas tem de entrar na equipa para o lugar de Varela que tem estado muito apagado. Josué e Quintero fizeram melhor que Carlos Eduardo quando foram chamados e também estão na luta pelo onze. Face às várias ausências para a recepção ao Belenenses (Danilo, Fernando, Quaresma estão castigados e Maicon em dúvida) é provável que o brasileiro seja novamente titular, mas se não começar já neste fim-de-semana a justificar a confiança do treinador pode perder o comboio da titularidade.

Com o campeonato perdido e na luta por outras três competições, espero que Luís Castro junte ao bom trabalho que tem vindo a desenvolver a capacidade de dar descanso a a quem mais precisa sem com isto comprometer o rendimento e a evolução da equipa. Reyes, Ricardo e Josué gritaram "presente!" em Itália, Quintero e Ghilas têm entrado bem nos jogos e Herrera estava a mostrar um ar da sua graça nos últimos jogos de Paulo Fonseca. Há que não ter medo de apostar em quem merece e mostra qualidade para tal.

16 de março de 2014

Uma questão miníma


«Às vezes acontece a uns, às vezes a outros» e «é uma questão mínima» são as frases do momento. Para Pedro Henriques, Luís Freitas Lobo, Adrien Silva e Leonardo Jardim o que interessa mesmo é a qualidade apresentada pelo Sporting e, para os dois primeiros, acima de qualquer penalti por assinalar ou golo em fora-de-jogo - decidido sempre em favor dos mesmo, entenda-se - está a lesão do Helton. Louvo-lhes a preocupação. A conveniente preocupação.

Luís Castro referiu - e bem - que houve dois erros que prejudicaram e muito o FC Porto. O fora-de-jogo nem merece discussão, mas quando fala do lance de Cedric sobre Jackson, Luís Castro erra por duas vezes: nem Cedric tinha ainda cartão amarelo, nem uma falta daquelas justificava cartão amarelo. Uma carga sobre um avançado que se prepara para cabecear sozinho, quase dentro da baliza e sem guarda-redes por perto, é sempre para cartão vermelho.

Face a isto, exige-se uma mudança de posição por parte da SAD. O FC Porto não se pode dar ao luxo de estar a ser atacado por todos os lados e não agir. O campeonato está perdido e, a continuar assim, o segundo lugar também. O Sporting, pela boca de Bruno de Cravalho, sabe vender bem o seu peixe e o resultado está à vista. Hoje recuperam três pontos, que por ser frente a um concorrente directo valem por seis, dos sete que alegam terem sido retirados - verbo escolhido por eles nos múltiplos comunicados sobre esta temática - na presente temporada.

Voltando ao jogo, o FC Porto entrou forte e dispôs das melhores oportunidades. Quaresma mandou à barra, Varela obrigou Rui Patrício a defesa apertada e mesmo em cima do intervalo Cedric impede em falta que Jackson faça o 1-0. Na segunda parte o jogo foi mais dividido, com alguma ascendência para o Sporting, e acabou decidido com um golo irregular.

A equipa do FC Porto continua algo inconstante na defesa e hoje teve para isso a ajuda de um meio-campo - Fernando foi a excepção - desinspirado. A lesão de Maicon obrigou a uma nova mexida no sector mais recuado que tem sido vítima das constantes alterações no onze. Quinta-feira haverá novo jogo frente ao Nápoles e já é certa a ausência de Alex Sandro (castigado) e há ainda Maicon em dúvida (lesão), para o próximo jogo do campeonato estarão castigados Fernando, Danilo e Quaresma. Várias trocas que impedem a maturação de um onze base numa equipa que já passou por todo o tipo de problemas esta época. E nem falo no final de época prematuro para Helton... Que recupere bem, porque rápido, infelizmente, já sabemos que não será.

Neste momento não se pode pedir muito mais a Luís Castro e à equipa. Existem demasiados fantasmas que têm de ser combatidos pouco a pouco com a compreensão e apoio de todos. As melhorias estão à vista mas não existem milagres, não é em duas semanas que se passa do zero - ou menos - para uma equipa avassaladora.

Será importante a partir de hoje que toda a gente perceba que o campeonato passou à história e que talvez o melhor seja uma aposta total nas restantes competições. Com isto não quero dizer que se deva atirar a toalha ao chão - até porque o Estoril está logo ali a quatro pontos -, mas seria inteligente usar o campeonato para fazer um ou outro teste e uma ou outra poupança pontual para que a equipa chegue nas melhores condições possíveis aos jogos que ainda faltam nas restantes competições.

