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5 de junho de 2016

"Não vamos deixar de ter a melhor equipa para ter a melhor formação"

Tal como o próprio FC Porto, o Portistas Anónimos vive um período de hibernação, estando num estado de serviços mínimos. Apesar disso, há sempre espaço para partilhar uma ou outra ideia que, à primeira vista, mereça interromper este período de silêncio.

Neste caso iremos para recuar a 21 de Outubro de 2013, quando Antero Henrique em entrevista ao jornal O Jogo disse, entre outras coisas, "não vamos deixar de ter a melhor equipa para ter a melhor formação". Desde esse dia até ao presente o FC Porto venceu três competições minimamente relevantes em futebol: o campeonato nacional de sub-19 por duas vezes e a II Liga por uma. Enquanto isso, a equipa principal continua em branco. Era interessante que alguém conseguisse explicar o que aconteceu entretanto para que em pouco tempo acontecesse precisamente o oposto do que foi prometido.

A expressão "pela boca morre o peixe" foi, durante alguns minutos, uma forte possibilidade para dar título a este texto.

15 de julho de 2015

Um pesadelo tornado realidade


Maxi Pereira é daqueles jogadores que deixa uma marca por onde passa, principalmente nas pernas -mas não só! - dos adversários. Saber que vai jogar no FC Porto e ainda por cima com um contrato milionário com a duração de três anos deixa-me bastante decepcionado com o clube.

É óbvio que a saída do uruguaio enfraquece, pelo menos para já, o Benfica. Assim como é também evidente que sem Danilo, há muito vendido ao Real Madrid, o FC Porto teria de reforçar a posição de defesa-direito. A pergunta que se impões é a seguinte: conseguirá Maxi Pereira manter a liberdade por parte dos árbitros para continuar a fazer o que melhor sabe? Ou seja, poderá o ex-Benfica fazer de conta que ainda joga de vermelho e continuar a bater em tudo que mexe?

O FC Porto acaba de passar de um lateral que fazia a posição de forma limpa e eficaz, para uma que tem como principal movimento defensivo correr atrás dos adversários e varrê-los. A cereja no topo do bolo é o facto de ficar com a camisola 2, um número cheio de mística que fica agora entregue a um mercenário que trocou uma história de oito anos por uma reforma dourada no maior rival. Depois de algumas facadas com sucesso no Benfica, hoje o FC Porto deu uma facada na própria história.

Não dou as boas-vindas a um jogador maldoso e o meu maior desejo é que chegue alguém com capacidade de lhe roubar o lugar de forma a que jogue o menor tempo possível e tenha uma passagem curtinha pelo Dragão.

P.S.: O vídeo presente neste post está alojado na conta oficial do FC Porto no youtube. Veremos por quanto tempo...

1 de maio de 2014

Fogo de artifício

O dia de hoje fica marcado pelo ataque que o FC Porto, através de um comunicado no site oficial, faz ao jornal O Jogo. É interessante que o termo "Judas" tenha sido o escolhido para o fazer, dando assim a entender que o FC Porto foi traído por um dos que lhe era mais próximo, neste caso o dito jornal.

   



Ainda não consegui perceber o que se encontra por trás disto, mas uma coisa é certa, a não haver interesse do FC Porto no Ghazal, a notícia devia ter sido desmentida no passado dia 12 de Abril, altura em que surgiu pela primeira vez. O comunicado hoje emitido é demasiado agressivo para o que foi escrito pelo diário desportivo e, olhando a um passado recente, é de espantar que a SAD se tenha dado ao trabalho de desmentir o interesse num jogador quando por exemplo não o fez quando A Bola no passado dia 29 de Abril fez referencia a uma possível saída de Antero Henrique da estrutura azul-e-branca.

Antes da noticia sair na bola já corria pela Internet o rumor de que o Vice-Presidente do FC Porto estaria em Manchester e que a viagem serviria para negociar a própria saída para outro clube. No dia seguinte, ou seja ontem, sai a conveniente noticia n'O Jogo de que o City estaria de volta às negociações por Fernando e Mangala. O FC Porto manteve-se em silêncio até hoje, altura em que se pronunciou e preferiu, uma vez mais, desviar as atenções para um assunto que pouco interessa.

Olhando a este esquema de desmentidos, parece-me justo assumir que se A Bola não foi desmentida e entretanto o O Jogo foi acusado de ser falso como Judas, é porque Antero Henrique está mesmo de saída e que, para já, não há negociações nenhumas tendo em vista as saídas de Fernando e Mangala para os ingleses. Até tudo estar esclarecido, continuará a campanha de contra-informação por parte do FC Porto.

21 de outubro de 2013

Entrevista de Antero Henrique a O Jogo

Em entrevista publicada na edição de hoje de O Jogo, Antero Henrique falou um pouco de todo o universo portista. Numa espécie de operação de charme junto dos portistas tendo em vista a possível sucessão a Pinto da Costa, começa por dizer que essa mesma sucessão só interessa aos adversários e que não é do interesse de ninguém no FC Porto. Ao mesmo tempo fala de convites vindos do estrangeiro, tanto para ele como para toda a gente que trabalha no clube, mas que não lhe interessam minimamente.

No plano desportiva, fala do projecto "Visão 611", considerado por muitos um fracasso, mas que, segundo o próprio, foi um investimento feito em talento e na reorganização estrutural de vários departamentos que hoje faz com que hoje haja uma melhor comunicação entre todos e que haja serviços comuns a todas as modalidades. Um dos resultados desta reorganização foi perceber que faltava um elo de ligação entre a equipa principal e a formação, a equipa B. Antero Henrique afirma ter sido o FC Porto o grande motor para o ressurgimento das equipas B.

