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23 de outubro de 2016

Baías e Baronis - FC Porto 3 vs Arouca 0


Se não sabe onde encontrar a versão original desta rubrica então é bem provável que tenha aterrado na Bluegosfera de pára-quedas neste preciso momento. Seja bem-vindo! Hoje, excepcionalmente, só porque fiquei de bom humor com a vitória por 3-0 sobre o Arouca que começou logo após um empate do Sporting em Alvalade, vou copiar de forma descarada o Porta 19. Vamos a notas:




(+) A linha defensiva e Danilo. Se não viu Casillas durante o jogo todo a culpa deve ser atribuída quase de forma exclusiva a estes cinco artistas. Rijos e inteligentes como deviam ser todos os jogadores do FC Porto, travaram bem cedo qualquer iniciativa atacante que o Arouca ambicionasse ter.

(+) Diogo Jota: avançado, extremo e construtor de jogo. Se Nuno pretende manter o 4-4-2 como modelo principal então este rapaz não pode sair da equipa. Pelo menos enquanto não aparecer outro com esta capacidade de movimentação. Recuou para começar jogadas; deu largura ao flanco esquerdo que, até entrar Brahimi e ao contrário do direito, não tinha nada que se assemelhasse com um extremo; auxiliou André Silva no centro do ataque; assistiu. No fundo só faltou mesmo marcar para que se possa dizer que fez tudo.

(+) André Silva, o ponta-de-lança. Marcou dois, podiam ter sido mais. Mas há um dado que ninguém pode negar: qualquer um dos golos que assinou foram daqueles que na gíria de tratam como sendo À ponta-de-lança. No primeiro teve toda a calma do mundo, no segundo a pujança que se exige naquele tipo de situações. Enquanto as más-línguas dizem que precisa falhar nove para marcar um, André Silva soma já sete golos em oito jogos e está no topo da lista dos marcadores empatado com... Marega.

(+) A entrada de Brahimi. Pelo segundo jogo consecutivo o argelino saiu do banco para agitar o jogo da equipa. Deu largura ao flanco esquerdo como Óliver nunca conseguiu e procurou de forma incessante o golo durante os cerca de trinta minutos que esteve em jogo. Felizmente viu essa vontade ser satisfeita em cima do apito final e aproveitou os festejo para mandar para o caralhinho de forma figurada mas muito pouco subtil os milhares que o assobiavam por tentar levar a bola para a frente quando tinham passado a hora de jogo anterior a fazer o mesmo porque ninguém o tentava. Delicioso.



(-) Herrera. Não digo que seja suficiente para vencer o Dragão de Ouro para melhor treinador mas colocar Herrera a fazer de Óliver que por sua vez foi tentar fazer de Otávio deveria valer a Nuno uma menção honrosa durante a entrega do prémio. Quanto à exibição do mexicano, mais do mesmo. Começou um pouco perdido no meio, passou para a direita com as entradas de Rúben e Brahimi e continuou um pouco perdido e acabou o jogo perdido entre o flanco esquerdo e o centro. No fundo é essa a palavra que define Herrera nos últimos três anos: perdido.

(-) Casillas. Esqueceu-se de levar guarda-chuva para um jogo em que não teve trabalho absolutamente nenhum e logo numa noite onde a chuva se fazia notar. Inadmissível num guarda-redes com esta experiência. Veremos se este descuido não lhe trará problemas de saúde nos próximos dias.



Jogo de sentido único e com uma exibição agradável que vale o primeiro lugar à condição. Segue-se agora o Vitória de Setúbal.

28 de setembro de 2016

Pequenos grandes jogadores


Quem vê o FC Porto pela primeira vez não tem como reparar em dois jogadores: Óliver e Otávio. Quem acompanha os dragões semana após semana não tem como fugir à pergunta: estes dois treinam com os outros ou à parte? Seja qual for a resposta é inegável para todos que a bola é tratada de forma diferente, para melhor, quando chega aos pés de um deles.

Com os azuis e brancos a atravessar um período confuso e de falta de identidade é importante que Nuno comece a construir a equipa em torno deles, que além de terem a qualidade necessária para assumir o jogo têm também a coragem para o fazer. Um meio-campo com Otávio, Óliver e Danilo é mais do que suficiente para 95% dos jogos que o FC Porto tem de disputar e é nesses jogos que se ganham os campeonatos, não nos outros 5%.

