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23 de outubro de 2016

Baías e Baronis - FC Porto 3 vs Arouca 0


Se não sabe onde encontrar a versão original desta rubrica então é bem provável que tenha aterrado na Bluegosfera de pára-quedas neste preciso momento. Seja bem-vindo! Hoje, excepcionalmente, só porque fiquei de bom humor com a vitória por 3-0 sobre o Arouca que começou logo após um empate do Sporting em Alvalade, vou copiar de forma descarada o Porta 19. Vamos a notas:




(+) A linha defensiva e Danilo. Se não viu Casillas durante o jogo todo a culpa deve ser atribuída quase de forma exclusiva a estes cinco artistas. Rijos e inteligentes como deviam ser todos os jogadores do FC Porto, travaram bem cedo qualquer iniciativa atacante que o Arouca ambicionasse ter.

(+) Diogo Jota: avançado, extremo e construtor de jogo. Se Nuno pretende manter o 4-4-2 como modelo principal então este rapaz não pode sair da equipa. Pelo menos enquanto não aparecer outro com esta capacidade de movimentação. Recuou para começar jogadas; deu largura ao flanco esquerdo que, até entrar Brahimi e ao contrário do direito, não tinha nada que se assemelhasse com um extremo; auxiliou André Silva no centro do ataque; assistiu. No fundo só faltou mesmo marcar para que se possa dizer que fez tudo.

(+) André Silva, o ponta-de-lança. Marcou dois, podiam ter sido mais. Mas há um dado que ninguém pode negar: qualquer um dos golos que assinou foram daqueles que na gíria de tratam como sendo À ponta-de-lança. No primeiro teve toda a calma do mundo, no segundo a pujança que se exige naquele tipo de situações. Enquanto as más-línguas dizem que precisa falhar nove para marcar um, André Silva soma já sete golos em oito jogos e está no topo da lista dos marcadores empatado com... Marega.

(+) A entrada de Brahimi. Pelo segundo jogo consecutivo o argelino saiu do banco para agitar o jogo da equipa. Deu largura ao flanco esquerdo como Óliver nunca conseguiu e procurou de forma incessante o golo durante os cerca de trinta minutos que esteve em jogo. Felizmente viu essa vontade ser satisfeita em cima do apito final e aproveitou os festejo para mandar para o caralhinho de forma figurada mas muito pouco subtil os milhares que o assobiavam por tentar levar a bola para a frente quando tinham passado a hora de jogo anterior a fazer o mesmo porque ninguém o tentava. Delicioso.



(-) Herrera. Não digo que seja suficiente para vencer o Dragão de Ouro para melhor treinador mas colocar Herrera a fazer de Óliver que por sua vez foi tentar fazer de Otávio deveria valer a Nuno uma menção honrosa durante a entrega do prémio. Quanto à exibição do mexicano, mais do mesmo. Começou um pouco perdido no meio, passou para a direita com as entradas de Rúben e Brahimi e continuou um pouco perdido e acabou o jogo perdido entre o flanco esquerdo e o centro. No fundo é essa a palavra que define Herrera nos últimos três anos: perdido.

(-) Casillas. Esqueceu-se de levar guarda-chuva para um jogo em que não teve trabalho absolutamente nenhum e logo numa noite onde a chuva se fazia notar. Inadmissível num guarda-redes com esta experiência. Veremos se este descuido não lhe trará problemas de saúde nos próximos dias.



Jogo de sentido único e com uma exibição agradável que vale o primeiro lugar à condição. Segue-se agora o Vitória de Setúbal.

31 de março de 2016

Máquina de Rube Goldberg

Sou uma pessoa simples. E como pessoa simples, imagino sempre as coisas com uma certa simplicidade. Por exemplo, a contratação de jogadores por parte de um clube, achava eu, seria algo muito linear: o departamento de scouting identificava um atleta com talento e observava-o o suficiente até elaborar um relatório a recomendar a contratação, relatório esse que seria analisado mais tarde pelo treinador e pela direcção do clube e, havendo interesse de ambas as partes, alguém com poder para isso contactava o empresário do jogador em questão para que este iniciasse as negociações entre os dois emblemas tendo em vista a transferência. Afinal não é nada disto.

Não sei como funciona nos outros clubes - e sinceramente não me importa -, mas no FC Porto, pelo menos olhando às cada vez mais notícias de negociatas entre SAD e empresários e/ou fundos de investimento, a coisa é muito mais elaborada. Primeiro aparece uma empresa qualquer que recomenda um jogador ao clube que, por sua parte, paga prontamente alguns milhares de euros por essa acção. Depois o clube vende uma percentagem do passe a um fundo que entretanto regista o atleta num clube "fantasma". Aí o FC Porto compra o jogador a esse novo clube e com isso gasta um valor infinitamente superior ao que gastaria caso tivesse ido directamente à fonte, mas depois de garantida a transferência há que vender nova percentagem do passe a um grupo de empresários que pode ou não ser o mesmo. Em ambas estas operações são pagos custos de intermediação a uma ou várias empresas sem que se saiba bem qual foi o papel delas no negócio ou quem são ao certo. E quem fica com esses encargos? O FC Porto. Mais tarde, com o jogador já no clube, vão sendo recuperadas pouco a pouco parcelas do passe anteriormente vendido. Parece-lhe complicado? A mim também.

No meio disto tudo, qual é o papel do scouting do clube? Fica difícil de perceber. Quase tão difícil como perceber como foi possível alguém ir cedendo pouco a pouco até chegar a este ponto. Certo é que actualmente é cada vez mais raro ver o FC Porto comprar bom e barato, como acontecia no passado.

Merece a SAD ser fortemente criticada por ter chegado a este ponto? Claro que sim! Toda a gente o sabe, mesmo aqueles que vão apregoando o contrário e tentando defender o indefensável. Há quem. talvez por não ser livre de dizer o que verdadeiramente pensa, diga que se vai afastar porque não se revê nesta forma de estar de quem dirige o clube. Mas aí daquele que ouse levantar uma dúvida que seja, porque se lhe perguntarem o FC Porto é um exemplo a ser seguido por todos no que à gestão desportiva e financeira diz respeito. Uma idiossincrasia muito em voga nesta altura.

Há uns dias perguntei o que mudou em tão pouco tempo, numa alusão à mentalidade ganhadora e inconformada que me habituei a ver na comunidade portista e que se tem perdido pouco a pouco. Nesse dia dei dois exemplos dessa forma de estar, hoje deixo outro. Encontre as diferenças.

26 de março de 2016

Que futuro esperar?

Diz o ditado que em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Se considerarmos que o pão de um clube são os títulos então está explicada a constante troca de galhardetes entre os portistas mais inconformados, que não admitem uma época má que seja, e aqueles defendem cegamente a estrutura muitos deles apoiados na ideia que o clube já viveu momentos piores e que se quem lá está agora foi capaz de ganhar no passado então também será no futuro.

Qualquer uma das facções tem razão em muitos pontos, mas ao fim de três épocas de sportinguizaçao do meu clube vejo-me forçado a pender para o lado dos inconformados. Em causa não está o valor de quem no passado fez o FC Porto chegar ao topo ou se conseguirão ganhar no futuro, o ponto aqui é perceber se o título de campeão voltará à Invicta como regra ou como excepção.