Talento é umas das palavras-chave da entrevista. O director-geral da SAD portista afirma o que toda a gente já percebeu: o FC Porto é especialista a detectar, recrutar e desenvolver talentos fazendo disso o core business do clube. Questionado sobre a formação, afirma que a qualidade da equipa principal nunca será baixada tendo em vista a integração dos jovens talentos e que o caminho será sempre tentar melhorar as condições de base para que os jovens possam chegar ao nível dos outros. A equipa B terá um papel preponderante para que isto seja uma realidade. Sob o lema "um plantel, três equipas", existe o objectivo de equilibrar o tempo de jogo entre os jogadores permutando-os entre as três equipas (sub-19, A e B). Entre outras coisas, isto permitirá no futuro ter plantéis mais curtos para que não hajam desperdícios, tanto monetários como de talento.

O trabalho de Paulo Fonseca é defendido elogiando-lhe a metodologia, talento e ambição. Ambição parece mesmo ser um dos principais critérios para a escolha de treinadores. Antero Henrique compara a aposta em Paulo Fonseca com as apostas feitas em José Mourinho, André Villas-Boas ou Vítor Pereira, afirmando que o FC Porto gosta de contratar treinadores com muito espaço pela frente, que se sintam motivados e desafiados. Por considerar que é ainda muito cedo para isso, recusa-se a fazer qualquer avaliação ao trabalho desenvolvido pela equipa técnica até à data.

"O museu é o coração da máquina". É esta a frase de destaque sobre o museu que abrirá portas ao público no próximo sábado. Pelo meio fala nos motivos que levam a que seja feita uma distinção pré e pós 25 de Abril, afirmando que a história do clube e da cidade se confundem neste capitulo pelo facto de ambos viverem melhor em democracia do que viviam em ditadura. Ao mesmo tempo que será um local de visita obrigatória para todos os que passem pelo Porto, o museu é mais um motivo de orgulho para os adeptos e mais uma forma de "potenciar a paixão pelo FC Porto". Adeptos esses que são cada vez mais, afirma. Apoiado por estudos encomendados pelo clube, revela que estão à porta várias gerações de domínio portista em termos numéricos.

Sem se alongar muito, falou também da modalidades. O basquetebol teve de ser reprogramado e caminha a passos largos para o regresso à principal divisão. Deixa ainda um elogio ao alto desempenho de todas as modalidades e confessa que o tema da criação de outras pode ser abordado, sendo que para já não é o caso do ciclismo.

Os adversários também mereceram um olhar de Antero Henrique. A forma como a generalidade da comunicação social esconde os insucessos - desportivos e financeiros - do Benfica não passa despercebida no Dragão. Existe a tendência para tentar passar uma imagem negativa do FC Porto e enaltecer os rivais, no entanto o dirigente portista revela que é politica do clube deixar os números e os factos falarem por si. Em relação ao Sporting, todo o destaque que merece: nem uma palavra.

Para ler a entrevista completa clique em "continuar a ler".

7 de julho de 2013

Os lindos olhos de Pinto da Costa

Nos últimos anos tem-se assistido a uma crescente contestação por parte dos portistas à forma como a SAD gere o destino do clube. Um pouco por toda a bluegosfera existe um clima de suspeição em volta de alguns negócios - ou talvez todos - e há quem afirme sem dúvidas e ao mesmo tempo sem provas que as já famosas comissões vão direitinhas para os bolsos dos membros da SAD portista, sendo que o Antero Henrique é o principal beneficiário. Isto tudo com a conivência de Pinto da Costa, claro. Suspeita-se de tudo e critica-se tudo. As comissões, as declarações dos jogadores quando estes afirmam que têm a intenção de um dia irem para um campeonato melhor, a compra de apenas uma percentagem do passe em vez da sua totalidade e até a nacionalidade dos atletas.

Num mundo como o do futebol onde o amor à camisola é cada vez menos e o que interessa mesmo é o dinheiro, cada um joga com as armas que tem e nisto o FC Porto é exímio. Ou será que um jogador que possa ir para um clube que lhe paga mais e até a carga fiscal é menor prefere receber menos só porque sim? Ou em vez de ir para países onde os estádios estão quase sempre cheios prefere vir para Portugal porque temos uma gastronomia interessante e uma população acolhedora? Claro que não. Escolhem-nos porque o FC Porto sabe convencer os empresários. Isso mesmo, dá-lhes dinheiro e eles convencem os jogadores que o melhor para a carreira deles é virem para cá.

Mais natural ainda é que eles venham com esperança de um dia irem para um clube que lhes possa pagar cinco vezes mais e que jogue num campeonato mais atractivo. Já toda a gente no mundo percebeu que o FC Porto sabe vender bem, por isso é que os jogadores vêem com bons olhos uma transferência para Portugal. Esse é também o grande motivo para que os clubes cada vez mais prefiram guardar pequenas percentagens do passe dos atletas em vez de o vender na sua totalidade. Perdem alguns milhões de euros no presente com a esperança de ganharem o dobro no futuro.

É esta a nossa realidade actual: o FC Porto compra bons jogadores e vende-os a preços tão elevados porque é um clube "amigo" dos empresários. É o futebol moderno ao qual muita gente se opõe. E, sendo um dos grandes beneficiados por isso, não pode ser o FC Porto a tentar acabar com ele.

A única coisa que podemos exigir aos jogadores é que dêem tudo pelo clube enquanto lá estão, porque o amor à camisola, salvo raras excepções, há muito que deixou de ser o mais importante para eles.