O FC Porto não pode ficar uma época sem ganhar nada, não somos o Sporting ou o Benfica.

15 de março de 2014

Um passo de cada vez


Depois do regresso às vitórias frente ao Arouca, o regresso aos jogos sem sofrer golos. O FC Porto conseguiu travar o ataque do Nápoles, que é apenas o segundo melhor do campeonato italiano. A equipa esteve em bom nível e conseguiu dominar a maior parte do jogo de forma segura e autoritária. O resultado é curto, mas certamente que vamos a Itália em melhor posição do que o que seria de esperar há duas semanas atrás. Que o jogo da época passada em Málaga sirva de exemplo a não seguir.

Com isto não quero dizer que os erros defensivos que se tornaram moda durante a presente temporada acabaram. Houve um ou outro que poderiam ter custado bem caro, mas que acabam por ser normais numa equipa que passou seis/sete meses a trocar de elementos todos os jogos e que nunca teve um onze base. Além disso, a quantidade dos ditos erros parece estar a diminuir fruto do novo modelo de jogo que devolveu a Fernando a capacidade de ser o quinto defesa mas que ganha bolas no campo todo. Maicon e Alex Sandro voltaram às boas exibições e deverão formar com Danilo e Mangala a defesa que Luís Castro fará alinhar preferencialmente até ao final da época. É uma sorte ter jogadores deste nível e ainda hoje não consigo perceber o que Paulo Fonseca fez para os fazer parecer um grupo de amadores a defender...

Jackson voltou aos golos e já leva dois no mesmo números de jogos, os dois de Luís Castro na frente da equipa. Quintero e Ghilas têm sido os primeiros a serem lançados no decorrer do jogo e cada vez mais se perfilam como alternativas válidas aos olhos do novo treinador. Uma lufada de ar fresco num ataque que há uns jogos a esta parte parecia já não ter nada a oferecer.

Será isto suficiente para assustar o próximo adversário? A julgar pelo circo montado pelo Bruno de Carvalho nos últimos dias, diria que sim. O Sporting prepara-se para fazer mais uma época à Sporting, conquistando aquilo a que nos habituou nos últimos anos: nada. As únicas diferenças entre esta época e as outras são o abaixamento de rendimento de FC Porto e Benfica e o constante choro vindo de Alvalade.

Desde 2008 que o FC Porto não vai a casa do Sporting ganhar. Isto deve-se em grande parte a um misto de sobranceria por parte dos nossos jogadores a que se acresce o agigantamento próprio das equipas pequenas quando defrontam um grande. A nossa displicência, aliada à mentalidade de jogo da época Sporting, tem resultado em vitórias da equipa da casa ou empate. Este fim-de-semana espero uma atitude bem diferente por parte dos jogadores portistas, mais não seja porque não estão em posição que se possam orgulhar e porque têm que provar de uma vez por todas aos sportinguistas que o Sporting campeão é mesmo uma ilusão.

Estou moderadamente confiante na vitória. Luís Castro tem assumido a postura correcta desde que chegou e a isso junta um discurso humilde mas confiante. Se a equipa conseguir manter o nível evolutivo que evidenciou na última semana, será muito difícil obter outro resultado que não seja a vitória. Se do outro lado Leonardo Jardim decidir fazer como no último "Derby da Amizade" - desfazer o meio-campo para jogar em 4-4-2 com André Martins como extremo direito e juntar Slimani a Montero no ataque -, aí a missão do FC Porto estará mais facilitada... Mas não conto muito com isto. Desde cedo se percebeu que a motivação daquela gente é abater o FC Porto e de certeza que continuarão a fazer como até agora: não olhar a meios na tentativa de o fazer.

11 de março de 2014

Gato escaldado tem medo de água fria

Luís Castro teve um inicio promissor como treinador da equipa principal do FC Porto. Com apenas quatro dias de trabalho com o plantel (ou parte do plantel), foi fácil perceber algumas diferenças para o FC Porto de Paulo Fonseca. Desde o regresso ao 4-3-3, passando pela posse de bola mais paciente e criteriosa, até às substituições acertadas e em tempo útil.

Tudo corria às mil maravilhas - para as condições em que a equipa se encontra -, até que o Arouca, com muita sorte à mistura e na primeira vez que chegou à baliza do FC Porto, reduz para 2-1 e minutos depois Quaresma falha o penalti que devia ter devolvido a vantagem de dois golos e a tranquilidade à equipa.

