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13 de setembro de 2016

Honestamente, fazes cá tanta falta como um violino num enterro


Aboubakar é um daqueles jogadores que não deixará saudades aos portistas. Dentro de campo nunca conseguiu mostrar nada que justificasse o valor que o clube pagou por ele e fora do recinto de jogo acabou por colocar uma pedra sobre quaisquer dúvidas que restassem ao afirmar que não quer voltar ao FC Porto.

O avançado camaronês é apenas um dos muitos jogadores que chegou à Invicta já com os olhos postos em outros campeonatos e que, paradigmaticamente, nunca mostrou vontade de ajudar o FC Porto a vencer. Infelizmente foram precisas três épocas para que os responsáveis azuis e brancos percebessem que não é com este tipo de gente, que só olha para o próprio umbigo, que se forma uma equipa vencedora e capaz de dignificar e lutar pelo emblema que trazem ao peito. E foi sob a bandeira de devolver o FC Porto às raízes que Nuno Espírito Santo assumiu o cargo de treinador.

Embora a época ainda vá curta, já é possível ver uma atitude diferente na equipa. Os jogadores entram em campo para vencer ou pelo menos para lutarem até ao fim para o fazer, algo que não se via num passado recente. Isso só é possível graças à saída do grupo de trabalho de alguns dos Aboubakares que nele gravitavam, o que por si só já faz o trabalho de Nuno Espírito Santo merecer avaliação positiva.

Quanto ao jogador em questão, espero que tenha uma longa carreira bem longe do Dragão.

7 de março de 2016

O campeonato acabou na véspera

"Calma, eu estou aqui" - Xistra ao estilo de Ronaldo
O resultado do dérbi lisboeta foi o pior possível para o FC Porto. O Benfica passou para o primeiro lugar e notou-se desde cedo em Braga um comportamento por parte do árbitro que só com muita sorte permitiria aos dragões sair da pedreira com os três pontos. O FC Porto não fez um jogo brilhante, longe disso, mas Carlos Xistra inclinou sempre o campo a favor da equipa da casa. Djavan deveria ter visto o cartão logo na primeira jogada do encontro, mas depois disso, tanto ele como Baiano, fartaram-se de fazer faltas até verem o amarelo. A mesma sorte não teve André André que à primeira oportunidade ficou condicionado para o resto do jogo. Comparem com Renato Sanches, que no dia anterior só à nona falta foi penalizado com o cartão amarelo e para isso até teve de fazer falta para vermelho. A bola passou por baixo do braço de Suk? Falta contra o Porto. O defesa do Braga corta a bola com a mão dentro da grande área? Casual. O Marafona cai sozinho na pequena área? Falta contra o Porto. O mesmo defesa bracarense coloca os braços sobre Suk, cai e derruba o coreano no interior da grande área da equipa da casa? Pontapé-de-baliza. Foi contra isto que o FC Porto jogou o jogo todo. E perdeu. E ficou com o primeiro lugar bem longe e o segundo pouco mais próximo.

Como já referi, os azuis e brancos não tiveram uma exibição de sonho, mas dominaram por completo a primeira parte, tendo criado várias oportunidades para marcar e consentindo apenas uma ao Braga. Oportunidade essa que nasceu de uma falta clara de Hassan sobre o Danilo que só o árbitro não viu. E o que fez ele depois? Expulsou José Peseiro do banco. A justificação oficiosa é que sem chiclete na boca ninguém pode sair da área técnica e muito menos protestar. Já me esquecia, saber coisas do ano passado também não prejudica nada.

A segunda parte foi diferente, mais dividida, com um Braga mais atrevido que nos primeiros 45 minutos e que viu um golo cair-lhe completamente do céu. Maxi ainda empatou mas o FC Porto continuou a jogar como se ainda estivesse a perder e sofreu dois golos absolutamente evitáveis. Antes disso, José Peseiro cometeu o que, para mim, foi o maior erro da noite: trocou Aboubakar por Suk. E aqui chego aos outros responsáveis por mais uma derrota, que são jogadores e equipa técnica.

O FC Porto não pode continuar a jogar em 4-4-2 - cada um pode dizer o que lhe apetecer e a comunicação social desenhar a equipa em 4-3-3, em 4-2-3-1 ou como lhe apetecer que não faz disso verdade - só com um extremo e com um ponta-de-lança. Não percebo o que um treinador pretende alcançar com o André André como extremo e o Herrera ao lado do ponta-de-lança. basta olhar para a equipa em campo para se ver isso. Eu sei que Corona e Aboubakar estão uma verdadeira miséria, mas começa a ser vergonhoso ter de recorrer a médios para jogar no centro da defesa, nas alas e no ataque. Para que serve a equipa B?

O FC Porto tem bons jogadores na formação secundária, principalmente no ataque. Gleison, Ismael e André Silva têm mais de 30 golos entre eles na segunda liga. Existe um jogador chamado Cláudio, que ainda não percebi se é ponta-de-lança ou extremo e, pelo pouco que vi dele, duvido que venha a ser jogador para a equipa principal. Neste momento preferia vê-lo a ele em campo em vez do Aboubakar ou do Corona, tal é a minha descrença nesta dupla face às exibições do último mês. Não está em causa o valor, o profissionalismo ou até o potencial de ambos, mas neste momento não dá.

José Peseiro tem de melhorar muito se quiser chegar pelo menos até ao fim do contrato. No FC Porto é fulcral agir em vez de reagir e, neste jogo frente ao Braga, desde cedo se percebeu que André André e Rúben Neves estavam a mais. Não era preciso ter sofrido um golo para os substituir. O será que é mais fácil ir atrás da vitória a perder por 1-0? Sim, porque no FC Porto, salvo raras excepções, é obrigatório ir atrás da vitória. 

A partir de hoje faltam 9 jogos para terminar o campeonato e a final da Taça de Portugal e pelo menos uma semana de preparação entre cada um deles. Assim sendo, não admito outro cenário que não seja uma equipa em crescendo exibicional, 27 pontos e a vitória no Jamor. Não foi José Peseiro que construiu este plantel e por isso está livre de culpas em muitas das coisas que têm acontecido, mas esta equipa tem mais do que obrigação de ganhar a qualquer um dos restantes adversários. No final fazem-se as contas.

15 de agosto de 2015

Bom jogo, bons golos e... Herrera

Primeiro jogo, primeira vitória. O FC Porto recebeu o Vitória de Guimarães no jogo de estreia no campeonato 2015/2016 e não deu qualquer hipótese ao adversário de discutir o resultado. Foram três, mas podiam ter sido bem mais. Aboubakar foi o homem da noite - não só pelos dois golos que marcou, mas também pelo que jogou e fez jogar - e Varela voltou a marcar de dragão ao peito.

Apesar da entrada de várias unidades novas na equipa em relação à época passada (Casillas, Maxi, Danilo, Imbula e Varela), os jogadores do FC Porto mostraram já um elevado entendimento e provaram ser possível jogar como equipa desde o primeiro jogo oficial.

Quem teve (mais uma) noite para esquecer foi Herrera. O mexicano falhou em quase todos os aspectos de jogo e foi, sem surpresa, o primeiro a ser substituído. André André, que foi o escolhido para render o camisola 16, entrou muito bem na partida e, a continuar assim, promete lutar por um lugar no onze a curto prazo. Numa altura em que se fazem contas ao excesso de jogadores para o meio-campo no plantel e se vai noticiando a possibilidade de chegar mais um médio criativo, não deixa de ser irónico que aquele que mais debilidades apresenta continue como titular. Neste momento Lopetegui tem ao dispor um lote de médios de enorme qualidade, mas, lamentavelmente, Herrera não é um deles.

O arranque foi promissor e não há dúvidas que o FC Porto tem tudo para ser campeão. Cabe agora a Lopetegui convencer a SAD que para ganhar campeonatos não pode estar sempre a fazer a equipa a olhar para a carteira. A valorização de jogadores faz-se, entre muitos outros factores, através dos títulos conquistados e não de titularidades por decreto. E neste momento fica toda a sensação de ser o caso do Herrera.

15 de março de 2015

"Mala suerte"

Em primeiro lugar devo dizer que, embora tenha perfeita convicção de que Fabiano devia ter visto apenas o cartão amarelo, aceito que o árbitro, sob pressão, tenha decidido pelo vermelho. Aceito e, face ao histórico deste campeonato, era óbvio que, para um jogador do FC Porto, não havia outra alternativa que não a expulsão. E parece que Jorge Tavares também seguiu a mesma linha de pensamento. São as tais sortes distintas de que o Lopetegui fala mas que se vão confirmando semana após semana. Azar para o Fabiano que errou e viu o erro ser penalizado por uma decisão precipitada (não quero cair na tentação de dizer premeditada) de quem tinha obrigação de ajuizar o lance com calma devido à complexidade do mesmo. Ibrahimovic disse hoje que França não merece uma equipa como o PSG, por cá o FC Porto vive com esse sentimento há anos.

Com várias ausências de peso e mesmo ficando cedo com apenas 10 jogadores, os Dragões massacraram durante toda a primeira parte a equipa do Arouca, chegando a ter 78% de posse de bola, por isso foi com naturalidade que o golo chegou. Aboubakar voltou a marcar ao Arouca, que continua assim a ser a única vítima do camaronês em jogos do campeonato. Quaresma esteve sempre em destaque e foi o jogador do FC Porto que mais puxou a equipa para o ataque, sendo que foi dos pés dele que saiu o cruzamento milimétrico para o único golo da partida. Na segunda parte o Arouca foi atrás do resultado e, em função da superioridade numérica, causou alguns calafrios à baliza defendida por Helton, provando assim que qualquer um se agiganta quando o adversário está com menos jogadores em campo...

Ricardo é provavelmente o jogador mais azarado do mudo e a prova que não basta ter talento e trabalhar bem, também é preciso estar no sitio certo à hora certa. Apesar de ter mostrado competência sempre que foi chamado a jogar, acabou por ser o sacrificado após a expulsão de Fabiano para permitir a entrada de Helton, ficando-se pelos 11 minutos em campo numa das escassas oportunidades que teve de jogar até agora. Tenho verdadeiramente pena do rapaz e espero que no futuro tenha mais sorte.

Helton fez uma defesa fantástica já na segunda parte negando o empate à equipa visitante, num lance que, por acaso, até foi precedido de fora-de-jogo. Com esta exibição aliada à de Braga e a expulsão de Fabiano, será que teremos o camisola 1 como titular para o resto da época?

Foi assim mais um jogo que se calhar o FC Porto não devia ter ganho, num campeonato em que se calhar não seria suposto ter ainda a luta pelo primeiro lugar minimamente em aberto. Que costume feio este do FC Porto em lutar até ao fim... Mala suerte para quem está à espera para festejar. Ainda não foi desta.

P.S.: Até me esqueci do pontapé que o Quaresma levou na cara dentro da grande área do Arouca.

8 de março de 2015

Como encarar a ausência de Jackson


Não adianta nem há como negar que Jackson é o jogador mais importante do FC Porto. Além de ser o melhor marcador da equipa, o capitão é também sempre dos mais esclarecidos e uma luz que vai guiando os colegas nos momentos mais difíceis de cada jogo. Exímio no jogo aéreo e com uma capacidade física abismal, Jackson consegue segurar a bola rodeado por adversários e arrastar a equipa para a frente vezes sem conta em cada jogo que disputa. Como se não bastasse, é ainda um dos mais efectivos na defesa de lances de bola parada e é sempre o primeiro defesa quando a equipa perde a bola. É dispensável dizer que a lesão veio em má altura, porque para perder um jogador da qualidade do Jackson nunca é uma altura menos má.

Tratando-se de uma ruptura muscular, a lesão obriga a que o colombiano fique de fora durante vários jogos, sendo que na melhor das hipóteses - caso a lesão seja de grau I - regressará algures entre a viagem à Madeira para defrontar o Marítimo na meia-final da Taça da Liga e a recepção ao Estoril em jogo a contar para o campeonato, perdendo assim de certeza os jogos com Basel (Liga dos Campeões), Arouca e Nacional (ambos para o campeonato). Mas o mais provável neste momento é volte apenas 28.ª jornada para defrontar o Rio Ave.

No entanto, nem tudo são más noticias. No último fim-de-semana de Março as competições de clubes estarão paradas para dar lugar às selecções, evitando assim que Jackson perca mais um ou dois jogos. Além disso, é quase certo que em caso de apuramento para os quartos-de-final, o FC Porto poderá contar com o melhor marcador para jogar na prova milionária.

Cabe agora à restante equipa assumir a responsabilidade de dar o máximo para que a ausência do capitão seja notada o menos possível, começando por Brahimi e Herrera que têm sido jogadores em sub-rendimento quando comparado com o que já mostraram esta época. Danilo assumirá o papel de capitão e de líder dentro de campo, contando com a ajuda de Helton e Quaresma fora dele. Óliver está prestes a regressar à competição e a forma esclarecida como joga será uma ajuda preciosa.

Quanto ao substituto directo a escolha não deverá ser difícil. Aboubakar tem agora missão de ser o homem mais avançado da equipa, enquanto Gonçalo Paciência terá nova oportunidade de ganhar minutos na equipa principal. Quem poderá também querer aproveitar esta oportunidade para se mostrar é Adrián López. O espanhol tarda em justificar o lugar no plantel e caso recupere a tempo poderá ter a reentrada nas convocatórias facilitada.

O que define os vencedores é a capacidade para tirar o melhor partido possível de cada situação.