Já tive oportunidade de dizer que a mim não me incomodam que se façam transferências com valores altos, sejam eles o valor do passe, comissões, ou essa treta toda que tomou conta do futebol contemporâneo, desde que sejam contratados jogadores de qualidade e que isso não ponha em causa o futuro do clube. Não me incomodou o valor de Hulk, nem de Danilo, nem de Alex Sandro e por aí fora. Mas nos últimos três anos a conversa tem sido outra: o plantel está cada vez mais fraco mas, ao contrário do que seria de esperar, está cada vez mais caro.

É lógico que quem gasta o que a SAD do FC Porto gastou para (não) ganhar o que o FC Porto (não) ganhou tem de ser contestado. Seja ele quem for. A administração é paga a peso de ouro - basta consultar os documentos enviados à CMVM para ver os valores astronómicos - mas tem feito um trabalho miserável, sendo que na presente temporada roça mesmo o amadorismo.

O rumo tomado desde a saída de André Villas-Boas tem enfraquecido a posição do clube no panorama do futebol nacional e europeu. As parcerias com os fundos e grupos de empresários deixaram de resultar tornando os plantéis cada vez mais dispendiosos e desequilibrados, sendo ainda entregues a treinadores quase sem experiência. Se assim voltaremos a ganhar? Isso de certeza que sim, só não sei dizer é daqui a quanto tempo e com que frequência.

Mas não peço a cabeça de ninguém, só peço que acordem de uma vez por todas.

24 de março de 2016

Números inéditos e a defesa do FC Porto

Enquanto o campeonato está parado é preciso fazer qualquer coisa para entreter o pessoal, pelo menos é o que terá pensado a malta que manda e desmanda no que se passa no clube. E talvez movidos por essa ideia decidiram, via Dragões Diário, apontar a tudo o que mexe. Primeiro Vítor Baía, agora o Tribunal do Dragão. Já não é a primeira vez que um assalariado do FC Porto "decide" que é boa ideia atacar publicamente, cada um dentro dos seus níveis de literacia, quem crítica qualquer coisa no clube, como aconteceu por exemplo com o rapidamente abafado Tactical Porto ou com o Mística do Dragão. Todos eles se queixaram de ter sido insultados - seja em forma de comentários nos respectivos espaços ou pelas redes sociais - após esses eventos, depois ainda têm a lata de criticar quem prefere manter o anonimato... Recentemente Augusto Inácio falava em cães de fila a defender os interesses do Benfica, no FC Porto parece haver um Inquisição que visa tratar daqueles que são incapazes de comer tudo sem questionar.

Mas como a pausa da Páscoa ainda está para durar, deixo aqui uma sugestão aos assalariados do FC Porto bastante simples e - embora não tenha dados concretos para o afirmar fá-lo-ei na mesma - popular entre os portistas: pegar em meia dúzia de lances dos jogos do Benfica e perguntar a quem de direito, até pode ser via Dragões Diário, como é que nessas jogadas não foi expulso o jogador da equipa em questão ou por que motivo o árbitro entendeu que não era falta para grande penalidade contra o actual líder do campeonato. Não é necessário ter uma imaginação muito fértil para imaginar uma classificação com os três da frente bem juntinho, talvez até por outra ordem, caso os números na imagem à direita (ou em cima se estiver a ler no telemóvel) fossem mais homogéneos. O desempenho de Xistra no Braga - FC Porto é um exemplo claro daquilo que Benfica e Sporting nunca enfrentaram na presente temporada e que tem afectado o FC Porto com demasiada frequência e que continuará enquanto nada for feito para o evitar. E para começar a compilação deixo aqui dois lances que passaram por entre os pingos da chuva que é a análise da comunicação social:

Lindelöf faz falta na área do Benfica e vê
o árbitro marcar livre contra o Tondela.
Resultado na altura: 1-0; Resultado final: 4-1
Eliseu faz falta para amarelo, que seria o segundo, no início da segunda parte
do Boavista- Benfica mas o árbitro faz vista grossa.
Resultado na altura: 0-0; Resultado final: 0-1
Vamos lá então fazer a defesa do FC Porto...

22 de março de 2016

Eu, javardo, rafeiro, escroque da pior espécie, gente desprezível, frustrado, traumatizado da vida, sem coragem e sem carácter me confesso

Faz parte da minha rotina ler a maioria dos blogs portistas que existem e, quando o assunto me chama a atenção, dou também uma vista de olhos nas respectivas caixas de comentários. Assim sendo, foi num misto de espanto e de satisfação que vi alguém dar eco ao post anterior a este em vários outros espaços onde se vive o FC Porto, situação que foi aceite com naturalidade pela maioria dos respectivos autores. Muito provavelmente estará nesta altura a perguntar-se o motivo desta conversa toda, mas já lá chegamos. É claro que no meio de tanto blog houve alguém a sentir-se incomodado e a partir para o insulto que, já agora aproveito para esclarecer, não é a primeira vez que tal sucede .

Isto fez pensar no seguinte: em que momento uma pessoa deixa de ser portista e passa a ser seguidista? Para mim, ser portista é ser alguém que apoia o FC Porto nos bons e nos maus momentos, não é alguém que defende incondicionalmente quem está no clube, seja ele um jogador, um speaker, um treinador ou até mesmo um presidente. Por muito que essas pessoas possam ter feito pelo clube no passado, não são o FC Porto. Apoiar qualquer coisa que nos metem à frente, apenas porque há anos e anos de bom trabalho para trás, é seguidismo puro.

E nos últimos dias parece que decidiram sair todos da toca. Pior! Preferem defender quem não precisa de defesa, porque além de ter o futuro garantido no clube e tem um passado que fala por si, em vez de defenderem aquilo que precisa ser defendido, que é o Futebol Clube do Porto. De um dia para o outro fiquei com a sensação que Pinto da Costa precisa de freteiros ou lambe-cús para continuar como presidente do clube, tal foram as declarações do género "sempre Pinto da Costa na primeira ou na segunda divisão", dor assumida também pelo Dragões Diário que esfregava na cara daqueles que preferiam ver um rosto novo a liderar o clube que o actual presidente tem o apoio das casas e delegações do FC Porto, quase em simultâneo em que no facebook de alguém que tem um cargo com um nome chique no clube se comentava que os 26% que não apoiam a actual administração são 30 ou 40 ranhosos.

Não se enganem. Apesar de estar completamente saturado pelos erros grosseiros da SAD nos últimos anos, considero que Pinto da Costa merece nova oportunidade para sair pela porta grande e que tem todas as capacidades para o fazer. Depois disso é dar oportunidade a gente nova, porque a grande maioria dos actuais dirigentes portistas já conseguiu provar ser incompetente mesmo tendo a supervisão do melhor presidente da história do futebol mundial.

Isto só será possível se toda a gente, ou pelo menos a maioria, perceber que é impossível defender bem o FC Porto quando se apoia alguém, seja ele quem for, incondicionalmente. E podem contar comigo para defender o clube, dentro dos meus meios, entenda eu que o inimigo está dentro ou fora de portas, e nem que para isso tenha de suportar as investidas de meia dúzia de personagens de ideologia duvidosa. Pelo FC Porto vale a pena.