Com a defesa já consolidada importa afinar o ataque o mais rápido possível e ao escrever isto imediatamente pensei em mais dois nomes: Corona e Brahimi. André Silva parece estar a perder parte do fulgor com que começou a temporada, mas a verdade é que não tem sido muito bem acompanhado ou servido.

Há quem pense que seria suicídio jogar com tantos jogadores de ataque (André Silva, Corona, Brahimi, Óliver e Otávio) em simultâneo, mas tudo depende do espírito competitivo imposto não só pelo treinador mas também pelos próprios. É preciso correr mais, fazer aquele esforço extra para chegar primeiro à bola ou para que esta não saia, ter mais vontade de vencer que o adversário. André Silva, Óliver e Otávio jogam assim, pode ser que com o tempo contagiem os companheiros.

17 de setembro de 2016

Uma atitude louvável


Fazer primeiro, falar depois. Não há coisa que cai pior no universo portista do que quando as acções não batem certo com as palavras, sejam elas de dirigentes, treinadores ou jogadores. Por isso mesmo é que fiquei especialmente agradado por ver a forma empenhada como Brahimi entrou em campo frente ao Copenhaga, mostrando vontade de lutar pela vitória nesse jogo e também por uma lugar numa equipa onde esteve todo o mercado de transferências com um pé fora. No fim do jogos as primeiras declarações da época: "estou no FC Porto a 200%".

Recorde-se que o internacional argelino foi dado como de saída do clube após a chegada de Nuno Espírito Santo. Os motivos eram simples: a atitude demonstrada pelo jogador nem sempre foi a melhor mas a qualidade estava lá, tornando-o numa boa oportunidade de uma SAD a precisar desesperadamente de dinheiro receber algum. O negócio não se realizou e o treinador ficou com um problema em mãos.

Nuno e Brahimi decidiram deixar o passado onde ele pertence e fizeram um pacto que caso seja cumprido todas as partes sairão a ganhar, em especial o FC Porto. O primeiro passo foi dado pelo treinador ao lançar o talento argelino para um jogo de grande importância, o camisola 8 fez o resto ao entrar em campo com uma atitude que há muito não se via nele e com vontade de ajudar os companheiros.

Se as coisas continuarem nestes termos Brahimi ganhará com naturalidade um lugar na equipa que procura desesperadamente alguém com capacidade de fazer sistematicamente a diferença no último terço. Teoricamente trata-se de um casamento perfeito e faço figas para que seja para durar.

28 de fevereiro de 2016

Já estamos a ganhar... E agora!?

Depois de ver a equipa do FC Porto entrar com uma jogada ensaiada, como já não me lembrava de ver, e ganhar um canto logo nos primeiros segundos fiquei convencido que os jogadores estavam empenhados em tornar o jogo fácil. Os minutos seguintes confirmaram isso e cedo apareceu o 0-1 e ainda com muito para jogar na primeira parte o 0-2. Depois disso, nada.

Deu a sensação de que, depois de vários jogos a entrar a perder, o FC Porto se esqueceu de como segurar uma vantagem de forma segura. Como é possível uma equipa que ainda até há bem pouco tempo perdia minutos a trocar a bola sem grande objectivo não conseguir agora fazer quatro passes seguidos, não sei, mas aconteceu. Felizmente a entrada de Evandro trouxe alguma serenidade e capacidade de circulação, porque as coisas estavam a encaminhar-se a bom ritmo para este texto ser sobre um empate.

Suk não esteve brilhante, mas a forma como pressiona o adversário e luta por cada bola é um exemplo prático do que deve ser um jogador à Porto. Embora tivesse ficado em branco, foi fundamental a entrega que colocou no lance que dá o 0-1. Tem conquistado o lugar a pulso com as oportunidades que lhe foram sendo dadas para poupar Aboubakar. O camaronês tem agora que trabalhar muito mais se quiser recuperar o lugar. Quem fica a ganhar com isso é o FC Porto.

A entrada de Evandro mostrou a principal razão pela qual Herrera não pode ser o 10 nesta equipa. A entrega com que o mexicano joga merece louvor e deve ser aproveitada pelo treinador, mas a incapacidade de decidir rápido fazem dele um mau criador de jogo quando o adversário é mais pressionante. A solução? Jogar mais recuado, próximo de Danilo, como fez nos minutos finais. Aí ganha preponderância na recuperação de bola e espaço para usar a mobilidade que lhe é reconhecida.

