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13 de março de 2015

Por vezes não é preciso estar em campo para ser um verdadeiro capitão

Esta situação pode ter passado despercebida a muita gente, mas isso não significa que seja menos importante do que muitas outras ou que não mereça ser partilhada. Tudo se passou após o choque entre Fabiano e Danilo que acabou com o lateral a sair de campo numa ambulância directamente para o hospital. Enquanto o camisola 2 era assistido pelos bombeiro e equipa médica após perder os sentidos, Fabiano não conseguia sair do local e notava-se a milhas o sentimento de culpa e de preocupação na cara do guarda-redes. Helton, que estava a a muitos metros de distância no banco de suplentes, gritou até conseguir a atenção de Fabiano para depois o mandar abandonar o local. O capitão do FC Porto foi fundamental para acalmar o colega de equipa para que este pudesse continuar calmo e concentrado no jogo, uma vez que, nesta partida em especial, o camisola 12 teria de estar absolutamente concentrado, pronto e, principalmente, sem medo de fazer o trabalho de um líbero. No final da primeira parte, o camisola 1 voltou a ser o primeiro a falar com o Fabiano e no final do jogo fez questão de ir celebrar a vitória com ele. Na noite de terça-feira, Helton foi um grande amigo e um enorme capitão de equipa.

As imagens falam por si.

10 de março de 2015

Um Porto de classe mundial

O FC Porto goleou por 4-0 o campeão suiço e carimbou com classe a passagem aos quartos-de-final da Champions. Se a tendência for seguida, iremos ler e ouvir nos próximos dias que o Basileia foi uma adversário pouco aguerrido, sem chama, com pouca agressividade e que não fez tudo o que tinha ao alcance para derrotar os Dragões. Uns autênticos meninos de coro estes suiços, que nos fizeram perder a conta às entradas por trás que, com um árbitro mais rigoroso, teriam valido um ou outro cartão vermelho.

Era importante para o FC Porto que a equipa respondesse bem à ausência de Jackson e a resposta foi esclarecedora. Logo aos 14 minutos, Brahimi marcou na conversão de um livre directo após falta de Walter Samuel - que escapou sem qualquer cartão, mas que se fosse em Portugal num qualquer jogo do actual líder teria visto o vermelho - sobre Tello. Herrera abriu a segunda parte com um belo golo à entrada da área e, pouco depois, Casemiro marcou na marcação de um livre de longa distância, colocando uma pedra sobre a eliminatória. Aboubakar fechou a contagem com o quarto golaço da noite.

Mencionei aqui que, mais que nunca, a equipa precisaria de Herrera e Brahimi de volta às boas exibições. Ambos responderam de forma positiva e até foram quem abriu o caminho para a goleada. A dupla Maicon-Marcano continuam de pedra e cal, mas sem esquecer o contributo de Casemiro que fez um jogo monstruoso. Evandro, com mais uma exibição bastante positiva, cimentou o lugar de substituto natural de Óliver.

Mas nem tudo foi positivo. Ao minuto 22 Danilo embateu com Fabiano e caiu inconsciente no relvado, sendo retirado do relvado de ambulância e substituído por Martins Indi. Quem acabou por jogar como lateral-direito no resto do jogo foi Alex Sandro e fê-lo com a classe que lhe é inata, mesmo sendo esquerdino. Felizmente, as notícias sobre Danilo são positivas e apontam para que tudo não tenha passado de um susto. Nota positiva para Helton que mesmo estando fora foi um verdadeiro capitão, aconselhando Fabiano a sair da zona onde Danilo estava a receber assistência para depois acalmar o camisola 12 para que este pudesse manter-se concentrado no jogo.

Quando nada o fazia prever, Marcano viu o cartão amarelo de forma infantil, completando um ciclo de três cartões e ficará assim de fora do primeiro jogo dos quartos-de-final. O espanhol, assim como outros jogadores do FC Porto, envolveu-se desnecessariamente numa confusão promovida pelos jogadores do Basileia e irá agora pagar caro por isso. Lopetegui esteve mal a gerir o grupo nas duas jornadas da fase de grupos disputadas já com o apuramento garantido e começam agora as contrariedades causadas por essa deficiente gestão. Marcano está castigado por um jogo, obrigando assim a desmontar a dupla actual, enquanto que Óliver, Maicon, Danilo e Alex Sandro continuam em risco. Quase todos eles podiam estar em situação melhor caso tivesse sido implementada uma estratégia preventiva.

O FC Porto regressa assim, com todo o mérito e invicto, aos quarto-de-final da maior prova de clubes da Europa. Desde 2008/2009 que não o fazia e na altura até esteve perto de fazer sensação ao empatar 2-2 em Old Trafford, mas acabou eliminado pelo Manchester United com um resultado acumulado de 2-3. O sorteio está marcado para 20 de Março e a primeira mão será disputada a 14 ou 15 de Abril.

A última vez contra o Basileia foi assim...

Danilo foi quem acabou por remediar uma daquelas noites em que a bola parecia não querer entrar. O FC Porto foi dono e senhor de todo o jogo, mas o Basileia teve a felicidade de marcar na primeira e única ocasião que dispôs. Depois de estar em vantagem, a equipa da casa não teve problemas em jogar duro e feio para a tentar segurar. O 1-0 prolongou-se quase até ao minuto 80, altura em que Danilo vê um cruzamento ser cortado com a mão dentro da grande área suiça. O árbitro assinalou a respectiva grande penalidade que o próprio Danilo se encarregou de converter, colocando assim alguma justiça no marcador. Mas não toda, porque o FC Porto fez mais do que suficiente para sair vencedor e só não o fez por manifesta infelicidade.

O momento insólito da noite aconteceu logo no arranque da segunda parte. O FC Porto voltou do intervalo empenhado em anular a desvantagem no marcador e Casemiro chegou mesmo a introduzir a bola na baliza do Basileia. Golo prontamente validado pelo árbitro que só dois minutos depois decidiu voltar atrás e assinalar fora-de-jogo a Marcano. A decisão acaba por ser correcta uma vez que o espanhol beneficiou da posição irregular para limitar a acção do guarda-redes adversário, mas não deixou de gerar  alguma confusão um pouco em toda a gente devido à natureza especial da decisão. Os jogadores da casa chegaram a ter a bola no meio-campo pronta para reiniciar o jogo.

Hoje, três semanas depois, os comandados por Lopetegui têm uma boa oportunidade de seguir para os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Óliver regressa às convocatórias após recuperar de uma lesão contraída no jogo da primeira mão, enquanto que Jackson faz o caminho oposto também fruto de lesão. Será o primeiro grande teste sem o goleador e habitual capitão de equipa. Não são esperadas facilidades e a única certeza é que o FC Porto começara o jogo em vantagem na eliminatória. No entanto, estou certo que "basta" jogar como em Saint Jakob Park para carimbar a passagem à próxima eliminatória.

19 de fevereiro de 2015

Um dia triste para todos

O FC Porto tem uma característica própria: não sabe jogar para o empate. Há quem ache isso bom e há que ache mau, mas penso que digo a verdade quando afirmo que os portistas ficam satisfeitos com um empate apenas em condições muito adversas, como por exemplo no jogo frente ao Sp.Braga para a Taça da Liga. Ontem, na Suiça, o empate acabou por ser um mal menor tendo em conta todos os factores, mas quem fez o que o FC Porto fez tem de ter a noção que sem esses factores estranhos não seria de esperar nada mais que a vitória. Qualquer pessoa que tenha visto o jogo facilmente percebe isso. Pensava eu e também Lopetegui, mas a realidade foi diferente.

Foram vários os jornalistas e colonistas a insurgirem-se contra o lamento do treinador basco pelo facto de apenas os media portugueses não terem valorizado o jogo que o FC Porto fez. muitos deles devia ainda estar bastante incomodado com o facto da equipa do coração não ter jogo a meio da semana ou então só jogar hoje, ou até pelo facto de não ser o jogo do Real Madrid a ser transmitido em sinal aberto. Acusaram Lopetegui de recorrer à arbitragem como desculpa para esconder os próprios erros, traçando ainda um paralelo absurdo com o que aconteceu em Portugal. Ok, o treinador portista falhou em algumas opções no inicio da época, abusando da rotatividade no plantel, e a equipa acusou isso. Mas em que é que isso afecta os ficais de linha ao ponto de assinalar foras-de-jogo aos adversários do Benfica quando o jogador se encontra um metro em jogo? Em que é que o facto de Tello e Quaresma irem alternando na titularidade faz com que uma entrada do Samaris para vermelho directo se transforme num simples cartão amarelo? E podia ter escrito Talisca, Maxi, Enzo ou Luisão que a frase continuaria verdadeira. Terá pesado a titularidade de José Ángel em Guimarães nos diversos foras-de-jogo mal assinalados ao ataque do FC Porto?

Ontem foi um dia triste para todos. Para os portistas porque o FC porto não ganhou e para os outros porque o FC Porto não perdeu. Hoje foi um dia triste apenas para aqueles que tentando atacar Lopetegui acabaram por lhe dar razão.

18 de fevereiro de 2015

Bom treino para o Bessa

O empate na Suiça foi um mal menor para um FC Porto que dominou por completo durante os 90 minutos e que viu o adversário marcar no primeiro e único remate feito à baliza de Fabiano. Por momentos cheguei mesmo a pensar que estava perante um jogo a contar para o campeonato, tal foi a atitude do Basileia e a má qualidade da arbitragem. Penálti por marcar sobre Jackson; segundo amarelo por mostrar a Walter Samuel; passividade perante as faltas no limite entre o duro e o violento da equipa da casa; e uma eternidade para decidir se o golo do Casemiro era válido ou não. Aliás, ainda estou à espera que o árbitro decida definitivamente que o golo do Danilo é válido, não vá ele mudar de ideias em relação ao penálti já com o jogo terminado...

Do jogo só não gostei da tendência excessiva que o FC Porto tem para jogar pelos flancos, da lesão do Óliver e do facto de Alex Sandro se ter juntado a Marcano e Maicon na lista de jogadores a um cartão amarelo de ficarem um jogo de castigo. Se a forma de jogar é uma opção do treinador e as lesões imprevisíveis, não há muito a comentar, mas em relação aos cartões amarelos a situação podia e devia estar muito mais controlada como tive oportunidade de aqui escrever há alguns meses atrás.

Seguem-se agora Boavista, Sporting e Sp.Braga em jogos a contar para o campeonato. É fundamental vencer estes jogos para continuar a pressionar o Benfica e para descolar definitivamente do Sporting. Depois sim será tempo para pensar no jogo da segunda mão frente ao Basileia.