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24 de fevereiro de 2015

Livin' on a prayer

«Temos de suportar, estando prontos ou não, vives pela luta quando ela é tudo o que tens», é o que diz parte da letra de uma música que os Bon Jovi apresentaram pela primeira vez em 1986 e que parece ter sido escrita a olhar para a equipa do FC Porto e para este campeonato. Neste momento a única coisa que os portistas podem fazer é rezar, porque já não basta a equipa ser melhor que os adversários, é preciso ser superior às arbitragens "infelizes", quer no campo onde está a jogar, quer nos campos onde jogam os concorrentes directos.

Hoje apetecia-me manda tudo para o caralho. E nem estou a falar propriamente do Hugo Miguel, porque a esse já o mandei mais que uma vez durante o jogo. Quando fez vista grossa ao penálti sobre o Hernâni foi a primeira, as outras foram-se sucedendo a cada entrada assassina dos jogadores do Boavista sobre os colegas de profissão do FC Porto. Curiosamente, o Boavista acabou com dois amarelos, tantos como o FC Porto, tendo o primeiro sido mostrado ao minuto 77. E o que fazem os responsáveis do clube em relação a isso? Nada. Rigorosamente nada.

A minha indignação deve-se ao facto de já toda a gente ter percebido que este campeonato está viciado, mas, além da revolta do Bernardino Barros e de uma ou outra boquita inofensiva do Pinto da Costa, ninguém faz nada, ninguém quer saber de nada. A 23 de Outubro escrevi aqui que o clube tinha de melhorar muito na forma como comunica com o exterior. Desde esse dia até hoje a situação não melhorou em nada e continuamos a assistir a um FC Porto que é roubado, maltratado e muitas vezes ridicularizado mas que não reage. Um FC Porto que deixa o treinador a dar o peito às balas sozinho enquanto que quem devia falar fica caladinho à espera não sei bem do quê.

A sensação que me passa é que os dirigentes portistas entraram numa fase de masoquismo, porque mesmo perante os roubos que acontecem jornada após jornada, ou mesmo na Taça da Liga como foi em Braga, continuam a apoiar a Liga e a manter um silêncio incompreensível perante situações como a do encontro entre Luís Filipe Vieira e Luís Duque ou as acusações de Bruno de Carvalho, que afirmou que o presidente do Benfica lhe ofereceu uma aliança para que os dois clubes lisboetas fossem campeões de forma alternada.

Mais vale mesmo irmos rezando, porque com tamanha passividade só mesmo com intervenção divina o FC Porto pode sonhar em ganhar qualquer coisa ainda esta época.

22 de fevereiro de 2015

Saber sofrer com bola

O FC Porto vem de dois jogos consecutivos (Vitória de Guimarães e Basileia) onde os adversários tinham alguma dificuldade em distinguir onde acabava a bola e começavam as pernas de quem vestia de azul. Por coincidência, o próximo adversário é o Boavista, que talvez por ser treinado por um ex-jogador que ficou conhecido por conseguir jogar quase tantas vezes a bola como as que cometia uma falta, acabou o derby da primeira volta com sete cartões amarelos. Ao contrário do que fez quando foi à Luz defrontar o "seu" Benfica, onde prometeu que o autocarro ficaria à porta, Petit afirmou agora que espera que a equipa do Boavista saiba sofrer sem bola. Não sei se foram os 3-0 com que foi brindado em Mordor que o fizeram mudar a filosofia de jogo, mas se no Dragão não se atreveram a sair da área mesmo em superioridade numérica durante 65 minutos, também não me parece que vá ser agora que os axadrezados vão tentar jogar futebol.

O que eu espero amanhã é que os jogadores do FC Porto entrem em campo conscientes que o jogo será difícil e que do outro lado estarão 11 adversários à imagem de quem os treina. Petit quer uma equipa do Boavista que saiba sofrer com bola, Lopetegui tem de mentalizar os jogadores do FC Porto que vão sofrer sempre que tiverem a bola. Por isso espero também que o treinador basco os instrua a terem cuidado com reacções mais intempestivas em caso de quando sofrerem uma entrada mais dura, porque parece que os árbitros andam sensíveis nos ouvidos...

20 de fevereiro de 2015

De opcional a obrigatório

Onze portista que defrontou o Boavista no Dragão
A lesão de Óliver frente ao Basileia veio limitar ainda mais as escolhas de Lopetegui para o próximo jogo. O espanhol junta-se assim aos castigados Alex Sandro, Casemiro e Danilo na lista de ausências confirmadas para a visita ao Estádio do Bessa, obrigando o treinador basco a remodelar o onze portista de forma significativa como só havia feito em jogos para a Taça da Liga nos últimos tempos. Curiosamente, já na primeira volta Óliver falhou o jogo com o Boavista por lesão no ombro, enquanto Casemiro ficou no banco e Alex Sandro fora dos convocados por opção técnica.

Apesar das várias alterações o FC Porto dominou do principio ao fim, mesmo após a expulsão de Maicon ao minuto 25, e só por manifesta infelicidade não venceu o jogo perante um Boavista sem qualquer ambição e completamente fechado dentro da própria área. O FC Porto foi brindado pelos axadrezados com uma agressividade e um anti-jogo constante, muito diferente do que se viu em outros campos já esta época.

O jogo da próxima segunda-feira não deve fugir muito ao ocorrido há cerca de quatro meses, onde será de esperar um FC Porto dominante e um Boavista a jogar para o pontinho. Até o onze azul-e-branco deverá ser semelhante ao que jogou no Dragão, entrando apenas Ricardo para o lugar de Danilo e preservando a titularidade de Fabiano que na altura foi substituído por Andrés. A única dúvida será mesmo entre Brahimi, Quaresma e Tello, sendo que um deles deverá começar no banco.

Quis o destino (e Nuno Almeida) que o onze que Lopetegui escolheu para o empate a zero no derby da primeira volta tenha nova oportunidade para levar de vencida o Boavista. Veremos como a equipa reage a tantas alterações, mas, principalmente, à ausência de Óliver Torres que tem dividido com Jackson e Danilo o estatuto de MVP na grande maioria dos jogos.

22 de setembro de 2014

Tolerância Zero

Desde que começou o campeonato versão 2014/2015 que tem havido sinais claros de que, para ser campeão, não basta ao FC Porto formar um plantel recheado de alternativas de qualidade para todos os sectores.

Frente ao Boavista, Maicon viu vermelho directo - que me pareceu justo - após uma entrada imprudente sobre o adversário. Naquele momento, quase que inédito em Portugal, esta falta foi contemplada com o cartão que lhe está previsto nas leis do jogo. O problema está nas vezes que o mesmo cartão fica no bolso do árbitro quando são os adversários do FC Porto a infringir as leis de forma semelhante.

Em apenas cinco jornadas já se percebeu que a tendência deste campeonato passa por tomar as decisões sobre cada lance tendo em conta não as regras mas sim a cor das camisolas dos jogadores. Enquanto que um a jogador que esteja a defrontar o FC Porto quase tudo lhe é permitido, noutros campos sai um cartão amarelo a cada duas faltas sendo que a tendência aumenta caso uma certa equipa, que por coincidência é a outra grande candidata ao titulo de campeão, se encontra em desvantagem. Nos jogos dessa equipa, quando um adversário está em linha com o penúltimo defensor significa que está em fora-de-jogo que é prontamente assinalado pelo árbitro auxiliar. O mesmo se passa nos jogos do FC Porto, estando a única diferença no prejudicado. O Brahimi que o diga... Nos lances de grande penalidade é mais do mesmo: enquanto que uns têm de sofrer três faltas para ver uma ser assinalada, a outros basta tropeçar nas próprias pernas para ter direito a converter um castigo máximo. Tem valido um pouco de tudo para manter certas equipas na luta pelo primeiro lugar.

Engane-se quem pensa que atribuo apenas aos árbitros a perda da liderança no campeonato. O FC Porto ainda tem muito por onde melhorar e crescer como equipa. Falta a Lopetegui estabilizar uma espinha dorsal da equipa e um sistema de jogo. As constantes alterações no onze até podem ser boas para que o plantel perceba que ninguém é indiscutível e que não é por ficar de fora de uma convocatória que não pode ser titular no jogo seguinte, mas, no outro lado da moeda, as constantes trocas têm atrasado a evolução natural da equipa e, por arrasto, dando origem a largos períodos de mau futebol. Concordo que o plantel deve ser todo ele aproveitado e que para isso ser possível tem de haver rotação entre os jogadores na convocatória e no onze inicial, apenas discordo na forma exagerada como essa rotação tem sido feita.

O próximo jogo é em Alvalade e a ausência de Maicon não pode servir de desculpa para não pensar em outro resultado que não seja a vitória. Indi deve voltar à equipa e formar a dupla de centrais com Marcano ou Reyes e qualquer um dos dois é melhor do que Maurício. Essa dupla terá de anular uma dos bons avançados deste campeonato, Slimani, mas com a certeza que na outra ponta do campo têm Jackson a ser marcado, não só mas também, por esse mesmo Maurício. Estou farto de ver o FC Porto, mesmo tendo quase sempre uma equipa superior, perder pontos frente ao Sporting. Desta vez não me lixem.