Fruto de uma época em que já perdeu várias vantagens, a equipa portista mostrou-se um pouco nervosa durante largos minutos após o golo visitante e só voltou a acalmar após a entrada de Quintero e Ghilas. Notou-se uma fragilidade psicológica enorme em alguns jogadores que acusaram em demasia o golo sofrido e, para já, será este o primeiro problema a resolver por Luís Castro.

Penso que não seria sensato pedir muito mais à equipa e ao treinador com tão poucos dias de trabalho e com muitos jogadores ausentes nas respectivas selecções. No entanto, foi um estreia positiva e a tendência será mesmo para melhorar nos próximos tempos. Com o regresso de Alex Sandro ao onze, Mangala regressará ao centro da defesa para formarem juntamente com Maicon e Danilo o quarteto defensivo mais forte possível e que raramente foi aproveitado por Paulo Fonseca. Se a isto juntarmos o regresso ao 4-3-3 e à maior posse de bola, temos todos os ingredientes para resolver grande parte dos problemas defensivos e, por arrasto, psicológicos deste FC Porto.

3 de março de 2014

A insustentável leveza do FC Porto 13/14


Não vou falar de duplos pivot, de tácticas, da desorganização defensiva, da confusão a meio-campo, da falta de dinâmica no último terço.

Não vou falar das substituições estranhas, tardias ou escassas, da dança do 11 titular.

Não vou falar de uma defesa que, de um ano para o outro, passou de segura e consistente para anedótica.

Não vou falar de um treinador sem carisma, teimoso e de discurso vazio, amorfo e redutor.

Não vou falar dos constantes amuos e queixas escarrapachados nos jornais e redes sociais do jogador A, B e C.

Não vou falar das pobres assistências no Estádio do Dragão.

Não vou falar de uma equipa perdida, desconfiada de si própria, instável e triste.

Não vou falar de nada disto porque nós, doutorados (porque não?) bloggers temos explorado todos e cada um destes tópicos há meses, já tudo se disse sobre isto.

Que falta então dizer? Porque motivo Paulo Fonseca - um penoso erro de casting - continua a ser treinador do FC Porto contra a sua vontade?

O que ainda se poderá retirar de positivo de uma época que está a ser das piores deste século, apenas equiparável à de 2001/2002?

Será tudo isto suficiente para se arrumar a casa de uma ponta à outra? Daremos um passo atrás para dar dois à frente, como é habitual? Vamos corrigir o que não se corrigiu a bem, isto é, enquanto ganhávamos?

Vamos construir um plantel equilibrado, com alternativas suficientes e viáveis para todas as posições em vez de, por exemplo, termos centrais a atropelarem-se e Alex e Danilo obrigados a serem quase totalistas? Vamos comprar o jogador X porque é aquele de que a equipa precisa em vez de comprar o jogador Z porque é aquele que dá mais comissões?

Vamos apostar nos valores que temos na formação e na equipa B?

Vamos voltar a SER PORTO?

22 de fevereiro de 2014

As vantagens de um treinador interino

Diz-se nos bastidores que Paulo Fonseca está há alguns jogos a esta parte a uma derrota da demissão. Não consigo entender isto. Será mesmo necessário o FC Porto ficar definitivamente arredado do titulo ou eliminado (em campo) de uma competição a eliminar para demitir o treinador? Paulo Fonseca já não deu provas suficientes da sua incompetência? Se a SAD já não acredita nele tem de o demitir o mais rápido possível, cada dia conta e o FC Porto ainda está em condições de lutar por títulos.

Fazendo fé nestes rumores que fazem de Paulo Fonseca um treinador a prazo, penso que a melhor solução seria a promoção de Luís Castro à equipa principal como treinador interino. Não sendo um génio do futebol, é experiente e tem mostrado competência no comando da equipa B que lidera a Segunda Liga. Existem algumas vantagens a ter em conta:

- Ausência de pressão. Toda a gente percebe que quem entrar nestas circunstâncias não pode fazer milagres. Assim sendo, Luís Castro teria a tranquilidade necessária para melhorar um pouco o futebol da equipa e aguentar o barco até ao fim desta tempestade.

- Tempo para preparar a próxima época. Enquanto esta época for avançando para o final, Pinto da Costa ganharia uma janela de alguns meses para contratar um treinador e com ele preparar a temporada 2014/2015 para, finalmente, o FC Porto ter um plantel sem lacunas.