Já todos sabemos que Marega não faz da técnica livro de visita e que tem muito por onde evoluir nesse aspecto. No entanto, consegue criar mais oportunidades com todas essas limitações do que Corona com dois pés capazes de fazer a diferença. Desde a troca de treinador que o camisola 17 tem estado irreconhecível. O FC Porto precisa de todos os jogadores a jogar de forma consistente se ainda quiser ter uma palavra a dizer na luta pelo título, sendo Corona um dos mais talentosos era importantíssimo que colocasse uma pedra sobre as exibições cinzentas. Ainda mais agora com a eventual lesão de Brahimi.

A eliminação das competições europeias foi dolorosa mas também trouxe vantagens. O jogo da próxima quarta-feira frente ao Gil Vicente será o último realizado a meio da semana. Depois disso, até ao fim do campeonato José Peseiro terá finalmente tempo entre os encontros para recuperar a equipa fisicamente e trabalhar de forma mais eficaz a vertente táctica. O que olhando aos últimos jogos só pode ser encarado como uma óptima notícia.

30 de agosto de 2015

Doce ironia

Não há como fugir ao problema: o FC Porto fez uma péssima exibição frente ao Estoril. O 2-0 não denuncia as dificuldades que a equipa visitante causou aos dragões, que continuam ainda à procura da melhor forma de abordar a época. Lopetegui optou por abdicar do 4-3-3 para dar uma oportunidade a um 4-2-3-1 com Brahimi como maestro, entregando as tarefas defensivas do meio-campo apenas a Danilo e Imbula. Esta alteração aliada às exibições miseráveis de Varela e Tello foram motivos mais do que suficientes para que o Estoril conseguisse dividir o jogo por largos períodos, mas, ironicamente, foi o novo posicionamento e a capacidade de desequilíbrio do argelino que permitiram ao FC Porto marcar o 1-0 e desbloquear um jogo que prometia e provou ser complicado.

Com a vantagem no marcador o treinador espanhol não hesitou e, ainda antes do intervalo, trocou Varela por André André e reestruturou a equipa num 4-3-3. Como o próprio disse, cada equipa tem direito a três alterações e estas podem ser feitas em qualquer altura, no entanto não deixa de ser estranho que seja tão lesto a recompor a equipa para defender um resultado, mas que lhe faltem as ideias quando tem de correr atrás do resultado. O facto de nunca ter comandado a equipa numa reviravolta é preocupante.

Brahimi pareceu motivadíssimo com o regresso a uma posição que considera ser a que lhe dá oportunidade de oferecer à equipa tudo o que tem e acabou por ser o melhor jogador em campo. Este novo esquema, após este fim-de-semana, merece continuar a ser ponderada por Lopetegui quase exclusivamente por este motivo, porque grande parte dos indicadores foram muito maus...

22 de março de 2015

Será que queremos ser campeões?

Não consigo entender a forma apática com que a equipa do FC Porto entrou em campo na Choupana. Não me cabe na cabeça que se jogue quase 90 minutos a passo sabendo que o Benfica tinha acabado de perder minutos antes e que, finalmente, havia a possibilidade de ficar a apenas um ponto do primeiro lugar. Não percebo onde estava a equipa que jogava com classe e ganhava os jogos já depois de o rival ter ganho nessa jornada e que, ainda que à condição, já estava a sete pontos de distância. Terá este FC Porto medo de ser campeão?

A jogada onde o jogador do Nacional, que penso se Lucas João, falha de baliza aberta o 2-1 é sintomática: contra-ataque da equipa da casa com três jogadores para dois do FC Porto e Herrera a acompanhar a jogada com os olhos. Foi assim um pouco durante os 90 minutos, tendo o mexicano passado completamente ao lado do jogo mas com a agravante de ter acumulado passes para ninguém como já não se via há muito. Mas isto não é de agora, Herrera está em quebra física e/ou psicológica há bastante tempo, Lopetegui tem de fazer qualquer coisa em relação ao assunto. Fica uma pequena nota: ao lado do Óliver qualquer um parece bom jogador. Estando o espanhol apto tem de jogar.

