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19 de novembro de 2014

A fase de grupos da Liga dos Campeões ainda não terminou


Não é novidade para ninguém que devido ao afastamento precoce na Taça de Portugal o FC Porto apenas voltará à competição na próxima terça-feira. O jogo a contar para a Liga dos Campeões será disputado na Bielorrússia e, importa referir, será às 17h00 e não às 19h45 como é habitual na maioria dos jogos desta competição. O BATE Borisov será assim um bom "jogo-treino" para o regresso à competição após a paragem para os jogos das selecções. Com o apuramento garantido, os Dragões podem agora gerir os dois últimos jogos sem a pressão da obrigatoriedade de ganhar. Seguem-se alguns dos objectivos a que o FC Porto se deve auto-propor para o que falta da fase de grupos.

Amealhar mais 2 milhões de euros - As finanças do clube não vivem os melhores dias e a Liga dos Campeões sempre foi uma excelente fonte de receita. Com o prémio por vitória cifrado em um milhão de euros, o FC Porto tem a possibilidade de juntar mais dois aos €3,5 milhões já acumulados com as três vitórias e o empate alcançados até ao momento.

Garantir que ninguém está suspenso para os oitavos-de-final - Ao contrário dos rivais lisboetas, o FC Porto tem recebido poucos cartões amarelos, quatro no total, distribuídos por Óliver, Alex Sandro e Maicon (2). Lopetegui, mais do que ninguém, deve estar consciente de que inscreveu poucos defesas para a Liga dos Campeões, três centrais e três laterais contando com Ricardo. Sabendo que o terceiro amarelo vale um jogo de suspensão, é importante que o central brasileiro o receba já na próxima jornada e cumpra castigo no último jogo da fase de grupos. Alex Sandro e Óliver também devem ter cuidado extra neste capitulo.

Dar oportunidades aos menos utilizados - No ponto anterior referi a importância de livrar a equipa de ter jogadores suspensos na próxima fase. Para ajudar a cumprir esse objectivo, o plantel conta com jogadores capazes de substituir os habituais titulares sem comprometer a qualidade da equipa. Indi e Marcano podem formar a dupla de centrais na última jornada, enquanto que nos jogos que faltam Evandro e Rúben Neves podem render Óliver e Ricado pode jogar a lateral esquerdo. Pessoalmente apostaria na dupla Maicon-Marcano frente ao BATE Borisov - dando assim a oportunidade a Maicon para forçar o cartão amarelo e evitando expor o Indi a qualquer sobressalto - e poupava um ou outro jogador em cada partida. Nada de extravagante porque ainda há muito dinheiro em disputa, mas sempre com um olho no jogo seguinte a contar para o campeonato, até porque após a recepção ao Shakthar segue-se o FC Porto-Benfica.

Garantir o primeiro lugar - Vencendo nesta jornada, o FC Porto pode garantir imediatamente o primeiro lugar no grupo caso o Shakthar não vença os espanhóis do Athletic de Bilbau. Em caso de vitória ucraniana, tudo ficará decidido na última jornada, quando FC Porto e Shakthar medirem forças no Estádio do Dragão. O primeiro lugar no grupo dá a (possível) vantagem de defrontar um dos segundos classificados nos oitavos-de-final, aumentando assim um pouco a possibilidade de chegar mais longe na prova.

Nenhum dos pontos parece impossível de cumprir com sucesso, mas há que manter a equipa focada e impedir que qualquer um dos jogadores entre em campo com a sensação de que já não há nada em disputa. Estou certo que a direcção e o treinador saberão passar à equipa a mensagem de como ir longe na prova é importante para o clube. Se os quatro objectivos que mencionei forem alcançados, será talvez a melhor prestação de sempre do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões em todos os aspectos.

5 de novembro de 2014

Cada vez mais Porto


O FC Porto fez um jogo frio, tão frio que o San Mamés gelou. Os bascos não souberam chegar perto de Fabiano, excepção feita a um lance em que Guillermo ia marcando sem saber como. Do outro lado, estava uma equipa muito bem organizada e coesa, que abordou a partida de forma irrepreensível e até podia ter marcado mais golos, ou chegado à vantagem mais cedo.

Destaques:

- Centrais seguros: Maicon e Indi limparam tudo o que lhes foi aparecendo pela frente, com ou sem bola para o mato, mas sempre a afastar o perigo.