- Próximo treinador estaria protegido. Há sempre o risco das coisas estarem tão más que seja impossível remediar a situação com a época a decorrer. O perigo de entrar alguém novo e não conseguir ganhar nada é real e poderia perder-se aqui um treinador competente ou, no mínimo, colocá-lo sob uma pressão acrescida para a próxima época.

- Aproveitamento dos talentos da equipa B. A formação secundária do FC Porto não é líder da Segunda Liga por acaso. Claro que em vários jogos contou com a ajuda de jogadores da formação principal, mas por lá também existem vários jogadores a ter em conta. É sabido que Danilo e Alex Sandro não têm concorrentes directos pelo lugar, assim como não existe um jogador com as características do Fernando para o substituir. Com a promoção de Luís Castro e face a estas lacunas, jogadores como Victor Garcia, Quiño ou Mikel teriam aqui uma janela de oportunidade para mostrar o que realmente valem. Mas existem mais a poder sonhar, como por exemplo Tozé e Gonçalo Paciência.

- Conhecimento do que é o FC Porto. Esta parece ser uma das maiores lacunas de Paulo Fonseca. Desde que chegou que dá a entender que não sabe o que é Ser Porto. Há quase uma década ao serviço do clube, Luís Castro conhece os cantos à casa e está bem familiarizado com a filosofia vencedora do FC Porto.

Claro que nem tudo são vantagens. Ninguém sabe como reagiria Luís Castro à pressão de comandar um clube desta dimensão, mas é preferível arriscar em alguém que esteja no clube e o conheça por dentro do que dar outro tiro no escuro. Uma coisa é certa, os portistas estão desligados da equipa e enquanto Paulo Fonseca estiver à frente dela a tendência é piorar. Pinto da Costa saberá melhor do que ninguém o que fazer, assim sendo só nos resta esperar que tenha o bom-sendo de decidir o que fazer antes que seja tarde demais.

21 de fevereiro de 2014

Carta aberta a Pinto da Costa


Estimado Presidente do meu Futebol Clube do Porto,

o nosso clube vive dias muito difíceis e o senhor não está isento de culpas. Foi enganado pelo Paulo Fonseca, que não cumpriu o que prometeu, e agora está a enganar-se a si e a todos os portistas ao manter um treinador sem capacidade para liderar uma equipa desta dimensão.

Na da apresentação do seu mais recente livro confessou que em 2012, preparando-se para o pior aquando da sua operação ao coração, escreveu quatro cartas, sendo que uma delas seria para o seu sucessor na presidência do clube. Felizmente que a carta não foi precisa e que o sucessor ainda terá de esperar. Não foi precisa na altura, mas se calhar seria útil hoje. Se ainda a tem consigo pegue nela e leia-a, reflicta no conteúdo da mesma. Se achar necessário leia-a na próxima reunião da SAD e pensem todos em conjunto. Será que o pedido que deixou por escrito ao seu sucessor está a ser cumprido por si? Será que esta época estamos a ser Porto?

Dito isto, o Paulo Fonseca não tem condições para continuar. Já ninguém confia nele, dos adeptos aos jogadores. “As decisões têm de ser tomadas no momento exacto. Se forem tomadas antes, podem ser precipitações. Se forem tomadas tarde, podem ser remendos", lembre-se das suas palavras. Cada dia que passa é um dia a menos para reverter já esta época a situação. Pense porque motivo nunca resultou mandar embora um treinador com a época a decorrer. terá sido por ir sempre quando já tudo estava perdido?

Se não quer "queimar" um treinador, aposte num treinador interino. O Luís Castro tem feito um bom trabalho na equipa B. Os portistas não são parvos, ninguém exigira nada impossível a quem chegar agora, apenas que ponha a equipa a jogar de forma decente e que prepare as bases para a próxima época.

Garças a si, no FC Porto ninguém aceita a derrota sem lutar. Esta época está a acontecer precisamente o contrário. Lute! Por si, por nós, pelo Futebol Clube do Porto.

20 de fevereiro de 2014

É vergonhoso

O FC Porto tem boa equipa. Ou pelo menos tem bons jogadores. Foi com naturalidade que mesmo mal distribuídos em campo chegaram ao 2-0 e a vantagem só não se manteve, ou até aumentou!, porque no banco de suplentes está um treinador que não tem a mínima noção do que está a acontecer dentro de campo.