Quem também teve uma noite para esquecer foi Brahimi. Já não é a primeira vez esta época que isso acontece e já chegou mesmo a perder o lugar como titular. Quaresma, que na semana passada fez uma óptima exibição frente ao Arouca, entrou muito bem no jogo. Neste momento justifica muito mais um lugar na equipa do que o argelino. Casemiro estava em noite não e Lopetegui não hesitou em substituí-lo - até porque já tinha visto o cartão amarelo -, talvez devesse ter seguido o mesmo critério com o Herrera e, mais cedo, com o Brahimi.

Percebo que se tente passar uma mensagem positiva, afinal de contas estar a três pontos do primeiro lugar é bem melhor do que estar a quatro, mas a conversa do "já só dependemos de nós" mata-me. E por vários motivos. Em primeiro lugar porque esta época nunca o FC Porto dependeu apenas de si próprio, mesmo quando esteve na frente da classificação. As influências externas foram enormes e a situação que vive agora deve-se muito a isso. Depois, porque não se pode considerar normal ir ao Estádio da Luz com a intenção de ganhar por 0-3 ou 1-3 para ficar em vantagem no confronto directo. O 0-2, que também não é fácil, deixa tudo dependente dos golos marcados nas últimas jornadas. Vai-se andar a brincar às goleadas?

Este jogo tinha de ser ganho, desse por onde desse. Enquanto o FC Porto se prepara para um ciclo infernal, o Benfica vai entrar agora em pré-época para a final da Taça da Liga. Paragem para as selecções, Nacional (casa), Académica (casa) e Belenenses (fora). Esta era a última oportunidade de encurtar distâncias e de entrar verdadeiramente na luta pelo título. Lamento que os jogadores não tivesse percebido isso ou que tenham percebido e acusado a pressão.

Deixo também algumas palavras para o nojento Jorge Jesus. Tentando fazer toda a gente de parva, afirma que o Luisão é mal expulso porque ainda havia o Eliseu com hipótese de disputar o lance. Não querendo exagerar, o Eliseu estava pelo menos a 10 metros do lance e em linha com o defesa-central brasileiro. No jogo com o Arouca, o defesa Hugo Basto foi expulso com colegas bem mais próximos e sem que o Lima estivesse enquadrado com a baliza. E dizer que o jogador do Rio Ave que estava em fora-de-jogo posicional interfere no lance do 2-1 é anedótico. A única equipa que se pode queixar de qualquer coisa é mesmo o Rio Ave. Samaris nem sabe como não foi expulso e ficou ainda novo penálti por assinalar por mão na bola de Salvio ao minuto 78:


Mesmo a realização da Sporttv passou um bocado ao lado deste lance, uma vez que só se dignou a mostrar uma repetição rápida.

Não vou cair no erro em que muitos portistas estão a cair de dizer que esta equipa não merece ser campeã. Merece e em condições normais este teria sido apenas um mau dia que poucas consequências teria. Só que, infelizmente, o FC Porto não pode errar porque já lhe basta as penalizações que sofreu com os erros de terceiros. Agora não adianta ficar a pensar neste empate. Siga então para o 0-3 na Luz. Mas vai ser preciso dar bem mais do que neste jogo.

21 de março de 2015

A última vez contra o Nacional da Madeira foi assim...

Não sendo propriamente um cartão de visita deste FC Porto, o jogo da primeira volta frente ao Nacional ficou marcado por uma entrada forte e com um golo marcado na primeira grande ocasião. Rui Silva, que se revelou nesse jogo bem mais assertivo que na jornada seguinte, negou o 1-0 após um excelente cabeceamento de Jackson, mas nada pode fazer quando Danilo(!) apareceu para a recarga. Os madeirenses ainda tiveram uma ou outra oportunidade para marcar fruto de um desacerto defensivo que os Dragões viviam na altura, mas o 2-0 colocou um ponto final no jogo. Excelente jogada colectiva que terminou com a magia de Brahimi a tirar dois adversários do caminho antes de rematar forte e colocado.

O jogo ficou ainda marcado como sendo o último a contar para o campeonato em que Herrera ficou no banco de suplentes. Desde então tem figurado sempre no onze inicial de Lopetegui e o mesmo se espera para hoje.

27 de fevereiro de 2015

Um FC Porto diferente no Clássico?