- Casemiro: Das melhores exibições do brasileiro desde que chegou ao Dragão, numa altura em que tem sido muito criticado e, não raras vezes, de forma injusta. Hoje, não deu hipótese para isso.

- Brahimi: Estou aqui a olhar para o cursor a piscar e nem sei o que escrever, os adjectivos começam a escassear para descrever tamanho talento e habilidade com a bola nos pés. Ele faz muitas vezes a jogada que originou o golo de Jackson, certo, e tirar-lhe a bola? Um, dois, três, vão caindo todos.

- Jackson: Retira-te da lista de marcadores de penaltys ou alguém que te retire. Dado o cachaço no pescoço vamos aos merecidos elogios: Top. Incansável, solidário no processo defensivo, com uma classe no controlo de bola ao nível de poucos. Se queremos em Jackson um simples ponta-de-lança que esteja lá para ler e encostar, ele corresponde, se queremos no colombiano um pivot ofensivo que jogue e faça jogar, o cafetero cumpre na mesma.

- Tello: Jogo fraco do espanhol, que não encontrou espaço para explorar a velocidade e decidiu mal quase sempre.

- Adeptos: Vénia aos milhares que se fizeram ouvir do primeiro ao último minuto. A equipa sentiu mais apoio hoje do que no jogo do Dragão.

Momento do Jogo:
73 minutos, 2-0 pelos pés de Brahimi


O jogo estava controlado, mas 1-0 é sempre perigoso. O golo que acabou com as dúvidas e foi um prémio merecido para o argelino. Oferta da defesa? Temos pena, não pode cair sempre para o mesmo lado!

Brahimi foi o melhor em campo, (na nossa opinião e na da UEFA também) pela assistência soberba e pelo golo, mas também por toda a classe que espalhou em campo.

Quarta jornada, dez pontos e oitavos de final carimbados num estádio onde muitos querem, mas poucos podem. Este Porto continua a crescer, mostra-se mais organizado, equilibrado e fiável. As vitórias (quarta consecutiva) cimentam uma evolução sustentável que ainda tem muito por onde se desenvolver.

4 de novembro de 2014

Pouco a perder, muito a ganhar


No último jogo (vitória por 2-0 frente ao Nacional), Lopetegui lançou Óliver no lugar que tem sido de Herrera enquanto que Quaresma apareceu no onze por troca com Tello. O treinador do FC Porto decidiu assim poupar dois jogadores que podem ser fundamentais naquela que poderá ser considerada como a deslocação mais difícil até ao momento. Enquanto isso, Quaresma foi premiado com a titularidade depois de ter estado em bom plano nas últimas vez que foi lançado durante os jogos e Óliver ganhou algum ritmo de jogo, uma vez que desde que foi substituído ao intervalo do jogo frente a Sporting jogou apenas oito minutos.

No jogo frente ao Bilbau no Estádio do Dragão, no inicio da segunda parte, o meio-campo do FC Porto perdeu o controlo do jogo e foi engolido por um adversário mais aguerrido do que se havia mostrado até então. Durante esse período os Bascos chegaram ao empate, mas Lopetegui resolveu o assunto lançando Rúben Neves para o lugar do já desgastado Quintero. Os Dragões rapidamente reassumiram o controlo do jogo e deram ao treinador as condições necessárias para apostar em Quaresma que acabaria por marcar o golo da vitória. Óliver entrou pouco depois para ajudar a segurar a vantagem.

Olhando a estes acontecimentos e ao facto do Bilbau precisar desesperadamente da vitória, será de esperar que Tello volte à titularidade para explorar os espaços deixados pelo adversário e que Herrera regresse à equipa para da músculo ao meio-campo, mas para o lugar de Quintero. O colombiano tem estado em bom plano, mas Óliver encara o jogo com outra agressividade que pode ser fundamental para contrariar um Bilbau que costuma ser um osso duro de roer em San Mamés. As condições do terreno na hora do jogo também podem fazer a balança cair para um lado ou para o outro.

Seja de que maneira for, é de realçar o facto de Lopetegui ter poupado dois jogadores importantes na equipa ao mesmo tempo que deu ritmo a outros dois que foram fundamentais contra este mesmo adversário, deixando assim um pouco de lado a ideia que roda a equipa só por rodar.