20 de março de 2016

A democratização da estupidez

Se há coisa que a Internet nos trouxe foi a possibilidade de qualquer um, por mais estúpido, desinformado ou mal-intencionado que seja, poder transmitir para todo mundo uma opinião. A prova disso mesmo é você estar a ler isto nesse momento. A estupidez tornou-se acessível a todos, enquanto antigamente era a comunicação social e quem tinha acesso à mesma a ter o monopólio dessa forma de pensar. Hoje em dia não é preciso ir para a televisão para tentar fazer valer uma ideia estúpida, basta criar um blog, ou uma conta em qualquer rede social, e com relativa facilidade se cria uma audiência.

Serve isto para dizer que tenho lido muita merda sobre o que levou o FC Porto a chegar a este ponto e que, apesar de haver muitos pontos de vista válidos, há um que me choca particularmente, que é dizer com desdém que afinal a troca de treinador não resolveu nada e que mais valia Lopetegui não ter saído.

Em primeiro lugar gostaria de esclarecer duas coisas: que fui a favor da manutenção do basco no comando da equipa para esta segunda época porque acreditei nele quando disse que aprendeu com os erros do ano que na altura havia terminado, mas também cedo percebi que afinal, como diz a música, era só jajão e que com ele como treinador seria mais um ano seco para o clube. Quanto a José Peseiro, foi obviamente uma solução de recurso que pode ou não ficar para a próxima época, mas que está automaticamente ilibado de qualquer culpa na maioria das coisas que possam ainda correr mal. E é isto que passo a explicar.

Uma das coisas que li num outro blog portista - que não vou mencionar mas qualquer um chega lá se reflectir um bocadinho - e me fez rir foi uma comparação entre os recursos disponíveis entre Benfica e FC Porto. Chegando ao ponto de comparar Gudiño, de 18 anos, a Ederson, de 22 e com experiência de primeira liga e Liga Europa, ou então Chidozie, também ele de 18 anos e ainda nem há um ano médio-defensivo, com Lindelöf, jogador com vários anos de segunda liga e já com 21 anos sendo ainda campeão da Europa desse escalão. Depois talvez movidos pela ideia estúpida de que um jogador não se desenvolve a partir de uma certa idade, dizem que como o Jardel tem o FC Porto no plantel, ignorando que o brasileiro é facilmente o melhor defesa-central do Benfica graças à enorme evolução registada nos últimos anos.

Só uma pessoa com muito má-vontade pode comparar o plantel à disposição dos dois treinadores. Enquanto para as laterais Rui Vitória tem Nélson Semedo, André Almeida, Eliseu, Sílvio e ainda foi buscar Grimaldo em Janeiro, José Peseiro tem Maxi, Layún e foi obrigado a recorrer a Ángel, uma das cartas fora do baralho até para Lopetegui. Até se pode argumentar que o André Almeida só defensa e se comporta quase como um defesa-central que actua na linha e é quase verdade, mas que necessidade tem o Benfica de contar com os laterais se tem um ataque tão poderoso por si só? E aqui se encontra a maior lacuna deste FC Porto: o poderio ofensivo.

Se gozar com as opções dos encarnados para a defesa, dizendo por exemplo que o Eliseu é gordo e mais não sei o quê, pode parecer pertinente para alguns, o que dizer das opções azuis e brancas para o ataque? Aboubakar e Corona parecem viver num mundo à parte, Varela está farto de ser jogador de futebol e tanto Suk como Marega parecem condenados ao estigma social de jogador útil, que aos olhos da maioria dos portistas mais não significa do que alguém que só serve para jogar quando não há mais ninguém. Do outro lado - leia-se no Benfica - Há Jonas, Mitroglu, Jiménez, Salvio, Pizzi, Carcela, Gaitán, Talisca e por aí fora. Pode-se alegar o que quiser, afirmar que um só marca golos a equipas pequenas e outro nem no Canelas 2010 tinha lugar, mas ninguém pode negar o óbvio: há opções para o treinador explorar e ninguém pode dormir à sombra da bananeira porque a qualquer momento perde o lugar. E quando lhe falta essa diversidade nas escolhas, as dificuldades para ganhar jogos são evidentes, apesar do sistema montado para bater nos clubes pequenos desde há seis anos para cá.

É aqui que reside o grande problema de José Peseiro e que já se notava em vários antecessores: a falta de pressão sobre os titulares vinda do banco. Aboubakar pode continuar a fazer o favor de jogar pelo FC Porto que acabará sempre por voltar à titularidade porque há muito se tornou óbvio que a SAD pressiona as equipas técnicas para que "protejam" o investimento.

Olhando a todas as condicionantes (falta de opções para a defesa, falta de opções para o ataque, favorecimentos aos rivais e arbitragens habilidosas em momentos chave com prejuízo claro para o FC Porto), só se pode concluir que o trabalho de José Peseiro tem de ser considerado, no mínimo dos mínimos, aceitável. Não só porque a equipa é agora capaz de marcar golos, mas principalmente porque não cede à primeira adversidade.

Não sei se o ribatejano continuará no clube em 2016/2017, mas se isso se verificar merece que a SAD lhe dê um plantel com condições para lutar pelos títulos que o clube ambiciona e que os adeptos parem de procurar incessantemente e em todo lado coisas para implicar. Se ninguém no clube quer ou consegue lutar contra o que se passa fora do campo e que favorece em muito Benfica e Sporting, que pelo menos se dê à equipa condições para lutarem dentro das quatro linhas.

16 de março de 2016

Baader-Meinhof Phenomenon ou Síndrome de Peseiro?


Sabe aquela sensação de ver em todo lado uma coisa que só recentemente descobriu? Se é portista, é provável que neste momento sofra essa perturbação. E não, não falo da palavra nepotismo que passou a ser comum quando se fala da SAD do FC Porto depois de Carlos Abreu Amorim a celebrizar. O acontecimento que desencadeou o Baader-Meinhof Phenomenon na comunidade portista foi a chegada de José Peseiro ao Dragão fazendo-se acompanhar das já centenas de notícias e artigos de opinião que dão conta das dificuldades na transição defensiva visíveis em todas as equipas por onde passou.

O Marcano falou o corte e deu golo do Braga? "Só fica espantado quem quer, tal é a dificuldade que o Peseiro tem em montar uma boa transição defensiva." O plantel não tem defesas-centrais disponíveis, Layún e Chidozie terão de ser opções de recurso. "Tudo bem que havia vários jogadores castigados na defesa e meio-campo, mas aquela transição defensiva deixa muito a desejar!" O Maicon tenta fintar na defesa e oferece um golo a um adversário já depois deste ter marcado um golo na primeira jogada do encontro: "tudo isto era evitável com uma transição defensiva mais forte." E o penálti do Jonas em Paços de Ferreira? "Pouco me importa, enquanto o Porto não conseguir reagir rapidamente à perda de bola, com uma transição defensiva digna desse nome, não adianta pensar nisso." Aboubakar falha um golo de baliza aberta: "com a transição defensiva deficiente que esta equipa apresenta desde a chegada do Peseiro, sorte tivemos nós de o contra-ataque não ter dado golo." Os torniquetes da Porta 12 estão avariados outra vez? "Maldita transição defensiva, vai ser a ruína deste clube."

Transição defensiva. Transição defensiva. Transição defensiva. Parece que é esta a causa de todos os problemas do FC Porto. Pelo menos é uma coisa de aparente fácil resolução, o que indicia que o futuro será risonho mesmo que o sistema continue a favorecer descaradamente os grandes da capital e a SAD continue a fazer plantéis desequilibrados e com lacunas óbvias em alguns sectores. Basta resolver a maldita transição defensiva e tudo vai ao sítio.

3 de abril de 2015

Aproveitando o mau momento

Após o apuramento para os quarto-de-final da Liga dos Campeões, altura em que FC Porto vivia uma série fantástica de bons resultados e bom futebol, tendo somado oito vitórias e um empate (1-1 em Basileia) nos nove jogos após a derrota frente ao Marítimo, teria sido demasiado fácil dizer isto: ainda que seja uma época sem qualquer conquista no Dragão, não ficarei revoltado com nenhum dos jogadores nem com Lopetegui. Mesmo à SAD, que fez um bom trabalho ao formar um plantel com muito talento, só lhe aponto a passividade com que (não) se manifestou contra os factores externos que impediram a equipa de estar agora melhor classificada.

Por isso prefiro dizê-lo agora, para não passar a ideia de que avalio as competências de quem representa o meu clube ao sabor do vento. Hoje seria bem mais fácil, como se pode ver por qualquer outro blog portista, apontar o dedo a tudo e todos.

Sejamos sinceros, o que aconteceu ontem na Madeira foi muito mau e vem no seguimento de outros dois jogos que deixaram muito a desejar - a vitória por 1-0 frente ao Arouca e o empate 1-1 contra o Nacional -, mas também só com muita qualidade, empenho e também bastante sorte foi possível chegar lá. Era suposto o FC Porto ficar pelo caminho mais cedo e a armadilha montada em Braga tinha essa finalidade.

A eliminação na Taça de Portugal também teve dedo externo, mas como nesse jogo Lopetegui decidiu recorrer à famosa rotatividade, a comunicação social aproveitou isso para justificar a vitória do Sporting. Ainda não percebi porquê, mas para avaliar os jogos do FC Porto impera a regra que diz que caso exista um erro de um ou mais jogadores e/ou do treinador, os erros da arbitragem passam para segundo plano por mais graves que sejam.

No campeonato é que não vale mesmo a pena enumerar erros porque está à vista de todos. Só com muitos pontos oferecido por terceiros é que o Benfica se pode dar ao luxo de ser líder mesmo jogando da forma que joga em muitos dos jogos. O FC Porto, como qualquer equipa formada praticamente do zero, vai tendo altos e baixos - e está a passar neste momento um desses baixos - mas em condições normais estaria neste momento a gerir a vantagem para o segundo classificado.

Dito isto, importa também deixar algumas ideias sobre o que foi 2014/2015 e o que tem de ser 2015/2016. Especialmente para Lopetegui.

A última equipa campeã do FC Porto é um perfeito contraste da actual. Se em 2012/2013 víamos um colectivo forte, em que toda a gente sabia o que fazer e quando o fazer, um equipa de acção em vez de reacção e onde faltava alguma espontaneidade no ataque, este ano temos uma equipa que parece viver em demasia das individualidades. Não é coincidência o facto de os melhores períodos desta época tenham coincidido com os picos de forma de Brahimi e mais tarde de Tello. Não é menos coincidência que a ausência de Jackson esteja a coincidir com um período em que os Dragões estão com muitas dificuldades para conseguir bons resultados.

Assim sendo, torna-se prioritário que Lopetegui assuma isto e que na próxima temporada comece cedo a trabalhar a equipa para que esteja menos dependente das individualidades. Até porque Danilo já se foi e Jackson deve ir pelo mesmo caminho. Se este ano houve uma tolerância maior pelo facto de Paulo Fonseca ter desfeito por completo o plantel e porque houve menos pré-época em virtude da participação na pré-eliminatória da Champions, a partir do próximo defeso a exigência em cima do treinador basco será maior.

Lopetegui mostrou nos primeiros meses algum desconhecimento da realidade portuguesa e isso atrasou a evolução da equipa. Os excessos cometidos nas trocas no onze titular foram o principal erro que entretanto parece já ter sido corrigido, apesar do próprio continuar a negá-lo. Falta agora solucionar o jogo colectivo sofrível e a forma deficiente como a equipa gere as bolas paradas ofensivas e defensivas. Trabalho que deve começar a ser feito imediatamente, para que 2015/2016 comece e termine da melhor forma possível.

Esta época deve ser encardo por todos os portistas como sendo o Ano Zero e que só não tem tido melhores resultados porque a equipa tem jogado em terreno minado. A grande maioria dos jogadores mostraram ter grande talento e serem excelentes profissionais, enquanto o treinador mostrou competência e capacidade de evolução, confirmando assim a confiança de Pinto da Costa e garantindo pelo menos mais uma época no comando do FC Porto. A única coisa que vai mudar mal termine a presente temporada será os níveis de exigência, acabe ela como acabar.

5 de março de 2015

Portistas Anónimos há muitos - Bluegosfera


E se houvesse um espaço onde fosse possível consultar de forma rápida se há novidades no universo digital azul-e-branco? Na Bluegosfera encontrará ligações directas para os diversos fóruns portistas, um vasto leque de blogs com links actualizados para os últimos posts e ainda outros links para sites de apoio ao FC Porto.

Definitivamente, para adicionar aos favoritos e manter debaixo de olho.

12 de novembro de 2014

Lista de coisas inúteis com as quais os portistas perdem tempo desnecessariamente

Nesta lista estão presentes alguns dos assuntos que têm sido fonte de debates entre portistas - desde o Presidente ao mais comum dos adeptos - e que, no fundo, não passam de temas insignificantes mas que, mesmo assim, são tratados com a mesma ou mais importância do que os que realmente importam.

O que os canais de televisão colocam em rodapé - Pela segunda vez esta época o FC Porto arrancou um empate ao cair do pano. Frente a Estoril e Shakhtar, em ambas as ocasiões a jogar fora de casa, a equipa portista chegou ao empate em tempo de compensação. Infelizmente o foco dos portistas não passou muito por elogiar a atitude da equipa que, mesmo estando a perder e/ou a jogar mal, não baixou os braços e conseguiu chegar ao golo evitando assim a derrota, mas sim ao facto de alguém, talvez com a pressão que existe no meio para ser o primeiro a dar as notícias, ter escrito derrota em vez de empate no texto que aparece no fundo das nossas televisões. A SIC Notícias até teve honras oficiais no facebook do clube. Mas e o penálti que ficou marcar sobre o Danilo, algum responsável  portista comentou?

A tatuagem de Tello - Há algumas semanas o jogador espanhol que está emprestado pelo Barcelona ao FC Porto decidiu fazer uma tatuagem num dos braços. Por ter nascido a 11 de Agosto decidiu pintar um leão por se tratar do seu signo do Zodíaco. Orgulhoso com a nova tatuagem , Tello colocou uma foto da mesma no facebook mas viu-se forçado a eliminá-la porque um grupo (grande) de infelizes decidiu insultá-lo talvez por achar que o jogador nascido em Espanha estava a prestar tributo ao Sporting.

O que se escreve nos blogs - No final se Setembro rebentou uma polémica em torno do blog Tactical Porto. A situação foi despoletada por um funcionário com bastantes responsabilidades dentro do clube e gerou uma onda de indignação um pouco por toda a Bluegosfera. Uma vez mais via facebook, o responsável pelo blog foi insultado, ameaçado e acusado de estar ao serviço dos adversários do FC Porto. O que ganhou o clube com isso? O mesmo que estava a perder: nada.

A marcação dos livres - Lopetegui disse uma vez que não dá à equipa indicações sobre quem deve bater os penáltis, ficando ao critério de quem está em campo decidir quem se sente com mais confiança para ser o cobrador. Em relação aos livres não encontrei nem uma palavra mas, face aos acontecimentos, deduzo que seja o mesmo principio. No jogo do passado Domingo existiu uma situação que causou revolta em muitos portistas ao ponto de dar uma avaliação negativa a um dos jogadores que mais se empenhou e melhor jogou: Quaresma impôs-se perante Brahimi assumindo ele a marcação de um livre que o argelino se preparava para cobrar. Também não gostei da atitude do internacional português mas, partindo do principio que não existe uma lista de marcadores oficiais escolhidos pelo treinador, o facto de Herrera ter pegado na bola e a entregado a Brahimi não lhe dá automaticamente o direito de ser ele a cobrar a falta. Faltou bom senso a Quaresma, mas nada mais que isso. Caso a lista exista todo o meu raciocínio perde o valor, mas Lopetegui com certeza que chamará a atenção ao camisola 7 como já fez por outros motivos. De qualquer das formas o assunto ficará resolvido.

O jogo de Tozé - Não é segredo para ninguém que o jovem médio além de formado no FC Porto ainda está sob contrato com o clube. A decisão de emprestar Tozé ao Estoril foi tomada pelos responsáveis portistas e ao fazê-lo deviam ter pensado que, tratando-se de um jogador talentoso, havia o risco de jogar contra o FC Porto e, como se verificou, fazê-lo bem. Tozé está no primeiro de dois anos de empréstimo na Amoreira e está a fazer pela vida, se demora mais ou menos a sair de campo não é problema nosso. A pressão que se está a fazer sobre o rapaz é vergonhosa e cobarde, principalmente pelo facto de se pôr em causa as palavras do próprio quando afirma ser portista. Até Pinto da Costa já seguiu por esse caminho, situação que me entristece ainda mais. O que ganha o clube em ajudar a queimar um dos jogadores mais talentosos que saiu da formação nos últimos anos?

No meio destas parvoíces todas vamos perdendo tempo que podia ser aproveitado de forma mais útil, como por exemplo a denunciar as arbitragens que nos têm prejudicado e tanto têm ajudado o Benfica; a debater o futuro do FC Porto tendo em conta a situação financeira da SAD; a tentar perceber os motivos que levaram Pinto da Costa a dar o apoio do FC Porto a Luís Duque; ou a combater os constantes ataques de Bruno de Carvalho a Pinto da Costa e ao FC Porto. Qualquer umas destas opções é sem dúvida muito melhor do que andar a discutir a forma caricata como o Quaresma se veste ou se o Casemiro é um 6 ou um 8.


3 de novembro de 2014

O novo patinho feio


"Casemiro não é 6". Luís Freitas Lobo deu a sentença e os portistas vão atrás. Logo no primeiro jogo que comentou do FC Porto esta época colocou um rótulo no internacional brasileiro que está a ser difícil de arrancar. Jogue Casemiro bem ou mal, a avaliação que grande parte dos portistas faz à prestação do camisola 6 é sempre a mesma: jogou mal e faz faltas em excesso. Exemplos não faltam por essa Bluegosfera fora.

Tomando o jogo mais recente como exemplo, o do passado sábado frente ao Nacional, em que apesar de lhe ter sido (mal) exibido um cartão amarelo aos 19 minutos de jogo, Casemiro conseguiu ser dos jogadores que mais bolas recuperou durante todo o jogo e foi importantíssimo após o 2-0 com intercepções corajosas e que impediram o visitante de reduzir a desvantagem no marcador. Após isto, um pouco por todo lado, fiquei com a sensação que quase toda a gente achava que o brasileiro tinha estado mal, que não é o tipo de jogador que a equipa precisa e que não foi expulso porque teve sorte. Como já referi, é esta a avaliação que lhe é feita jogue bem ou jogue mal, como se de uma coisa predefinida se tratasse. Lopetegui lançou uma meio-campo mais ofensivo que o habitual talvez com o intuito de resolver o jogo mais cedo e puder gerir alguns esforços para o jogo frente ao Bilbao. O 1-0 chegou cedo, mas o 2-0 demorou a chegar e pelo meio Quintero teve de sair para entrar Herrera equilibrar defensivamente o meio-campo. Até aí coube praticamente ao Casemiro parar sozinho as investidas dos madeirenses. Mesmo sabendo que já tinha cartão amarelo que lhe havia sido exibido numa falta cavada pelo jogador do Nacional e enquanto tentava emendar um erro do Maicon.

Casemiro é um jogador duro? É. Pode corrigir isso? Claro que sim. E se não o fizer? Paciência, temos de nos adaptar à ideia de ter um Javi García na nossa equipa. Mas, sinceramente, não me parece que seja esse o caso. Simplesmente não podemos olhar para um jogador e procurar apenas os defeitos. Casemiro é bom no jogo aéreo, é seguro no passe, fiável na saída de bola e forte no desarme. Por vezes faz uso excessivo da força, mas nunca fiquei com a sensação de que o fez com o único objectivo de aleijar o adversário. Numa equipa "macia" como é a generalidade da equipa portista, um jogador como o Casemiro pode ser fundamental.

Nos últimos anos os portistas têm procurado de forma incessante a presença de um patinho feio no plantel. Espero que Casemiro não seja o próximo a ocupar esse lugar que até há bem pouco tempo era, ou ainda é, de Herrera.

28 de outubro de 2014

O que é Ser Porto?

Jackson e Danilo foram dois dos galardoados ontem pelo FC Porto com um Dragão de Ouro, sendo que o colombiano é já repetente depois de também ter recebido um em 2013. Nenhum deles é português e os anos de serviço no clube podem ser contados pelos dedos de uma mão e ainda sobram dedos. No entanto, Jackson é um dos capitães de equipa e Danilo também está na hierarquia da braçadeira, como se pode comprovar no jogo de sábado em Arouca. Saberão eles o que é Ser Porto? Quando é que alguém pode dizer "eu Sou Porto"? E afinal o que quer isso dizer?

Estas perguntas e todas as que se podem fazer sobre este tema são de difícil resposta. Mas, como disse o Hélton, há uma diferença entre torcer pelo Porto e Ser Porto. Como não consigo descrever as diferenças, decidi trazer alguns exemplos do que não é Ser Porto.

29 de setembro de 2014

Portismo Moderno e Nojento

Venho por este meio prestar a minha solidariedade com o(s) autor(es) do blog, ou site, ou o que lhe quiserem chamar, que se viu enxovalhado publicamente, via facebook, por alguém que anuncia com pompa e circunstância ser, desde 2004, o Supporters Liaison Officer do FC Porto. Assim mesmo, em inglês e tudo para ter outro impacto.

Já não é a primeira vez que me dirijo a este tipo de portistas, já o fiz no passado (ler aqui e aqui) e faço-o hoje de novo. E não estou a falar dos bloggers, mas sim daqueles que, talvez por se acharem superiores aos outros por causa do tacho cargo que ocupam, se sentem no direito de decidir que é e quem não é um verdadeiro portista.

Pela primeira vez desde que ando pelo mundo da Internet me apercebo que um blog foi fechado directamente por pressões de alguém ligado ao clube. O blog Tactical Porto (tacticalporto.com) foi atacado directamente pelo Fernando Saul e por coincidência (chamemos-lhe assim) deixou de estar disponível pouco tempo depois. O texto da pessoa responsável pela ligação entre o FC Porto e os adeptos na integra:

«Onde isto irá parar....
A última novidade é uma tal de página chamada tactical porto de alguém que se diz portista e onde explica como o porto jogo as tácticas ofensivas e defensivas...
Um conselho ofereçam-se aos rivais já que a vossa função é desmontar o porto tacticamente e são tão bons que de certeza que lá terão lugar ...
A vergonha tem limites em vez de termos páginas de portistas contra os outros temos contra nós!!!!
Isto é que se chama o portismo moderno e nojento com o qual não me identifico.
Já que são tão bons em análise táctica analisem os pênaltis ,foras de jogo e expulsões perdoadas ao carnide, isso sim é ser por nós e pelo nosso porto!!!!»


Nem vou entrar pela via fácil de dizer que esperava que uma pessoa que ocupa um cargo desta importância soubesse escrever, prefiro concentrar-me na forma prepotente como este usou a audiência que foi ganhando no facebook pelo simples facto de berrar no Dragão para um microfone para calar um portista - que também representa perante a restante direcção do clube - porque expôs num blog algumas das evidentes debilidades tácticas do Porto de Lopetegui.

Se o blog era assim uma ameaça tão grande para o clube e uma arma para os adversários, suponho que estivesse totalmente certo. Assim sendo, penso que seria mais produtivo optar pela contratação do autor para que auxiliasse a restante equipa técnica em vez de o acusar de ser um mau portista ou até mesmo um adeptos de outro clube.

Numa coisa concordo com o nosso "Liaison Officer", há algum tempo que anda no ar um portismo moderno e nojento que faz da opressão e da censura a maior arma.

5 de maio de 2014

O portismo do comodismo

Parece que o meu último post causou algum celeuma em alguns locais. Desde posts dedicados ao meu portismo e com suposições sobre o meu carácter em determinados blogs, passando a ameaças por mensagem privada no facebook, até chegar aos insultos nos comentários aqui no Portistas Anónimos. Valeu de tudo um pouco. Assim sendo importa para mim esclarecer alguns pontos:

- Em momento algum apelei à violência. Afirmar que se devia ter pressionado a SAD a demitir um treinador incompetente não é o mesmo que afirmar que alguém devia ter partido tudo. Quem tira essas conclusões assim do nada só pode estar a agir de má-fé ou a tentar deturpar uma mensagem clara. Atitude que se espera de um qualquer diário desportivo lisboeta, não entre portistas.

- Não me identifico com actos de vandalismo e nunca apelarei aos mesmos. Simplesmente esperava mais de pessoas que, como foi tornado público, foram chamadas à conversa com Pinto da Costa, Paulo Fonseca e Antero Henrique e decidiram a partir daí tentar filtrar qualquer iniciativa de manifestação contra o rumo que a equipa seguia. Será que foi pelo medo de ficar sem apoios do clube como já aconteceu no passado?

- Em momento algum critiquei quem pertence às claques do FC Porto. Critico sim quem tem oportunidade de ser ouvido por quem toma as decisões e não faz valer a sua posição. Além disso, critico também que se tenha decidido humilhar a equipa numa altura em que já tudo estava perdido. O tempo útil de fazer exigências passou há muito, tudo o que se faça agora nesse sentido é apenas show-off.

- Que o clube é dirigido de dentro para fora e não em sentido contrário já toda a gente percebeu e ainda bem que assim o é. No entanto, a ausência total de oposição nunca foi e nunca será benéfica. Se quem toma as decisões achar que está tudo bem e que tudo lhe é desculpável, épocas como esta começarão a ser o normal em vez de ser a excepção. Sem oposição não há democracia e, como felizmente nas últimas décadas nem foi necessário pensar nisso, as pessoas têm tendência a esquecer que o FC Porto é dos associados e não da SAD. Muito menos de um ou outro em concreto.

- Pinto da Costa, por ter feito do FC Porto tudo aquilo que é hoje e por ter provado que percebe de futebol mais que ninguém, é a única pessoa na estrutura do clube que merece todo o crédito e todas as oportunidades para resolver os problemas que vão aparecendo. Todos os outros, por um ou outro motivo, são olhados de lado. E não é só por mim, é por muita gente.

24 de março de 2014

Curto mas indiscutível


Ao dar uma vista de olhos nos variados blogs portistas (ou ditos portistas), percebe-se alguma preocupação depois do jogo de ontem frente ao Belenenses. Embora todos esperássemos uma exibição mais conseguida e uma vitória mais folgada, importa ter em atenção várias coisas. Embora Luís Castro diga que não se pode queixar do cansaço do jogo da passada quinta-feira em Nápoles, não quer dizer que esse desgaste não exista. Depois podemos ainda juntar a ausência de Danilo, Fernando, Maicon e Quaresma, quatro titulares indiscutíveis, na minha opinião. Qual é a equipa que não acusa a ausência de quatro habituais titulares? Mesmo assim, o FC Porto entrou dominante e, ainda antes do primeiro remate do Belenenses, já contava com um golo mal anulado e um remate ao poste. O golo não-anulável surgiu apenas na segunda parte quando o treinador portista já tinha arriscado tudo e de tal forma que acabou o jogo com Ricardo a defesa-central e Licá a lateral-direito...

Não sei como ainda os havia - e continua a haver... -, mas os defensores de Paulo Fonseca parecem ter ficado aziados com a passagem do FC Porto aos quartos-de-final da Liga Europa e agora com esta vitória frente ao Belenenses. Usam argumentos desonestos e chegam ao ponto de pedir penaltis em cortes limpos que aconteceram na grande-área portista. De facto, nem o mais cegos dos benfiquistas conseguiria fazer melhor. E com isto não quero insinuar nada... :-)

Estes dois últimos jogos foram muitos sofridos, mais do que o habitual, mas ambos têm em comum as várias ausências forçadas que limitaram muito as escolhas de Luís Castro que, mesmo assim, conseguiu melhorar a equipa a partir do banco e, com as mexidas certas e em tempo útil, resolveu o que estava difícil. Tendo em conta o que foi o FC Porto até à primeira semana de Março, é reconfortante assistir a um jogo e saber que no banco está um treinador que está a ver e a perceber o jogo, pronto a intervir e fazer com que a equipa tenha a iniciativa de agir em vez de reagir.

O próximo jogo é já na quarta-feira e é talvez o mais importante dos que ainda restam. O FC Porto terá de estar à altura para amedrontar um adversário que está moralizado e que se acha infinitamente superior. Maicon será a única dúvida para este jogo com o Benfica, por isso será de esperar uma equipa na máxima força ou muito próximo disso. Embora seja um adversário forte, este Benfica está mais fraco em relação ao ano passado e não é superior em nada ao Nápoles. No Dragão manda o FC Porto e espero que Luís Castro consiga passar essa ideia aos jogadores que, por si sós, já devem estar mais do que motivados.

27 de novembro de 2013

O que é a crise do Porto?

«Como outros antes dele, Paulo Fonseca atravessa um ano zero especialmente doloroso. A herança era menos pesada do que as de outros tempos e o início até sugeriu exactamente o contrário: 6 vitórias seguidas, com uma Supertaça, liderança isolada da liga e estreia forasteira a ganhar na Europa. É verdade que o futebol não correspondia aos números cor-de-rosa, mas contra factos não há argumentos e esperou-se, no fundo, que os fins potenciassem os meios. Os pontos não eram consequência do jogo capaz, mas podiam vir a ser a sua causa. O encantamento durou até onde pôde, isto é, até à relva onde toda a gente está condenada a cair na realidade: a dos Campeões.
Foi a partir do jogo com o Atlético que tudo pareceu cru: o constrangimento da defesa, o dilema existencial no miolo, a falta de talento nas alas, a crise de Jackson, a incapacidade de impelir a equipa a partir do balneário, a letargia no banco, o discurso pobre do treinador. Os portistas acordaram do coma induzido em que se tinham deixado levar com aquela sensação de quem está a cair no vazio e, desde aí, não mais pararam de esbracejar. Numa equipa bamboleante, esses embalos foram as asas de borboleta que precipitaram o resto do furacão. Nos últimos 7 jogos, o campeão só ganhou 2. A vantagem na liga caiu para 1 ponto e, com toda a gente a ver, veio a maior de todas as lesa-majestades: a pior campanha caseira da História do clube na Liga dos Campeões, que torna a qualificação em não mais do que um rabisco teórico, dependente, quanto muito, de dois milagres. 
Mas o que é, afinal, a crise do Porto? É só o treinador? Dificilmente costuma ser assim tão simples. A verdade é que, em Portugal, paciência é a antítese de qualquer idiossincrasia futebolística. Paulo Fonseca continua a ser o treinador que cometeu o estapafúrdio de levar o Paços de Ferreira a uma Liga dos Campeões e essas são coisas que raramente acontecem por acaso. Tem mais trabalho feito, por exemplo, do que Mourinho ou Villas-Boas quando assumiram a cadeira. Contudo, o que pareceu aos portistas uma ideia simpática de Verão, tornou-se numa bandeira revolucionária nos idos do Outono, quando, mesmo com a afectação europeia, não estamos perante nenhum escândalo. Vítor Pereira passou exactamente pelo mesmo e entregou um bicampeonato, ao ponto de hoje andar a ouvir o "volta que estás perdoado". Paulo Fonseca pode não ser o melhor treinador do mundo, mas não há tempo, nem acidentes suficientes, para dizer que é o pior. 
Depois, há um facto de que só se fala de um jeito envergonhado, mas que tem tanta raridade, quanto peso: o departamento de futebol falhou de forma indiscutível na preparação do plantel. O Porto perdeu o jogador mais "insubstituível" da equipa e o seu único desequilibrador de classe mundial; para os seus lugares, apostou em dois mexicanos mais caros do que era suposto e em sete jovens da Liga. Não é propriamente a mesma coisa. Que a capacidade de investimento não seja a de outros tempos, toda a gente compreende. Que o scouting se permita a um ou dois equívocos, é o mínimo para quem tem acertado tantas vezes. Que se encare uma época de transição a substituir Moutinho e James por rapaziada do Paços e do Estoril, não. 
Dito isto, acho que Paulo Fonseca não tem estado à altura. Desde logo, tem falhado no discurso e na maneira de estar. Em todas as oportunidades, foi provinciano na questão das arbitragens e, quanto à capacidade de contagiar a equipa, nunca chegou a ser mais do que opaco, da sala de imprensa ao banco. Jesualdo, mesmo que não fosse de topo, parecia sempre falar a sério. Villas-Boas era um treinador-modelo que dispensa apresentações. Vítor Pereira, mesmo com todas as aflições, parecia ao menos sentir sempre alguma coisa. Paulo Fonseca limita-se a parecer estremunhado... e a equipa joga como ele. Para além disso, é hoje evidente que a sua refundação táctica foi um fracasso. 
O Porto jogava com o mesmo desenho desde que me lembro. Fonseca chegou e assumidamente mudou. Mexeu no miolo, na saída de bola, passou a pedir mais construção atrás, aproximou um médio do ataque. Como num semestre mau, porém, ninguém percebeu muito bem o que o professor queria. E quem percebeu, não sabe fazer. O Porto, de tractor que enchia cada molécula do campo, num futebol quase científico, passou a ser um grupo de bons rapazes no recreio, a tentar resolver os seus problemas ad hoc, com o que estiver mais à mão, à espera de um 'eureka!' qualquer que lhes redescubra a pólvora de todas as vezes. Diz-se que um treinador deve ganhar ou perder com as suas ideias; ter querido reinventar o Porto, no entanto, é em si mesma a razão porque não se estava preparado para o cargo. 
A História diz que a estrutura do clube aguenta quase tudo, e ninguém ficará muito surpreendido se Paulo Fonseca acabar campeão. Resta saber se ele também aguenta e, mais importante, se vale sempre a pena arriscar até ao dia.»
Texto copiado na integra do blog Tu Não Lideras Bem com o Sono

Embora não concorde com todas as ideias, pareceu-me oportuno partilhar esta análise feita por alguém que, não sendo portista, está a analisar as coisas de forma mais fria. O texto fala por si.

19 de novembro de 2013

Assinem a Petição

Enquanto a Selecção de Portugal se prepara para defrontar a congénere sueca por uma vaga no Mundial do Brasil, enquanto Jorge Jesus é julgado por agredir um policia, enquanto os sportinguistas aplaudem mais um monólogo enraivecido do (ao que parece) maior presidente da história daquele clube, enquanto os anti-portistas primários se masturbam enquanto lêem e especulam sobre as notícias do internamento de Pinto da Costa, outros há que meteram mãos à obra. Noutro sentido, claro.

Corre uma petição online a exigir a - e passo a citar - "Devolução do Centro de Estágio do Olival(CTFD O/C), Equipamento Público aos contribuintes portugueses". Como uma mentira repetida muitas vezes não passa a ser verdade - a não ser talvez na cabeça de quem assim o pretende -, não será por alguns iluminados alegarem que o FC Porto paga "500 euros por mês, sendo todos os custos por conta do erário público por iniciativa de Luis Filipe Menezes" que isto se torna realidade.

Apelo a todos os portistas que assinem e divulguem esta petição. Vamos ajudar esta iniciativa a ganhar força para que, de uma vez por todas, alguém se dê ao trabalho de mostrar a esta gente que não é por um idiota qualquer levantar um rumor contra o FC Porto que este deixará de ganhar.

Enquanto a Selecção de Portugal se prepara para defrontar a congénere sueca por uma vaga no Mundial do Brasil, enquanto Jorge Jesus é julgado por agredir um policia, enquanto os sportinguistas aplaudem mais um monólogo enraivecido do (ao que parece) maior presidente da história daquele clube, enquanto os anti-portistas primários se masturbam ao lerem e especularem sobre as notícias do internamento de Pinto da Costa, o FC Porto continua em silêncio a preparar-se da melhor maneira possível para os jogos que estão à porta. É que, como diz o povo, quem muito fala pouco acerta e, todos nós sabemos, conversa não enche barriga.

26 de outubro de 2013

O meu apelido é Borrego e sou sócio do FCP há mais de 40 anos

Quem, como eu, visita com alguma frequência blogs dedicados ao Benfica já deve ter reparado que a honestidade não consta no léxico da grande maioria deles. Outra coisa que salta à vista é o facto de todos os anos, religiosamente, por altura do aniversário da fundação daquele que é o clube com mais títulos do futebol português decidirem debruçar-se sobre a sua história. Sua, do FC Porto, claro está, porque falar da fundação do Benfica para aqueles lados é tabu.

Existem vários exemplos - como o blog «A Minha Chama» que devido à incapacidade do autor em articular um texto prefiro deixar de lado - mas, no meio deles, destaque para o «Novo Geração Benfica» que, além das constantes conspirações - muito pouco claras e bastante rebuscadas, diga-se -, tem o dom de albergar na caixa de comentários as opiniões de alguns dos benfiquistas mais doentes que existem. No fundo, é a linha de pensamento de quem escreve no blog mas com uma linguagem mais reles. No entanto, não pude deixar de reparar que no meio desses comentários, em mais um post dedicado à fundação do FC Porto, aparece um anónimo, que se identifica como portista, a tecer algumas considerações curiosas.


De facto, a imaginação destas pessoas não conhece limites. Vale tudo para denegrir o nome do FC Porto, até criar um alter ego com outra preferência clubistica. Este pseudo-portista, com uma forma de pensar digna do mais doente dos benfiquistas, não fica por aqui e ainda faz mais alguns comentários ridículos que podem ser consultados no post do blog em questão. Realço ainda que é habitual pela blogosfera encarnada aparecerem estes "portistas" a suportar todas as teorias conspiratórias que abundam nas mentes iluminadas de quem lá escreve. Bastante conveniente mas totalmente convincente para a esmagadora maioria.

Sinceramente não esperava outra coisa, ou não estivéssemos a falar de anti-portistas primários e adeptos de uma instituição - como tanto gostam de lhe chamar - que resulta da fusão de dois clubes e que usa como sua data de fundação a do clube mais antigo. Assim como acho que até tem uma certa lógica, uma vez que o que levou o Sport Lisboa a procurar e a fundir-se com o Grupo Sport Benfica foi a falta de dinheiro dos primeiros, tradição bem presente ainda hoje no clube dirigido por Luís Filipe Vieira.

Serve isto para quê? Nada, dirão muitos. Para esclarecer alguns peregrinos que têm aparecido no «Portistas Anónimos» desde que foi feito o trabalho sobre a fundação do FC Porto, digo eu. Acho estranho haver tanto interesse na fundação de um clube e tão pouca na de outro. Afinal o Sport Lisboa e Benfica não foi fundado a 1908? Então porque motivo continua a usar a data de fundação do Sport Lisboa como sendo a sua?

Por aqui se vê que nestas coisas o FC Porto não tem a perspicácia do seu maior rival. Para não deixar ninguém da sua história para trás, foi assumida como data de fundação a de 28 de Setembro de 1893, data fortemente contestada pelos benfiquistas que defendem que o FC Porto foi fundado em 1906. Sabendo nós que Monteiro da Costa usou como base o Grupo do Destino, de facto teria mais lógica seguir o principio do Benfica e atribuir a data de fundação desta entidade como sendo a do FC Porto... Que seria, já agora, algures no inicio da década de 1890.

Importa apenas acrescentar uma coisa: não importa quem é mais antigo mas sim quem é o melhor e, neste caso, não parecem restar dúvidas. Podem dizer que o FC Porto foi fundado "só" em 1906, ou até em 25 de Abril de 1974, que nada muda no presente e isso é o que mais lhes dói.

5 de outubro de 2013

O lado positivo da derrota


Uma derrota ajuda sempre a que se pense sobre as coisas. E muito se tem debatido os problemas do FC Porto nos últimos dias. Na altura, achei que o empate frente ao Estoril tivesse sido suficiente para que Paulo Fonseca percebesse que alguma coisa estava a correr mal. Os sinais eram evidentes e apontei-os ainda antes desse empate em «Os erros de Paulo Fonseca». Pensei que seria possível corrigir alguns comportamentos e evitar que a derrota chegasse tão cedo na época, mas estava enganado.

Miguel Lourenço, no blog Reflexão Portista, questiona se o treinador do FC Porto estuda os adversários e acusa-o de preparar mal os jogadores para enfrentar o adversário. Embora concorde com algumas coisas do que aí foi escrito, discordo da ideia principal. Com maior ou menor dificuldade, o FC Poro tem entrado e dominado quase todos os adversários na fase inicial da partida. As dificuldades começam a fazer-se sentir quando adversário altera a sua estratégia e ajusta a sua maneira de jogar. Paulo Fonseca não tem revelado ter uma boa intuição para prever estas alterações no adversário e, pior de tudo, não tem tido o engenho para as contrariar depois de postas em prática.

Além disso, e mais que uma questão táctica, neste momento o maior inimigo dos Dragões é a filosofia de jogo. Talvez por estarem habituados a uma filosofia de posse de bola, que automaticamente retirava uma boa parte das oportunidades do oponente criar perigo, os jogadores não se têm mostrado confortáveis com este estilo de jogo mais vertical. Seria bom que Paulo Fonseca recuasse na sua posição e tivesse o bom senso de voltar ao sistema táctico ou à filosofia de jogo do seu antecessor.

Parece-me cedo para jogar em 4-2-3-1 de forma tão vertical para quem jogou durante dois anos na segurança de um 4-3-3 com a esmagadora maioria da posse de bola. Quando duas partes não estão em sintonia, neste caso a equipa e os jogadores, e uma das partes quer impor as suas ideias, por vezes é preciso, numa fase inicial, chegar a um meio termo. Se é intenção de Paulo Fonseca insistir no 4-2-3-1, então que trabalhe a equipa para jogar em posse de bola e de forma mais calma. Se esse tipo de jogo não lhe agradar e quiser algo mais objectivo, que recue o Fernando e jogue num 4-3-3 com uma filosofia de futebol mais directo à baliza adversária. É isto que faz um grande líder, saber quando tem de dar o braço a torcer.

Claro que vai continuar a haver quem ache que está tudo bem mesmo com as evidências à sua frente, mas espero que Paulo Fonseca não esteja neste grupo. Escudar-se no chavão de que não há equipas invencíveis ou nos erros de arbitragem é fácil, mas a única forma de crescer é identificando e corrigindo os próprios erros. Espero que já estejam identificados e que comecem a ser corrigidos já amanhã frente ao Arouca.

11 de março de 2013

Portistas Anónimos há muitos - Os e-mails do João

«Alguns órgãos de comunicação social não estão, claramente, a cumprir com o seu desígnio, de informar a sua audiência de forma livre, justa e imparcial. Atacam, menosprezam e, muitas vezes ignoram o mais titulado clube de futebol português, o Futebol Clube do Porto. Não se coíbem de emitir a sua própria opinião, dissimulada entre as várias notícias. Participam em reuniões de direcção de determinados clubes. Passam por cima de decisões da FIFA. Mentem descarada e propositadamente. São parciais. Manipulam informação impunemente. Atiram poeira para os olhos da sua audiência. Fazem lavagens cerebrais.

Em suma, são veículos de propaganda, ao melhor estilo do soviético Pravda.

Neste blog, procurarei discriminar todas as tentativas de atropelo ao Futebol Clube do Porto. Servirá também como súmula de todos as mensagens que, nos últimos anos, fui enviando para os diversos orgãos de Comunicação Social.»
Foi este o manifesto escrito por João Ferreira, o autor de "Os e-mails do João", para nos dar a conhecer as suas motivações para a criação de um blog completamente diferente do que estamos habituados a encontrar. Se ainda não conhece, visite-o pois vale a pena.