A lesão de Óliver Torres veio baralhar por completo as contas no meio-campo portista. Até aí, o espanhol formava com Herrera e Casemiro a tripla preferida de Lopetegui, sendo que Rúben Neves era quem estava mais próximo de poder agarrar a titularidade. Óliver era indiscutível para o técnico espanhol, que também não abdica do poder de choque e do bom jogo aéreo de Casemiro e tem em Herrera o responsável por procurar espaços vazios em zonas adiantadas. No entanto, é de notar que o mexicano vem perdendo fulgor há uns jogos a esta parte e que a equipa tem melhorado bastante sempre que Rúben Neves é chamado a jogar perto de Casemiro.

Olhando a estes factos, será de esperar que o jovem português esteja na equipa titular frente ao Sporting no próximo domingo. Com Casemiro de pedra e cal resta apenas uma vaga para o centro do terreno. Em condições normais seria Herrera a manter a titularidade, mas o facto de ter vindo a dar sinais de cansaço - aliado às exibições sofríveis que a tripla Casemiro-Rúben-Herrera fez nos primeiros jogos da época - pode mudar as ideias de Lopetegui. Poderá a lesão de Óliver custar a titularidade ao médio mexicano? É provável e as notícias dos últimos dias apontam nesse sentido. Na segunda-feira o Record dizia que "Evandro agrada a Lopetegui", enquanto que ontem foi O Jogo a adiantar que Brahimi tem sido testado a médio. Aliás, o argelino entrou mesmo para a posição 10 no jogo frente ao Boavista e foi fundamental para desmontar a muralha idealizada por Petit. Com um Sporting mais desgastado em virtude do jogo de ontem, será de esperar um FC Porto mais pressionante e mais virado para o ataque do que o que seria normal?

Neste momento nem o próprio Lopetegui terá decidido ainda a equipa que fará alinhar no domingo, embora as dúvidas se centrem praticamente nas alas do ataque e no terceiro elemento do meio-campo. Evandro nunca foi aposta regular como titular, Herrera vem decréscimo na qualidade das exibições, Quaresma tem estado bem e Tello foi quem deu os dois golos que valeram a vitória no Estádio do Bessa. Tudo dependerá agora de Brahimi, que tem até ao último treino antes do jogo para convencer o treinador que merece ser titular, seja como extremo ou atrás de Jackson.

13 de fevereiro de 2015

Curto resumo do FC Porto 1-0 Vitória de Guimarães

Brahimi, com alguns meses de atraso, resolveu o jogo e deu os três pontos ao FC porto em jogo frente ao Vitória de Guimarães. Na primeira volta só não fez o mesmo graças a uma marcação cerrada do fiscal de linha, mas hoje foi impossível anular este golo ou inventar um penálti a favor dos vimaranenses. Nuno Almeida fez o que pode e lá conseguiu que o Vitória acabasse com 10 sem que pelo meio tirasse do derby que aí vem três jogadores do FC Porto. Assim sendo, Danilo, Alex Sandro e Casemiro falharão a deslocação ao Estádio do Bessa na próxima jornada.

P.S. - Quem defende que Rúben Neves e Casemiro não podem jogar em simultâneo pode ter de rever a segunda parte deste jogo.

P.S.2 - Qunto custa mesmo o Óliver?

P.S.3 - Para ler e partilhar: http://otribunaldodragao.blogspot.pt/2015/02/nao-temos-de-pagar-as-contas-do-benfica.html

18 de dezembro de 2014

Brahimi


Yacine Brahimi precisou de pouco tempo para começar a maravilhar os portistas. A maneira como serpenteava pelos adversários com uma velocidade e técnicas deliciosas levavam muitos a pensar como seria possível que o argelino andasse meio desconhecido em terras andaluzas. Para ajudar à festa, sabe bater livres directos, coisa que há muito não se via por aqui.

Com o sucesso, veio o reconhecimento, as nomeações e os prémios, os elogios, as manchetes, as entrevistas. E Brahimi acusou isso. Não só porque não é fácil lidar com uma mediatização tão grande e tão rápida, mas também porque, naturalmente, os adversários começaram a cair-lhe em cima com muito mais cuidado. Com desgaste à mistura, o argelino tem perdido muito fulgor nos últimos jogos. Está mais complicativo, perde cada vez mais bolas sem que os lances que ganha consigam trazer algo de útil para a equipa.