As contas do grupo


Partindo do principio que o Shakhtar vence o BATE Borisov na Ucrânia - na Rússia fê-lo e logo por 7-0 -, o FC Porto fica matematicamente apurado caso vença em Bilbau. Em caso de empate fica a faltar apenas um ponto para o apuramento e três pontos em caso de derrota, sendo que haverá ainda dois jogos para o conseguir: na Bielorrússia frente ao BATE Borisov e no Dragão frente ao Shakhtar.

Como transformar um elogio numa provocação



O treinador do Bilbau, Ernesto Valverde, afirmou que em Espanha apenas Barcelona e Real Madrid estão a um patamar superior ao FC Porto, acrescentando que os Dragões, caso disputassem La Liga, estariam ao nível de equipas como Sevilha, Atlético de Madrid e Valência. O que este jornalista do Diário de Notícias fez foi pegar numa frase proferida de forma elogiosa e tentar conotá-la como negativa. Tendência que foi seguida pela generalidade dos media com especial enfoque na imprensa lisboeta que destaca a frase "o FC Porto ficaria entre o terceiro e o sexto lugares". O que todos eles se esquecem, Valverde incluído, é que o actual campeão espanhol é o Atlético de Madrid, uma das equipas com quem o FC Porto lutaria por um lugar no pódio...

22 de outubro de 2014

Vocês são uma vergonha


Os adeptos do Bilbao merecem todo o meu respeito. Coloriram a cidade de forma animada e respeitadora. Vi imensos bascos com cachecóis e outros adereços do FC Porto, sendo que também foram trocando cânticos com a malta da casa. Ok, deve ter havido alguma excepção, facilitada pela Super Bock, mas estas coisas também fazem parte do espírito da Champions. O Atlético de Bilbao está a fazer uma época miserável na Liga Espanhola: oito jogos, uma vitória, dois empates e cinco derrotas. Mas invadiram a cidade invicta para apoiar o clube que amam. Também podia dar o exemplo dos adeptos do Dortmund, mas nem vale a pena, já são mentalidades completamente diferentes, formas muito distintas de interpretar esse conceito de "adepto".

Vocês, que vão ao Dragão assobiar, são uma vergonha. Não merecem o clube que têm, não merecem alapar esse cu no Estádio do Dragão. Não são impacientes, são ridículos. Muitos de vocês já deviam estar a subir a Alameda ou a carregar o Andante quando o Kelvin marcou. E sabem que mais? Fantástico, muito, muito, muitíssimo bem feito! Adorava que isso vos acontecesse sempre. Deliro com o facto de, por nem se terem dado ao trabalho de ficar até ao fim para aplaudir a equipa, terem perdido ao vivo um dos mais momentos mais emocionantes e eufóricos da história do clube. Havia milhares de pessoas que teriam bebido água do mar às refeições durante um mês só para ter um lugar naquele estádio, enquanto outros tiraram bilhete mais cedo.

Ontem, também não faltava quem quisesse ver o jogo ao vivo. Mas uns vivem a quilómetros de distância, outros não têm condições económicas para serem sócios do clube, como eu por exemplo. Nota: bilhetes exclusivos para sócios, mais uma vez, porquê? É que havia imensos bascos espalhados pelas outras bancadas na mesma e havia...

O tema já é um clássico no debate entre portistas. Assobiar ou não assobiar, eis a questão. Não, foda-se, não!! A equipa é nova, jovem, está em construção. Precisa de apoio e de sentir empurrada pelo SEU público, não puxada para trás à mínima coisa. O Maicon está hesitante com a bola nos pés porque não tem linhas de passe. Sabem o que fazem os assobios? Põem três jogadores adversários em cima dele. E estou a ser metafórica, para o caso de não perceberem. Temos cometido muitos erros e isso faz a equipa entrar numa espiral de nervos quando as coisas não correm bem, mas isso resolve-se. No entanto, não se vai resolver de um jogo para o outro.

Metam nessas cabecinhas, e estou segura que não deve faltar espaço, que assobiar a equipa não ajuda em rigorosamente nada. Nada. Só faz com que os jogadores se sintam mais pressionados, mais nervosos, mais ansiosos e isso só potencia mais asneiras. É assim TÃO difícil de entender que se as coisas estão más os assobios só as põem piores? Vão ao Dragão para ver a equipa perder? É que se vão, aí tudo bem, os assobios aproximam-vos desse objectivo, sem dúvida.