Há alguns jogos que o famoso duplo pivot deixou de ser o grande problema. Com a entrada de Herrera na equipa o meio-campo, pela pessoa do mexicano, ganhou capacidade para se libertar dessa aberração táctica e meter mais um jogador na manobra ofensiva. Isso foi bem visível hoje contra o Eintracht Frankfurt. O que também foi bem visível foi o Josué a não participar na manobra defensiva e, graças a isso, os alemães tinham sempre muito espaço no centro do terreno. Em vantagem no jogo o que faz Paulo Fonseca? Recua definitivamente Herrera para o lado do Fernando e mantém o famoso 10 clássico que só joga quando a equipa tem a bola.

Com estas alterações as dificuldades aumentaram porque foi tirado raio de acção a Fernando e a liberdade de pressionar a Herrera, que são só duas das principais armas de cada um deles. Um treinador na verdadeira acepção da palavra teria recuado o Josué - e mais tarde o Carlos Eduardo - para junto do Herrera e promovido a circulação de bola para gerir a vantagem, o jogo e a eliminatória.

Paulo Fonseca é demasiado teimoso e acha que recorrer ao 4-3-3 é sinal de fraqueza, tal como o seu mestre Jorge Jesus. E neste momento o FC Porto é uma imitação fraca do Benfica de Jorge Jesus, com todos os seus defeitos e com quase nenhuma das suas virtudes. Estamos a ganhar? Há que marcar mais! Estamos empatados ou a perder? Fácil, tira-se um médio e mete-se um avançado! Não chega? Sai um defesa. E por aí fora.

O desnorte é tal que o homem acha que jogou contra o Bayer Leverkusen. Aqui até superou o mestre, que se limita a pronunciar mal o nome dos adversário. Paulo Fonseca levou isto para outro nível ao não saber quem é o adversário.

É vergonhoso que a SAD continue a apoiar alguém que desde que chegou não deu o mínimo sinal de poder melhorar. É vergonhoso que os adeptos tenham de ver uma boa equipa ser destruída a cada dia que passa. É vergonhoso ver o FC Porto em dificuldades contra qualquer adversário.

19 de fevereiro de 2014

A gestão de Maicon

Paulo Fonseca encontra-se numa posição muito delicada. Se é verdade que tem feito por merecer as críticas, também não é menos verdade que chegou a um ponto em que tudo o que faça é visto pelo lado negativo. A situação de Maicon é só mais uma e das difíceis de entender.

O brasileiro começou a época como suplente de Otamendi, ia jogando pontualmente por um motivo ou outro, mas só após uma quantidade quase inacreditável de erros do argentino teve oportunidade de ser titular ao lado de Mangala. Não foi brilhante durante esse período mas também não comprometeu, mesmo assim voltou ao banco de suplentes na visita ao Estádio da Luz - na altura ainda com cobertura.

Otamendi teve um dia para esquecer naquele que foi o último jogo que fez ao serviço do FC Porto e, assim sendo, Maicon voltou à titularidade... até à chegada de Abdoulaye, que tem sido agora a aposta do treinador para formar dupla com Magala no centro da defesa.

Para mim, que estou por fora, esta situação é incompreensível. O brasileiro, que até é um dos capitães de equipa, tem mostrado um enorme profissionalismo e dedicação ao clube em todos os momentos, além da indispensável qualidade futebolística. Mesmo assim não merece a confiança de Paulo Fonseca e só joga quase quando não há volta a dar.

O problema toma dimensões maiores quando se sabe previamente que Abdoulaye não poderá dar a sua contribuição à equipa na Liga Europa em virtude de não estar inscrito na mesma. Assim sendo, fica claro que o treinador não tem grandes esperanças para esta competição, uma vez que está a tentar cimentar um dupla que terá de ser obrigatoriamente desfeita no jogo de amanhã. Maicon, esse, jogará uma vez mais com a pressão acrescida de ter de provar uma vez mais que merece a titularidade.

Talvez a aposta a Abdoulaye se deva ao empenho e vontade do senegalês em mudar o rumo dos acontecimentos, no entanto não deixa de ser uma aposta imprudente por parte de Paulo Fonseca que, como já referi, neste momento é sempre julgado pelo prisma negativo das decisões que vai tomando. Além disso, não acredito que o Maicon não tenha vontade de ajudar o FC Porto a ser cada vez melhor.

Acredito que o treinador quis passar a mensagem ao plantel que é preciso empenho. Entendo e apoio. No entanto, é preciso ter em atenção que neste caso particular houve um jogador que foi injustiçado e que, para piorar a situação, até é dos que mais amor à camisola tem mostrado. Cabe a Paulo Fonseca resolver mais esta situação que o próprio criou.