Para mim, não acho anormal. É difícil para qualquer jogador manter um nível alto durante toda a época e Brahimi subiu imenso a fasquia a si próprio. Nem o extremo era a oitava maravilha do mundo quando estava no topo de forma, nem agora é um cepo. Não espero que Yacine seja transcendente em todos os jogos, nem isso é possível, mas o ex-Granada tem de voltar a encontrar-se e tirar o peso de cima dos ombros ou a obrigação de ser decisivo em todos as partidas para que possa voltar a ajudar a equipa. Brahimi tem de perceber que se tem três ou quatro jogadores em cima dele, algum colega deve andar sem marcação nas redondezas, aguentar a bola e soltá-la para um colega no momento certo pode ser tão importante como um drible que deixa dois adversários para trás.

A CAN aproxima-se e, dependendo do que do que faça a Argélia na Guiné Equatorial, podemos ter Brahimi de volta apenas no final da primeira semana de Fevereiro. Espero que o camisola oito volte rejuvenescido. Por cá, Ricardo Pereira e Kelvin farão pela vida.

9 de novembro de 2014

Emendar o que está certo só pode dar asneira


* Se não está avariado, não corrijas.

Porquê, Lopetegui? Porquê? Porquê este retrocesso? Porquê voltar atrás e mexer no que estava bem e cada vez melhor? A equipa estava em claro crescendo, sustentado por vitórias importantes que eram resultado da estabilidade e consistência que ia ganhando forma. Porquê optar novamente por este sistema alternativo e logo num dos campos mais complicados do campeonato? Ou não sabias? A responsabilidade por este resultado é tua e, infelizmente, já não é a primeira vez que se diz isto. Espero sinceramente que tenhas aprendido outra lição nesta noite e que não sejam precisas mais.

Destaques:

Adrián López: Um corpo estranho na equipa, continua a não justificar 1/3 do investimento, nem sequer as presenças no banco de suplentes e muito menos a titularidade.

Fabiano: À semelhança de Alvalade, saída da baliza completamente disparatada e escusada que valeu um golo.

Meio-campo? O que é isso?: Quando se aniquila a zona cerebral de qualquer equipa, torna-se difícil que as coisas corram bem. Não havia ninguém a pensar o jogo da equipa e a distribuir, fazer a bola circular, Casemiro e Herrera viram-se nas tarefas que cabem a três jogadores diferentes enquanto Óliver e Quintero estavam...no banco.

Substituições: Nem isso se salvou Lopetegui, nem isso. Desta vez não houve salvação a partir do banco. Quintero não conseguiu pegar no jogo e poucas vezes teve a bola nos pés, Aboubakar foi mais esforçado que Adrián e pouco mais, Óliver Torres, que deveria ter sido titular, foi o último a entrar, já com a equipa a perder.

Brahimi: O Deus do futebol deve ser argelino, mas sozinho não consegue fazer tudo.

Herrera: Das exibições mais competentes que a equipa teve. O melhor em campo da nossa parte.

O momento do jogo foi, sem dúvida o penalty convertido por Tozé a castigar a tremenda burrice de Fabiano. Ainda assim, depois do empate de Óliver, Jackson teve o golo da vitória nos pés, no último suspiro.

E assim se volta atrás depois de quatro pequenos grandes passos. O que deixa qualquer portista verdadeiramente frustrado é a certeza de que não falta qualidade neste plantel, que há equipa para fazer muito mais, mas não podemos continuar tão imprevisíveis. Três pontos de desvantagem para o primeiro lugar não são problemáticos em Novembro, mas irrita saber que deveríamos estar bem mais acima e preocupa o colinho confortável que tem atuado na grande maioria dos jogos de uma determinada equipa.

5 de novembro de 2014

Cada vez mais Porto


O FC Porto fez um jogo frio, tão frio que o San Mamés gelou. Os bascos não souberam chegar perto de Fabiano, excepção feita a um lance em que Guillermo ia marcando sem saber como. Do outro lado, estava uma equipa muito bem organizada e coesa, que abordou a partida de forma irrepreensível e até podia ter marcado mais golos, ou chegado à vantagem mais cedo.

Destaques:

- Centrais seguros: Maicon e Indi limparam tudo o que lhes foi aparecendo pela frente, com ou sem bola para o mato, mas sempre a afastar o perigo.