Ontem foi mais um exemplo brilhante. Algures na primeira parte, uma troca de bola mais pausada a meio-campo foi suficiente para soltar o assobio. Um jogador demora dois segundos a mais a fazer um passe, assobio. Defesa troca a bola, assobio. Um jogador erra um passe, assobio. Fabiano faz uma excelente defesa a negar o golo. Aplaude-se a acção do brasileiro, damos-lhe força? Nããõoo, vamos assobiar mas é. Mas o crème de la crème da noite de ontem foi a substituição de Casemiro. Simplesmente vergonhoso. A exibição do Casemiro poderia ter sido a pior dos últimos dez anos que não há desculpa ou justificação possível para aquilo. A não ser que, claro, o médio fizesse asneira de propósito.

Os jogadores não são burrinhos, não precisam que uma pessoa produza um som agudo com a boca para perceberem que fizeram alguma coisa de errado. E, definitivamente, não param de fazer asneiras por ouvirem assobios.

"Eu pago bilhete, se quiser assobiar assobio, estou no meu direito." Repito: Vais ao Dragão para a ver a equipa perder?
"Oh pah, mas aqueles gajos não jogam nada!" Tudo bem, também me enervo com os golos oferecidos. Mas quero que os erros parem, não quero aumentá-los.
"Pff...ganham milhões e não podem com assobios, as meninas?" Insisto, vais ficar mais feliz se a tua equipa de milhões perder? O dinheiro não faz deles menos humanos. Gostavas de ter um gajo a melgar-te de forma insuportável enquanto fazes o teu trabalhinho?

Se querem mostrar desagrado com a equipa, façam-no. Assobiem, tragam apitos, tragam aqueles dos cães também, berrem, esperneiem, insultem... mas façam isso no fim do jogo. Os jogadores ficam com as orelhas quentes na mesma.

O Futebol Clube do Porto não precisa desse tipo de "apoio" para nada. Fiquem em casa. "Ando aqui a poupar dinheiro para vir ao estádio e é isto?". Olha, pega no dinheiro e vai à ópera, ao cinema, ao teatro, mas fica a milhas do Dragão. Quando o nosso presidente foi insultado na sua própria casa já não sabiam usar o filho da puta do assobio.

21 de outubro de 2014

Uma rica vitória


A vitória, só a vitória e nada menos do que a vitória interessava. Não que um empate, por exemplo, complicasse o apuramento, mas era a única resposta possível à eliminação prematura e dolorosa da Taça de Portugal. Com Casemiro, Herrera e Quintero a repetirem a titularidade, foi dos pés do colombiano que saiu a assistência para o número 16, mesmo no fim da primeira parte. Grande jogada, sublinhe-se!

Os bascos assustaram com uma bola ao poste, mas a equipa de Lopetegui, sem ser deslumbrante, trocava bem a bola e looonge da baliza de Fabiano. Notou-se que os jogadores quiserem descomplicar a primeira fase de construção e não hesitaram em aliviar sem cerimónias quando necessário. No segundo tempo, houve uma pequena regressão. O Bilbao foi mais afoito e chegou ao golo da maneira mais previsível: aproveitamento de uma oferta. A gentiliza coube a Herrera, desta feita e três jogadores não foram capazes de impedir o remate de Fernandéz.

 O meio-campo tinha dificuldades em pegar no jogo e empurrar a equipa, assim como em cobrir defensivamente. Aliás, tem sido uma constante e um problema por resolver. Óliver Torres, o médio com mais capacidade em receber e distribuir a partir de trás, começou no banco.

Lopetegui mexeu na equipa, com as entradas de Rúben - exibição agradável - e de Ricardo Quaresma que deu um grito de raiva e revolta. Remate certeiro que contou com a ajuda do "portero", mas não podemos sempre ser nós a sofrer golpes destes. O festejo do Harry Potter encarnou a voz de todos nós.

Até ao fim do jogo, o Bilbao ainda pregou um susto num livre, a castigar uma falta completamente desnecessária de Alex Sandro, mas a vitória não fugiu ao Dragão, que também cheirou o terceiro golo por intermédio de Jackson. O colombiano esteve bem em tudo menos na finalização, há dias assim.

Três pontos fundamentais que dão confiança à equipa e projectam a passagem aos oitavos. Vamos em frente!

Sobre aqueles que vão ao Dragão equipados à Porto e apoiam a equipa adversária, falaremos noutro post.