Mostrar mensagens com a etiqueta Arouca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arouca. Mostrar todas as mensagens

23 de outubro de 2016

Baías e Baronis - FC Porto 3 vs Arouca 0


Se não sabe onde encontrar a versão original desta rubrica então é bem provável que tenha aterrado na Bluegosfera de pára-quedas neste preciso momento. Seja bem-vindo! Hoje, excepcionalmente, só porque fiquei de bom humor com a vitória por 3-0 sobre o Arouca que começou logo após um empate do Sporting em Alvalade, vou copiar de forma descarada o Porta 19. Vamos a notas:




(+) A linha defensiva e Danilo. Se não viu Casillas durante o jogo todo a culpa deve ser atribuída quase de forma exclusiva a estes cinco artistas. Rijos e inteligentes como deviam ser todos os jogadores do FC Porto, travaram bem cedo qualquer iniciativa atacante que o Arouca ambicionasse ter.

(+) Diogo Jota: avançado, extremo e construtor de jogo. Se Nuno pretende manter o 4-4-2 como modelo principal então este rapaz não pode sair da equipa. Pelo menos enquanto não aparecer outro com esta capacidade de movimentação. Recuou para começar jogadas; deu largura ao flanco esquerdo que, até entrar Brahimi e ao contrário do direito, não tinha nada que se assemelhasse com um extremo; auxiliou André Silva no centro do ataque; assistiu. No fundo só faltou mesmo marcar para que se possa dizer que fez tudo.

(+) André Silva, o ponta-de-lança. Marcou dois, podiam ter sido mais. Mas há um dado que ninguém pode negar: qualquer um dos golos que assinou foram daqueles que na gíria de tratam como sendo À ponta-de-lança. No primeiro teve toda a calma do mundo, no segundo a pujança que se exige naquele tipo de situações. Enquanto as más-línguas dizem que precisa falhar nove para marcar um, André Silva soma já sete golos em oito jogos e está no topo da lista dos marcadores empatado com... Marega.

(+) A entrada de Brahimi. Pelo segundo jogo consecutivo o argelino saiu do banco para agitar o jogo da equipa. Deu largura ao flanco esquerdo como Óliver nunca conseguiu e procurou de forma incessante o golo durante os cerca de trinta minutos que esteve em jogo. Felizmente viu essa vontade ser satisfeita em cima do apito final e aproveitou os festejo para mandar para o caralhinho de forma figurada mas muito pouco subtil os milhares que o assobiavam por tentar levar a bola para a frente quando tinham passado a hora de jogo anterior a fazer o mesmo porque ninguém o tentava. Delicioso.



(-) Herrera. Não digo que seja suficiente para vencer o Dragão de Ouro para melhor treinador mas colocar Herrera a fazer de Óliver que por sua vez foi tentar fazer de Otávio deveria valer a Nuno uma menção honrosa durante a entrega do prémio. Quanto à exibição do mexicano, mais do mesmo. Começou um pouco perdido no meio, passou para a direita com as entradas de Rúben e Brahimi e continuou um pouco perdido e acabou o jogo perdido entre o flanco esquerdo e o centro. No fundo é essa a palavra que define Herrera nos últimos três anos: perdido.

(-) Casillas. Esqueceu-se de levar guarda-chuva para um jogo em que não teve trabalho absolutamente nenhum e logo numa noite onde a chuva se fazia notar. Inadmissível num guarda-redes com esta experiência. Veremos se este descuido não lhe trará problemas de saúde nos próximos dias.



Jogo de sentido único e com uma exibição agradável que vale o primeiro lugar à condição. Segue-se agora o Vitória de Setúbal.

7 de fevereiro de 2016

Por favor, vendam o Danilo para a China


Nota prévia: foi claro para todos - ou quase todos porque as múmias da Sporttv preferiram não comentar a repetição - que o FC Porto viu um golo ser-lhe anulado de forma indevida. Esse golo daria o 2-1 e se calhar estaríamos agora aqui perante outro resultado, no entanto na mudaria em relação ao que se passou em campo.

O jogo de hoje parecia uma brincadeira de Carnaval. Uma brincadeira onde metade dos jogadores do FC Porto estavam ainda a benzer-se enquanto os jogadores do Arouca caminhavam rapidamente para o 0-1. Ninguém pressionou a saída de bola e a equipa visitante soube explorar bem o facto de José Ángel não estar nem perto dos requisitos mínimos do que deve ser um lateral-esquerdo de uma equipa de topo no que ao capitulo defensivo diz respeito. "O jogo só termina quando o árbitro apita" é uma das expressões mais antigas do futebol, mas alguém diga ao jogadores portistas que também começa ao mesmo som e não quando mais lhes convier.

Depois desse golo madrugador seria de esperar um FC Porto com vontade de dar a volta ao resultado, mas, apesar de ter tido oportunidades e ter mesmo conseguido fazê-lo, não foi o que se verificou a não ser num jogador: Danilo Pereira.

O Ex-Marítimo correu do inicio ao fim e praticamente só ele merecia outro resultado. Uma atitude competitiva que deveria ter contagiado os companheiros de equipa mas, infelizmente, não o fez. Não por culpa dele mas sim dos próprios companheiros. Danilo é neste momento um corpo estranho na equipa uma vez que parece ser o único com vontade de correr e lutar por resultados melhores. Condicionado pelo facto de estar "à bica" e poder falhar a visita à Luz caso visse o cartão amarelo - e ainda bem que não o fez, porque caso contrário mais valia não aparecer a esse jogo - não se coibiu de arriscar na altura de recuperar a bola e mesmo após várias pequenas lesões continuou em campo com a mesma disponibilidade com que começou o jogo. Já vi capitães no FC Porto com muito menos motivos...

Poderia estar aqui a falar das opções duvidosas de José Peseiro no que às substituições diz respeito - Varela entrou para quê? Se não estava em condições, porque foi Suk para o banco? Por alma de quem é que o Brahimi foi substituído? -, ou da atitude deplorável de Maicon ao fugir literalmente do jogo, ou ainda do golo mal anulado, mas tudo isto se torna relativo quando não existe a mínima vontade de ganhar.

Por isso deixo um bem haja ao Danilo e expresso o meu desejo para que fique muitos anos no meu clube. No entanto não posso deixar de dar o conselho à SAD: vendam-no o mais rápido possível para a China pois a jogar numa equipa tão inofensiva corre o risco de desvalorização ou, pior ainda, contaminação. E todos nós sabemos que o que importa mesmo são as grandes vendas, os títulos estão sobrevalorizados. #tudonossonadadeles

16 de março de 2015

Tribunal d'O Jogo - Incompetência ou má-fé?


De um grupo de três ex-árbitros, apenas um - Pedro Henriques - considera que o lance em que Quaresma leva uma pontapé na cara seria motivo para penálti. Os outros dois - Jorge Coroado e José Leirós - acham que o lance seria apenas motivo para livre indirecto. Se quisermos alargar a amostra a mais um árbitro, neste caso ao do jogo, concluímos que em quatro juízes 50% acham que um pontapé na cabeça é livre indirecto, 25% acham que é penálti e 25% não há motivo para assinalar qualquer falta. Por coincidência, o que ainda está em actividade - Jorge Tavares - é quem acha que não é nada. Isso diz muito sobre o que se tem passado pelos estádios de Portugal.

O que diz afinal a lei? Após consulta às Leis do Jogo no site da FPF a conclusão não foi muito complicada:


As instruções são claras, entre outras coisas, dar ou tentar dar um pontapé num adversário é motivo para livre directo e, caso seja dentro da área, penálti. Mas o que gera alguma confusão nas pessoas é o seguinte:


Devido ao facto de o jogo perigoso ser sancionado com livre indirecto, há quem ache que as situações semelhantes à deste caso se enquadram neste tipo de punição. Por isso mesmo, o International Board, na secção das Linhas Orientadoras, esclarece:


A partir do momento que existe contacto físico, como por exemplo, sei lá, um pontapé na cabeça, o livre passa a ser directo que, como todos sabem, dentro da área é penálti.

Que o comum dos adeptos não saibam isto é aceitável. Que analistas e ex-árbitros não saibam é vergonhoso. Quem um árbitro nem veja falta nenhuma já entra no campo da palhaçada.

15 de março de 2015

"Mala suerte"

Em primeiro lugar devo dizer que, embora tenha perfeita convicção de que Fabiano devia ter visto apenas o cartão amarelo, aceito que o árbitro, sob pressão, tenha decidido pelo vermelho. Aceito e, face ao histórico deste campeonato, era óbvio que, para um jogador do FC Porto, não havia outra alternativa que não a expulsão. E parece que Jorge Tavares também seguiu a mesma linha de pensamento. São as tais sortes distintas de que o Lopetegui fala mas que se vão confirmando semana após semana. Azar para o Fabiano que errou e viu o erro ser penalizado por uma decisão precipitada (não quero cair na tentação de dizer premeditada) de quem tinha obrigação de ajuizar o lance com calma devido à complexidade do mesmo. Ibrahimovic disse hoje que França não merece uma equipa como o PSG, por cá o FC Porto vive com esse sentimento há anos.

Com várias ausências de peso e mesmo ficando cedo com apenas 10 jogadores, os Dragões massacraram durante toda a primeira parte a equipa do Arouca, chegando a ter 78% de posse de bola, por isso foi com naturalidade que o golo chegou. Aboubakar voltou a marcar ao Arouca, que continua assim a ser a única vítima do camaronês em jogos do campeonato. Quaresma esteve sempre em destaque e foi o jogador do FC Porto que mais puxou a equipa para o ataque, sendo que foi dos pés dele que saiu o cruzamento milimétrico para o único golo da partida. Na segunda parte o Arouca foi atrás do resultado e, em função da superioridade numérica, causou alguns calafrios à baliza defendida por Helton, provando assim que qualquer um se agiganta quando o adversário está com menos jogadores em campo...

Ricardo é provavelmente o jogador mais azarado do mudo e a prova que não basta ter talento e trabalhar bem, também é preciso estar no sitio certo à hora certa. Apesar de ter mostrado competência sempre que foi chamado a jogar, acabou por ser o sacrificado após a expulsão de Fabiano para permitir a entrada de Helton, ficando-se pelos 11 minutos em campo numa das escassas oportunidades que teve de jogar até agora. Tenho verdadeiramente pena do rapaz e espero que no futuro tenha mais sorte.

Helton fez uma defesa fantástica já na segunda parte negando o empate à equipa visitante, num lance que, por acaso, até foi precedido de fora-de-jogo. Com esta exibição aliada à de Braga e a expulsão de Fabiano, será que teremos o camisola 1 como titular para o resto da época?

Foi assim mais um jogo que se calhar o FC Porto não devia ter ganho, num campeonato em que se calhar não seria suposto ter ainda a luta pelo primeiro lugar minimamente em aberto. Que costume feio este do FC Porto em lutar até ao fim... Mala suerte para quem está à espera para festejar. Ainda não foi desta.

P.S.: Até me esqueci do pontapé que o Quaresma levou na cara dentro da grande área do Arouca.

A última vez contra o Arouca foi assim...

Na primeira volta deste campeonato o FC Porto foi a Arouca vencer por 0-5 num jogo sem grande história e que ao intervalo já registava um 0-3 no marcador. Jackson marcou por duas vezes e até foi rendido por Aboubakar que também teve tempo para inscrever o nome na lista dos marcadores, sendo que depois disso ainda não voltou a marcar em jogos do campeonato. Casemiro, que na altura atravessava um fase complicada devido à contestação de muitos adeptos, estreou-se a marcar com a camisola do FC Porto. O outro golo, que até foi o que abriu o caminho para a goleada, foi marcado por Quintero.

Hoje espera-se um FC Porto diferente. Maicon, que na primeira volta foi suplente não utilizado, não foi convocado e a dupla de defesas-centrais deverá ser Indi-Marcano. Danilo encontra-se a recuperar do susto de terça-feira e será rendido no onze por Ricardo, enquanto Tello que, fazendo fé nos rumores, está a passar um mau bocado na vida privada, terá a primeira oportunidade de defrontar o Arouca depois de ter falhado o jogo de Outubro por lesão. Aboubakar terá a responsabilidade de substituir Jackson, uma vez que é o único ponta-de-lança convocado, tendo assim nova oportunidade para fazer uma gracinha ao Mauro Goicoechea.

8 de março de 2015

Um fim-de-semana normal

O FC Porto venceu um Braga que, segundo os analistas, pecou pela falta de combatividade. 25 faltas é manifestamente pouco para parar o ataque do Dragões, mas os bracarenses não podiam fazer muito mais porque o árbitro começou a dar-lhes cartões amarelos ao ritmo médio alucinante de um a cada dúzia de infracções. O FC Porto teve mais posse de bola, mais remates, mais cantos, mais recuperações de bola, mais oportunidades de perigo, etc, etc, etc, mas tudo porque o Braga deixou, dizem. Falta-me ouvir ainda a opinião de Vítor Baía para poder colocar finalmente uma pedra sobre este jogo.

Também em Arouca tudo correu dentro da normalidade: a equipa dos 14 entrou a jogar mal e porcamente como em quase todos os jogos fora de portas, sofreu o 1-0, Vasco Santos ficou sensível aos contactos e ao intervalo a equipa da casa já tinha 3 jogadores amarelados. A segunda parte começa com uma oferta do guarda-redes do Arouca - onde é que já vi isto? - e Jonas fez o empate. Pouco depois Lima colocou o Benfica em vantagem no marcador e Vasco Santos deu nova vantagem aos encarnados, mas desta vez numérica, com um cartão vermelho absolutamente forçado - Déjà vu? - mostrado a Hugo Basto. Com a chegada do 1-3 acabou-se a pressão sentida pela vitória do FC Porto em Braga e nem mais um jogador do Arouca viu amarelo.

A sorte de uns é o azar de outros.

27 de outubro de 2014

A (r)evolução no meio-campo


Terminada a partida, foi atribuída à continuidade no onze promovida por Lopetegui a responsabilidade pela goleada imposta pelo FC Porto ao Arouca. Em relação ao jogo da Liga dos Campeões frente ao Bilbau, saiu Maicon para entrar Marcano e o resto da equipa repetiu-se. Para os analistas as coisas foram muito simples: Lopetegui não inventou e o Porto ganhou. Não deixa de ser verdade, mas é uma verdade muito limitada. Dar continuidade a uma equipa por si só não é garantia de nada, é preciso corrigir os erros que vão surgindo e adaptar a forma de cada jogador agir às necessidades do conjunto. Foi precisamente isso que o treinador portista fez.

Graças aos golos que o FC Porto tem vindo a sofrer, está bem evidente que o grande problema está na saída de bola a partir da defesa. Por isso, comecemos na única alteração no onze em relação ao jogo anterior. Não há grandes dúvidas que Maicon, quando está bem, é mais jogador do que o Marcano pode aspirar ser, mas isso não significa que seja melhor em tudo. O brasileiro tem-se mostrado muito nervoso e hesitante com a bola nos pés, em contraste, o espanhol tem-se revelado mais sereno e rápido a decidir. A troca levada a cabo por Lopetegui terá sido em grande parte influenciada por isto, mais até do que pelos erros cometidos pelo Maicon.

Mas a grande alteração foi na dinâmica do meio-campo. Pela primeira vez esta época vimos o médio-defensivo (Casemiro, neste caso) fazer de regra e não de excepção o recuo para junto dos centrais para iniciar a construção. O que acontecia nos jogos anteriores era uma troca de bola constante entre os defesas e o guarda-redes e que só saía dali quando um dos jogadores mais virtuosos tecnicamente conseguia criar uma situação de desequilíbrio. Quando este processo corria mal, era perigo pela certa para a baliza portista. Tudo isto porque os três médios jogavam muito adiantados e todos eles de costas para o ataque quando a bola se encontrava em terrenos recuados. O trinco ao baixar dá liberdade aos laterais para subirem e liberta a equipa da pressão dos dois extremos adversários que se veem obrigados a recuar, ao mesmo tempo que lhe permite jogar de frente para o jogo e, a cima de tudo, para a frente. Tudo isto é muito comum no futebol, mas tem sido raro na versão 2014/2015 dos Dragões.

Com a equipa mais estável atrás apareceram os desequilibradores. Danilo está um monstro, Alex Sandro apareceu em bom plano, Quintero está cada vez melhor, Herrera vem também numa sequência de bons jogos, Brahimi é um jogador de topo, Tello uma verdadeira seta apontada à baliza adversária e para Jackson já nem há palavras. Quando se consegue meter tanto talento ao serviço da equipa o resultado está à vista.

Claro que os especialistas e analistas preferiram dizer que a goleada foi fruto da incapacidade do Arouca em pressionar o FC Porto, ignorando o porquê disso ter acontecido. Se tivessem feito esse raciocínio lógico em vez de estarem atentos ao que o Quaresma andava a fazer, talvez tivessem chegado à conclusão que o Arouca não pressionava mais porque não podia nem conseguia. Mérito para a equipa do Porto e para o treinador Lopetegui.

Casemiro e a posição 6


Pelo que me é permitido ler e ouvir, penso que é opinião quase generalizada que Casemiro não é o médio-defensivo que o FC Porto precisa. Talvez devido a vários anos com Fernando na posição, criou-se a ideia no seio portista que quem ali jogar tem de estar em todo lado. Muitos acusam o actual camisola 6 de ser demasiado lento para o lugar e de não ter qualidade para ser titular no FC Porto. Outros há que chegam ao extremo de afirmar que não teria lugar no plantel e que só joga porque veio do Real Madrid. Eu discordo.

Na minha opinião, o Casemiro tem várias características que o tornarão num óptimo trinco a curto prazo: bom desarme, agressividade, bom jogo aéreo e boa capacidade técnica e de passe. O que o separa neste momento de ser um 6 de eleição é a falta de rotina na posição, mas isso adquire-se com jogos e muito treino. Sendo ele um bom profissional e um jogador de selecção - brasileira, não de uma qualquer -, é natural que o processo seja mais rápido.

Curiosamente, surgiu hoje a notícia que Ancelotti pondera fazer regressar ao Real Madrid já em Janeiro aquele que para alguns não tem lugar no plantel dos Dragões. Para isso o clube espanhol teria de terminar o empréstimo meio ano mais cedo e por isso indemnizar o FC Porto. A saída do brasileiro abriria as portas da titularidade a Rúben Neves, que teria a concorrência de Campaña e de Mikel, que por essa altura já estará pronto a jogar. No entanto, acredito que esta cenário não se verificará, uma vez que Casemiro ficaria impedido de alinhar na Liga dos Campeões pelo Real Madrid, algo que não seria do agrado nem do jogador nem do clube.

26 de outubro de 2014

5 Euros o golo


Deste ponto de vista até nem está caro, mas não deixa de ser vergonhoso que as equipas ditas pequenas se aproveitem desta maneira. 25€ é um preço abusivo para um jogo de futebol entre duas equipas tão desniveladas e num estádio e relvado com tantas deficiências. De recordar que outros só pagaram 13€ para ver a equipa que apoiam jogar contra este mesmo Arouca no... Municipal de Aveiro. Mas tudo bem, é a crise...

Golos. É quase que só isso que interessa. São eles que criam e reinventam a história do jogo, quantos mais melhor. A eficácia não tem sido propriamente o nosso melhor atributo, mas ontem fomos certeiros e com um timing inicial que acabou por arrumar a discussão do encontro. Tranquilo, como já estávamos a precisar e bastante importante para estabilizar e motivar as tropas. Antes do jogo com o Bilbao, disse que a equipa tinha de exercer o seu direito de resposta e acumular vitórias, uma vez que só assim é possível evoluir da melhor forma. É continuar assim, passo a passo.

 Algumas notas:

- Apenas uma alteração no onze - justificada, quanto a mim. Terá Lopetegui encontrado uma fórmula para repetir muitas mais vezes?

- Trinco mais recuado no apoio aos centrais na saída da bola - algo comum no futebol mas raramente visto neste Porto - e mais jogo interior por força de um bloco médio mais coeso. Ainda há várias coisas a melhorar, mas é a jogo a jogo que se crescer.

- Bolas despachadas na nossa área e redondezas sem cerimónias.

- Quintero está cada vez mais crescido...e resistente. Quem o viu e quem o vê. 

 - Banco a render. Aboubakar - que tractor, que força...e nada tosco, pelo contrário! - entrou bem e fez golo, onde responde bem a um excelente passe de Quaresma, também ele suplente neste jogo. O camaronês a mostrar que pode ser aposta mais vezes.

- Folha limpa cinco jogos depois, muito graças a Fabiano que juntou defesas atentas e um pouco complicadas. Guarda-redes forte faz forte a sua defesa.

Com uma semana a separar este jogo do próximo, é tempo de recarregar baterias e trabalhar de forma a dar continuidade a estes dois bons resultados. O Nacional da Madeira é o adversário que se segue.

6 de outubro de 2014

Critérios e Unanimidades

Na capa da edição de hoje do jornal O Jogo salta à vista de todos o texto "Tribunal unânime: penálti por marcar a favor dos bracarenses". Ao ver isto fiquei logo duas perguntas na cabeça. Desde logo, como pode ser possível considerar um lance em que não existe qualquer infracção como sendo faltoso e logo por unanimidade? Quem terá sido o árbitro que não considerou como sendo falta o abraço que o Maxi deu em André Claro e que critério estaria a invocar para justificar essa opinião?

A resposta à primeira pergunta ficará para sempre sem resposta. É para mim impossível perceber como um lance inofensivo em que um jogador aproveita um toque mínimo  (e reforço aqui o mínimo) para se atirar e tentar cavar uma falta pode ser considerado penálti. Pedro Proença não se deixou enganar, mas o mesmo já não se pode dizer de Jorge Coroado, Pedro Henriques e José Leirós. Dois deles - talvez influenciados pelos comentários de Luís Freitas Lobo - acham ainda que o pequeno toque que Rúben Micael deu em Alex Sandro seria motivo para assinalar falta e o respectivo penálti. Quem impediu a unanimidade neste lance foi Pedro Henriques que, talvez não querendo recorrer à questão da intensidade tão apreciada entre os comentadores desportivos, nega a existência de qualquer contacto, apesar deste ser evidente. Se era suficiente ou não para justificar a queda é outra história, mas pelo menos não tentem fazer das pessoas cegas...

Em relação à segunda pergunta, a resposta é José Leirós e a justificação não podia ser mais elucidativa: não é falta porque não é falta e o árbitro fez bem em mandar seguir. Ponto final. Assim, de uma forma tão simples, se tenta branquear uma falta evidente se calhar até seria merecedora de cartão vermelho por impedir uma situação de golo iminente.

Para perceber um pouco melhor este problema, aconselho também a leitura dos seguintes posts de outros blogs portistas:
- http://www.reflexaoportista.pt/2014/10/os-penalties-de-pedro-henriques.html
- http://tomoii.blogspot.pt/2014/10/eu-tambem-choro-e-podia-chorar-mais-um.html
- http://www.pobodonorte.com/2014/10/sergio-conceicao.html
- http://dragaoatento.blogspot.pt/2014/10/a-analise-do-tribunal-de-ojogo-e.html
- http://portistasdebancada.blogspot.pt/2014/10/hugo-miguel-nao-viu-o-jn-tambem-nao-e-o.html

O jornal O Jogo está neste momento refém da opinião de três indivíduos que vão mudando os próprios critérios semana após semana conforme a equipa a quem avaliam os lances, ou então só porque sim. É uma questão de critério.

11 de março de 2014

Gato escaldado tem medo de água fria

Luís Castro teve um inicio promissor como treinador da equipa principal do FC Porto. Com apenas quatro dias de trabalho com o plantel (ou parte do plantel), foi fácil perceber algumas diferenças para o FC Porto de Paulo Fonseca. Desde o regresso ao 4-3-3, passando pela posse de bola mais paciente e criteriosa, até às substituições acertadas e em tempo útil.

Tudo corria às mil maravilhas - para as condições em que a equipa se encontra -, até que o Arouca, com muita sorte à mistura e na primeira vez que chegou à baliza do FC Porto, reduz para 2-1 e minutos depois Quaresma falha o penalti que devia ter devolvido a vantagem de dois golos e a tranquilidade à equipa.

Fruto de uma época em que já perdeu várias vantagens, a equipa portista mostrou-se um pouco nervosa durante largos minutos após o golo visitante e só voltou a acalmar após a entrada de Quintero e Ghilas. Notou-se uma fragilidade psicológica enorme em alguns jogadores que acusaram em demasia o golo sofrido e, para já, será este o primeiro problema a resolver por Luís Castro.

Penso que não seria sensato pedir muito mais à equipa e ao treinador com tão poucos dias de trabalho e com muitos jogadores ausentes nas respectivas selecções. No entanto, foi um estreia positiva e a tendência será mesmo para melhorar nos próximos tempos. Com o regresso de Alex Sandro ao onze, Mangala regressará ao centro da defesa para formarem juntamente com Maicon e Danilo o quarteto defensivo mais forte possível e que raramente foi aproveitado por Paulo Fonseca. Se a isto juntarmos o regresso ao 4-3-3 e à maior posse de bola, temos todos os ingredientes para resolver grande parte dos problemas defensivos e, por arrasto, psicológicos deste FC Porto.