- Casemiro: Das melhores exibições do brasileiro desde que chegou ao Dragão, numa altura em que tem sido muito criticado e, não raras vezes, de forma injusta. Hoje, não deu hipótese para isso.

- Brahimi: Estou aqui a olhar para o cursor a piscar e nem sei o que escrever, os adjectivos começam a escassear para descrever tamanho talento e habilidade com a bola nos pés. Ele faz muitas vezes a jogada que originou o golo de Jackson, certo, e tirar-lhe a bola? Um, dois, três, vão caindo todos.

- Jackson: Retira-te da lista de marcadores de penaltys ou alguém que te retire. Dado o cachaço no pescoço vamos aos merecidos elogios: Top. Incansável, solidário no processo defensivo, com uma classe no controlo de bola ao nível de poucos. Se queremos em Jackson um simples ponta-de-lança que esteja lá para ler e encostar, ele corresponde, se queremos no colombiano um pivot ofensivo que jogue e faça jogar, o cafetero cumpre na mesma.

- Tello: Jogo fraco do espanhol, que não encontrou espaço para explorar a velocidade e decidiu mal quase sempre.

- Adeptos: Vénia aos milhares que se fizeram ouvir do primeiro ao último minuto. A equipa sentiu mais apoio hoje do que no jogo do Dragão.

Momento do Jogo:
73 minutos, 2-0 pelos pés de Brahimi


O jogo estava controlado, mas 1-0 é sempre perigoso. O golo que acabou com as dúvidas e foi um prémio merecido para o argelino. Oferta da defesa? Temos pena, não pode cair sempre para o mesmo lado!

Brahimi foi o melhor em campo, (na nossa opinião e na da UEFA também) pela assistência soberba e pelo golo, mas também por toda a classe que espalhou em campo.

Quarta jornada, dez pontos e oitavos de final carimbados num estádio onde muitos querem, mas poucos podem. Este Porto continua a crescer, mostra-se mais organizado, equilibrado e fiável. As vitórias (quarta consecutiva) cimentam uma evolução sustentável que ainda tem muito por onde se desenvolver.

1 de novembro de 2014

Mais um passo seguro do Dragão


Antes do jogo com o Bilbao, afirmei que não seria de um jogo para o outro que a equipa iria carburar. A evolução será gradual e só poderá acontecer assente em vitórias. Vamos no terceiro triunfo consecutivo pós eliminação da Taça e as melhorias fazem-se notar. Aqueles primeiros 25-30 minutos da primeira parte foram uma amostra do que esta equipa será capaz de fazer quando atingir o ponto rebuçado. Há que continuar a trabalhar para que essas fases se perpetuem.

O FC Porto entrou com tudo e Danilo terminou uma semana de sonho da melhor maneira possível. Que bem te ficam as palavras do presidente, o Dragão de Ouro e o número 2. És dos nossos e espero que o sejas por muito mais tempo.

O segundo golo poderia ter aparecido, não faltaram oportunidades para isso, mas o facto de ter demorado tanto a acontecer acabou por não deixar a equipa dominar o jogo como queria. Não que o Nacional tenha assustado muito Fabiano, mas, principalmente no início da segunda parte, faltou clarividência e controlo à equipa, num problema de certa forma resolvido ainda antes dos 60' com a entrada de Herrera.

A 15 minutos do fim, momento mágico de Brahimi, que fez valer a espera pelo golo da tranquilidade. Só a partir daí é que a equipa entrou em estágio para San Mamés, sendo que a tão badalada rotatividade ficou-se apenas pelas trocas de Herrera e Tello por Óliver e Quaresma, enquanto Maicon e Marcano vão lutando pela titularidade. Mexidas compreensíveis que deram resultado e provam que Lopetegui está a mudar a forma de aplicar a "Teoria da Rotatividade".

Que bonito é quando o público decide ir ao Dragão apoiar a equipa. Custou muito? Todos juntos somos mais fortes contra as "linhas tortas" deste campeonato. Jackson parecia proibido de disputar os lances e as faltas sobre ele proibidas de serem assinaladas. Um filme habitual para o colombiano que hoje fez de tudo para marcar mas Rui Silva não deixou.

Despeço-me com o apontamento humorístico da noite: